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| Chuvas destruíram as lavouras e prejudicaram o escoamento no Nordeste |
Em, 28/06/2010
As chuvas dos últimos dias em Pernambuco e Alagoas destruíram as lavouras e prejudicaram o escoamento da produção.
As enchentes atingiram principalmente os estados de Pernambuco e Alagoas numa faixa mais próxima do litoral. Em Pernambuco nove municípios decretaram estado de calamidade pública, e em Alagoas quinze.
No município de Agrestina, em Pernambuco, pontes foram destruídas e noventa por cento das lavouras se perderam. “Isso representa uma perda de mais de cem toneladas de alimento para os agricultores, culturas de milho, feijão, batata doce, mandioca, tudo por excesso de alagamento”, diz João Domingos, secretário da Agricultura de Agrestina (PE).
Os acessos também estão comprometidos. Em Quipapá, a força da água arrastou uma ponte. Quatro comunidades estão isoladas. Nelas vivem cerca de 120 famílias que mal conseguem passar e não têm como escoar o que produzem.
As bananeiras foram destruídas. Seu Edgar foi um dos produtores prejudicados. “Eu perdi muitas bananas que eu tinha cortado no fim de semana, e como estamos sem acesso, nós vamos ter prejuízo porque vai chegar a época de cortar a banana e nós não temos como sair”, diz.
Prejuízo também para os pecuaristas. A situação das estradas na zona rural compromete o escoamento da produção de leite. “Os carros não passam, e a gente precisa vender e perde os produtos”, comenta.
Em Alagoas o drama é ainda maior. A cidade de Branquinha foi praticamente arrasada. Quase todos os prédios e casas terão que ser reconstruídos. Em Rio Largo a situação também não é diferente.
No município de Rio Largo a usina de açúcar e álcool foi praticamente destruída pela correnteza. “Foi a maior cheia de sua história”, afirma Cristóvão Oliveira, gerente da usina.
Na usina Laginha, no município de União dos Palmares. Os prejuízos também foram muito grandes. Aqui o rio subiu mais de dez metros e arrasou a estrutura da usina. Dos seis reservatórios de etanol, cinco foram levados pela correnteza. A lama invadiu os laboratórios e todas as dependências. Os trabalhadores passaram a semana fazendo a limpeza.
“É uma tristeza muito grande, não só pra mim, mas pra todos os que trabalhavam aqui, mesmo sendo do campo, isso aqui era o meu sustento, era aqui que eu trabalhava e ganhava meu dinheiro”, diz Alexandro Silvino, trabalhador rural.
O governo federal liberou R$ 550 milhões para os municípios atingidos pelas enchentes. Metade dos recursos vai para Alagoas e metade para Pernambuco.
Fonte: Globo Rural
- 23:23:41
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| Mesmo com leilão, preços do feijão devem se manter em alta |
Em, 28/06/10
Por Diego Costa
SÃO PAULO - O leilão de feijão que será realizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) na próxima quarta-feira não deve abaixar os preços do produto no mercado interno, segundo analistas ouvidos pelo DCI. Em contrapartida, a Conab afirma que a ação do governo funciona como um sinal para demonstrar que acompanha o desempenho do setor de perto.
O certame terá duas etapas: na primeira, serão vendidas 20 mil toneladas de feijão comum cores; enquanto na segunda operação serão comercializados 4,8 toneladas de feijão anão misturado abaixo do padrão.
"O governo está preocupado em regular o preço do feijão e eu não acredito que o preço caia no mercado. Além disso, o feijão que será leiloado é mais velho e não terá condições de competir com um grão mais recente", disse Sandra Hetzel, analista de mercado da Unifeijão. Após a batida do martelo no leilão, o grão chega ao mercado entre 15 e 20 dias. A 3ª safra do feijão, que se inicia entre o fim de junho e começo de julho, deve ser de 942 mil toneladas - alta de 21,6% em comparação a mesma safra cultivada em 2008/2009 -, segundo estimativas da Conab. "A produção será menor devido ao clima frio, que não é viável para o cultivo do grão. Porém, a qualidade é boa. A safra fica forte entre agosto e setembro", explicou.
A 1ª safra rendeu 1,4 milhão de toneladas, já a 2ª safra, 1,15 milhão de toneladas.
Marcelo Lüders, presidente do conselho de administração do Instituto Brasileiro de Feijão e Legumes (Ibrafe), acredita, assim como Sandra, que o preço de venda no leilão será de R$ 90 o quilo. "Esse valor, do feijão carioca (outra nomenclatura do grão), vai surtir efeito na gôndola", contou.
Para Lüders, o produto do leilão será destinado para cestas básicas e cozinhas industriais e, entre a demanda e a oferta estimadas, haverá um déficit de 10%, em virtude da pouca quantidade do grão no mercado. "O preço [no mercado] pode subir, enquanto o consumo pode ser recuado na marra", completou. No fim de maio, a Conab organizou um evento, em que a venda ficou acertada em R$ 90. Segundo Sandra, o leilão do último mês não rendeu vendas.
De acordo com João Paulo de Moraes Filho, superintendente de operações da Conab, o governo realiza os leilões para regularizar o mercado e não permitir elevações nos preços. Perguntado pelo DCI, se o leilão influenciaria nos preços do mercado, Moraes Filho disse: "A intenção é mostrar que existe oferta pela parte do governo e acomodar o mercado como um todo". E avaliou: "Para fazer outros leilões, depende de como o mercado irá caminhar". Além disso, segundo o executivo, todas as operações do setor estão em constantes avaliações.
O feijão carioca só é consumido no Brasil, conforme explicou o presidente da Ibrafe. O País não participa do mercado mundial e, por isso, Lüders faz uma ressalva: "Quando a gente vai exportar, o produto está escuro. É necessário incentivar outras variedades desenvolvidas, como as da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária [Embrapa], por exemplo, que é maior, tem o mesmo gosto [em relação ao tradicional], não é mais caro e tem a apresenta uma tonalidade clara".
Números do feijão
Anualmente, o Brasil produz entre 3,3 e 3,4 milhões de toneladas de feijão, ante um consumo de cerca de 3,6 milhões de toneladas, de acordo com a Conab. O Paraná, maior produtor do País, deve cultivar cerca de 774,4 mil toneladas durante a safra 2009/2010, de acordo com o Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura do Paraná.
Para Sandra, há divergência nos números da Deral e da Conab, que estima para esta temporada, 1,1 milhão de toneladas no estado paranaense. "A Conab superestima o cultivo da Região Sul e espera que por lá a produção seja de 1,46 milhão de toneladas, enquanto a Deral estima 1,13 milhão de toneladas", diz.
Atrás do Paraná, segundo levantamento da Conab das três safras, estão: Minas Gerais, com cerca de 800 mil toneladas; Bahia, com média de 500 mil toneladas; São Paulo, com média de 346 mil toneladas; e Goiás, com média de 307 toneladas. Em São Paulo, o preço da saca (de 60 kg) está entre R$ 140 e R$ 145, enquanto em Unaí (MG), é de R$ 130.
Fonte: DCI
- 15:34:52
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| COMUNICADO DIRAB/SUOPE/GECOM Nº 125, DE 28/6/2010 |
REF: AVISO DE VENDA DE FEIJÃO COMUM CORES Nº 149/10
Em conformidade com o item 6 do Aviso em referência, informamos que o preço de abertura será de R$ 1,366/kg, para os Lotes 1 a 20.
Fonte: MAPA
- 15:24:13
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| COMUNICADO DIRAB/SUOPE/GECOM Nº 126, DE 28/6/2010 |
REF: AVISO DE VENDA DE FEIJÃO ANÃO MISTURADO ABAIXO DO PADRÃO Nº 150/10
Em conformidade com o item 6 do Aviso em referência, informamos que o
preço de abertura será de R$ 1,025/kg, para o Lote 1.
Fonte: MAPA
- 15:22:47
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| CLIMA / TEMPO - Chuvas fortes atingem área de cultivo de feijão na BA |
Em, 28/06/10
Região Sul
O sistema frontal retrocede, e as chuvas ficam novamente restritas ao Rio Grande do Sul. Ainda há previsão de chuvas fortes, com acumulado em torno dos 30mm, em áreas próximas à Lagoa dos Patos. As rajadas de vento passam dos 70 quilômetros por hora no Oeste, Centro e Sul do Estado. No Paraná, Santa Catarina e no Norte do Rio Grande do Sul, o tempo permanece seco, com sol entre nuvens. Faz frio de 9°C no Sul do Rio Grande do Sul pela manhã. À tarde, o frio fica restrito ao Oeste e Sul do Rio Grande do Sul, com máxima entre 11°C e 19°C. Na maior parte da região, o calor volta a predominar com o retrocesso do sistema frontal.
Região Sudeste
Sábado com tempo seco e ensolarado no Sudeste. A baixa umidade relativa do ar gera uma madrugada fria e uma tarde com calor. A mínima varia entre 6°C e 8°C no Sul e na zona da mata de Minas Gerais. Já a máxima passa dos 26°C no interior de São Paulo e no Oeste e Norte de Minas Gerais.
Região Centro-Oeste
Sol, calor e baixa umidade relativa do ar em boa parte da região neste sábado. Existem algumas exceções. A máxima não passa dos 25°C no Sul e Nordeste de Mato Grosso do Sul, Sudeste de Mato Grosso, Sudoeste e Leste de Goiás e Distrito Federal. A mínima varia entre 11°C e 13°C no Distrito Federal e no Centro e Sudeste de Goiás.
Região Nordeste
No sábado, a frente fria mantém chuvas fortes, com acumulado de até 40mm, sobre a região metropolitana de Salvador. Uma novidade fica por conta da previsão de chuvas fortes sobre a área do feijão, em Mundo Novo, com acumulado que também varia entre 20mm e 40mm. Além disso, chuvas mais fracas atingem Sergipe e Alagoas, além do litoral do Rio Grande do Norte, Ceará e Maranhão. A temperatura máxima cai ainda mais, e a máxima não chega a 20°C em algumas cidades.
Região Norte
Não há previsão de grandes acumulados neste sábado, mas as chuvas na forma de pancadas isoladas atingem uma faixa desde o Oeste do Acre até o litoral do Pará. Entre Tocantins e Rondônia, o sol e o calor predominam.
Confira a previsão para os próximos dias
Região Sul
No domingo, a chuva novamente passa a atingir todo o Rio Grande do Sul, mas o maior acumulado concentra-se na fronteira com o Uruguai. Na segunda, finalmente a frente fria consegue avançar na direção do litoral de Santa Catarina, mas, na medida em que avança, o sistema perde sua atividade chuvosa. Esperam-se mais nuvens que chuva sobre o litoral catarinense. No Rio Grande do Sul retorna uma condição de tempo seco.
Região Sudeste
No domingo volta a chover fraco no Norte do Espírito Santo. Na maior parte do Sudeste, entretanto, o tempo permanece seco, ensolarado e com grande amplitude térmica – que é a diferença entre as temperaturas máxima e mínima num dado período. Na segunda, faz tempo seco em toda a região. Entre 29 de junho e 03 de julho, chove fraco entre o Nordeste de Minas Gerais e o Norte do Espírito Santo. Na maior parte da região, o tempo permanece seco e ensolarado.
Região Centro-Oeste
Até o dia 03 de julho, a situação permanecerá inalterada, com sol e temperaturas muito elevadas, em grande parte da Região.
Região Nordeste
No domingo volta a chover forte no litoral e zona da mata de Alagoas e de Pernambuco. Por enquanto, a previsão é de acumulado em torno dos 40mm nas localidades mais atingidas. Na segunda, as chuvas enfraquecem sobre o Leste do Nordeste, mas, na terça, a chuva forte retorna à região metropolitana de Salvador, com acumulado em torno dos 40mm.
Região Norte
No domingo, a situação permanece inalterada, mas, na segunda, os temporais voltam a atingir o litoral do Amapá, com acumulado de até 50mm. Até o dia 03 de julho, as chuvas prosseguem sobre o Oeste e Norte da região, com acumulado de mais de 70mm no Norte do Amapá e de Roraima.
Fonte: CANAL RURAL
- 20:48:58
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| ESTOQUES - Conab doa feijão para o Banco de Alimentos |
Postada em 27/06/10
A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) doou aproximadamente sete toneladas de feijão para o Banco Municipal de Alimentos. O lote irá beneficiar quase 12 mil pessoas. Uma das grandes conquistas da administração municipal, a efetiva atuação do Banco de Alimentos permitiu que o município fosse contemplado com recursos do Programa Compra Direta Local da Agricultura Familiar, do Ministério Social. Até 2012, pelo menos 128 agricultores irão produzir alimentos que serão distribuídos pela Prefeitura para atender programas sociais, creches, hospitais, asilo e cozinhas comunitárias. Os recursos ultrapassam R$ 1,3 milhão.
Notícia publicada em 25/06/10
Fonte: Umuarama Ilustrado
- 20:47:50
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| Banco de germoplasma de feijão-caupi será modernizado |
Em, 24/06/10
A Embrapa Meio-Norte vai modernizar a estrutura de conservação dos acessos – amostras de cultivares – do banco de germoplasma de feijão-caupi da Unidade. Um projeto apoiado pelo Programa AgroVerde acaba de ser aprovado, e vai garantir, a partir deste ano, recursos financeiros à construção do prédio do banco de germoplasma em Teresina, compra de bens, treinamentos e insumos.
O prédio terá laboratórios de preparo de amostras e de análises de sementes, além da estrutura necessária para o funcionamento do banco. O projeto, que tem um orçamento superior a R$ 2, 5 milhões, é financiado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento-BID e o Tesouro Nacional.
As ações, segundo o curador do banco de germoplasma de feijão-caupi, pesquisador Kaesel Damasceno, vão garantir, a médio prazo e no futuro, a utilização das amostras de cultivares. Hoje, a Unidade dispõe de um sistema de conservação de germoplasmas com freqüentes falhas mecânicas, gerando custos elevados.
É provável, de acordo com Kaesel Damasceno, que a fragilidade do atual sistema esteja contribuindo para a diminuição do potencial de germinação das amostras de cultivares de feijão-caupi armazenadas. Participam também do projeto os pesquisadores Maurisrael Rocha, Francisco Freire Filho e Valdenir Queiroz.
As informações são de assessoria de imprensa.
Fonte: Agrolink
- 22:51:13
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| Conab marca leilão de feijão para o próximo dia 30 |
Em, 24/06/10
Intenção do governo é ajustar a oferta e a demanda e reduzir os preçosAtualizada às 20h23min
A Conab deve realizar já na semana que vem leilões dos estoques oficiais de feijão. A informação foi confirmada pelo superintendente de operações comerciais da companhia, João Paulo Moraes Filho.
A intenção do governo é ajustar a oferta e a demanda e reduzir os preços. De acordo com o IPCA-15, do IBGE, divulgado nesta semana, em junho, só o feijão carioca subiu mais de 6%. Em maio, o preço já tinha subido quase 32%. O estoque oficial do produto está em 200 mil toneladas. 70 mil estão comprometidas para doações. Outras 100 mil também podem ser doadas. No primeiro leilão, devem ser oferecidas 20 mil toneladas.
A analista de mercado Sandra Hetzel diz que a venda dos estoques do governo é insuficiente para ajustar os preços do feijão.
Fonte: Canal Rural
- 08:28:13
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| Opinião: Em defesa do feijão com arroz |
Postada em 23/06/10
O antagonismo entre ambiente e produção não interessa à população brasileira e nem ao país
Por *Aldo Rebelo
A safra de grãos projetada para 2010, de cerca de 147 milhões de toneladas, será a maior da história do Brasil. O mesmo ocorrerá na produção de açúcar e etanol: a previsão é de uma safra recorde de mais de 700 milhões de toneladas de cana-de-açúcar. Os produtores rurais brasileiros deveriam estar orgulhosos, mas eles estão amedrontados.
O crescimento da produção de alimentos no Brasil só tem sido possível porque a imensa maioria dos agricultores, dos menores aos maiores, tinha permissão legal para plantar em determinadas áreas até 2001 e, repentinamente, passou a pertencer à categoria de infratores, verdadeiros criminosos ambientais.
A legislação ampliou um problema de difícil solução ao determinar, em julho de 2008, mais uma alteração por decreto do Código Florestal: os produtores que não averbarem as reservas legais estão passíveis de pesadas multas diárias. A aplicação rigorosa e estrita da atual legislação ambiental quebraria a agricultura e os agricultores brasileiros. Por esse motivo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, prorrogou a entrada em vigor desse decreto para julho de 2011. Daí a necessidade de fazer adaptações no atual Código Florestal, mesmo em ano eleitoral.
No Rio Grande do Sul, mais de 600 mil propriedades não possuem o estoque de terras necessário para cumprir a exigência e foram colhidas na ilegalidade. O mesmo ocorre no Paraná, em Santa Catarina, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e em toda a Zona da Mata e Agreste nordestinos, na região Bragantina do Pará - praticamente em todo o Brasil. Algumas dessas propriedades foram desmatadas há séculos e não possuem matas significativas para preservar.
Na Amazônia, houve desmatamento por exigência oficial como condição para titulação do imóvel rural. O mesmo pequeno agricultor de Machadinho d ' Oeste, em Rondônia, que desmatou metade de seu lote de 40 hectares por exigência do Incra, agora se vê obrigado a reconstituir 80% de floresta com os recursos que não tem, e manter a família com 8 hectares de terra produtiva, tarefa ainda mais impossível. A legislação premia o latifúndio improdutivo.
Grande parte da irrigação existente no Nordeste, e em todo o Brasil, deveria cessar para cumprir a legislação ambiental. Tanto as instalações, estações de bombeamento e energia, canais como as áreas irrigadas dos projetos estão localizadas ao lado do rio São Francisco e de outros cursos d ' água em plena Área de Preservação Permanente (APP). O mesmo valeria para boa parte dos trajetos de transposição das águas do rio São Francisco que seguem eixos hidrográficos. Seriam construídos mas não poderiam ter utilização prática.
A produção de arroz nas várzeas do Rio Grande do Sul, São Paulo (vale do Paraíba) e Maranhão é ilegal e deveria cessar pelas normas atuais. O mesmo ocorre com a criação de búfalos, atividade tradicional nas várzeas do Maranhão, Amapá e na Ilha de Marajó. A cultura do feijão no Brasil está situada em áreas acidentadas de pequenos produtores que não têm como cumprir o dispositivo da Reserva Legal, a exemplo da região de Itararé e Itaberá, em São Paulo. Também deveria cessar. Escolheríamos entre o fim do feijão com arroz ou a alta do preço desses alimentos básicos, importando feijão da Colômbia e arroz da Ásia.
O tradicional café com leite também está ameaçado, uma vez que o café é cultivado em colinas e áreas de morro e relevo: quanto mais alto, melhor o café. É assim em São Paulo, Minas Gerais, Bahia e Paraná. Esses produtores estão agora na ilegalidade, mesmo aqueles que ocupam essas áreas há dezenas de anos e, em muitos casos, há mais de um século. As mesmas exigências alcançam milhares de pequenos produtores de leite da serra da Mantiqueira, de Minas Gerais, Espírito Santo e São Paulo; do sertão e do agreste nordestinos; do vale do Paraíba e de todas as áreas de relevo onde existam pastagens nativas e implantadas. Essas terras inadequadas para a agricultura, à custa de muito engenho e trabalho, foram adaptadas pelo homem para produzirem uma proteína nobre, o leite, graças à transformação do pasto em alimento para seus bovinos e caprinos. Hoje, esses agricultores são multados, ameaçados e até presos por esse "crime".
As mesmas exigências colocam na ilegalidade grande parte da pecuária de corte no Brasil, situada em áreas de relevo e nos cerrados e de pequenos ruminantes (ovinos e caprinos) no Nordeste, bem como a produção de suínos e aves no Sul do Brasil, cujas granjas e instalações estão localizadas em áreas de relevo, principalmente na região de Chapecó, em Santa Catarina. Para cumprir a legislação ambiental, praticamente toda a pecuária deveria ser removida do Pantanal, já que a região inteira é considerada uma APP.
Ao cavar um abismo entre a necessária proteção ao ambiente e o estímulo à produção rural, a legislação não logrou qualquer objetivo. A natureza continua exposta a danos evitáveis e a atividade produtiva imobilizada por um cipoal de normas impossível de ser cumprido.
O que propomos é a ampliação da proteção efetiva aos bens naturais, a recuperação das áreas essenciais ao cumprimento dessa finalidade e o reconhecimento do esforço produtivo nacional como bem insubstituível na busca do bem estar material e espiritual do nosso povo.
Decisiva é a incorporação dos estados e municípios na programação e formulação - dentro dos limites da lei nacional - das políticas ambientais, uma vez que é impossível executá-las e fiscalizá-las a partir de Brasília. O antagonismo entre ambiente e produção e o imobilismo diante dos problemas existentes não interessam à população nem ao Brasil.
*Aldo Rebelo é deputado federal (PCdoB-SP), jornalista, escritor e relator do Código Florestal. Presidiu a Câmara dos Deputados 2005/2007 e foi ministro de Relações Institucionais do governo Lula.
Artigo publicado no jornal Valor Econômico, em 22.06.2010.
Valor Econômico
- 23:06:19
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| Problemas da estiagem |
Em, 21/06/10
O Ceará terá uma quebra significativa da safra de grãos. De acordo com a Ematerce, Empresa de Assistência Técnica do Estado, as perdas ultrapassam 45%.
O agricultor Adauto da Silva, de 72 anos, ainda mantém a rotina de ir para a roça. Mas nos dois hectares de terra onde plantou milho e feijão já não há mais o que ser feito.
"Fico assim meio triste, mas o jeito é me conformar com a vontade de Deus. Não posso fazer nada", lamentou seu Adauto.
A situação da roça do seu Adauto demonstra bem toda irregularidade do período de chuva este ano no Ceará. No fim de março, quando ele plantou, choveu um pouco. Em abril também. Por isso, a plantação até cresceu. Mas em maio, no período de floração e frutificação, faltou água. Por isso, as espigas pararam de se desenvolveram. Do jeito que estão, nem adianta chover. Foi tudo perdido.
De janeiro pra cá, o volume de chuva no Ceará foi 45% abaixo da média histórica, o que comprometeu lavouras em quase todas as regiões. Este ano, a safra já é 46% menor.
“O maior impacto é na questão do milho, que responde hoje por 62% dos grãos do Ceará. Com 79% de perda no milho, essa é realmente a cultura que realmente gera o maior impacto”, avaliou Walmir Severo, diretor técnico da Ematerce.
Nesta época, o agricultor Valdeni de Almeida esperava colher milho e feijão. Mas não produziu nada. Ele olhava a plantação com tristeza. "Em ano assim sempre a gente passa apertado, mas é isso mesmo. É esperar agora para o próximo ano", falou.
Fonte: Globo Rural
- 12:26:27
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| Preço do feijão sobe até 130% |
Em, 17/06/10
Entre os meses de janeiro e junho deste ano, o feijão acumula uma alta de até 130%. De R$ 1,30 no início de 2010, o quilo do grão chega em junho às prateleiras por um preço que varia entre R$ 3 e R$ 4, cerca de R$ 2 mais caro que o preço de janeiro. Esses preços foram apurados de uma mesma marca de feijão, uma das mais baratas disponíveis no mercado local. Durante os ano de 2009, a média de preço dessa mesma marca ficou em R$ 1,47, 42% a menos que a média registrada nos 6 primeiros meses de 2010, quando a média está em R$ 2,10. A queda na produção é o principal motivo apontado por comerciantes e beneficiadores do grão.
Relatório da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) aponta para uma redução de 21,6% na área cultivada na segunda safra, que está se encerrando. Em Mato Grosso, 56,8 mil hectares deixaram de ser plantados nesta temporada. O diretor da rede de supermercados Modelo, Altevir Magalhães, diz que o feijão é um produto cujo consumo varia no decorrer do ano, o que acaba influenciando nos preços. Ele exemplifica que no fim do ano passado, como havia muita oferta, o valor despencou. Em baixa, os produtores preferiram não investir no grão, que agora tem mais demanda do que oferta, pressionando os valores para cima.
"O feijão tem o ciclo curto, sendo assim, conforme o mercado se comporta, o produtor investe ou não no plantio e os reflexos são imediatos. Com os preços em alta, pode se esperar uma produção maior e queda futura nos preços", argumenta Magalhães. A previsão, segundo Roseli Valério Gonçalves, das indústrias Caiabi e Milão, é que entre agosto e setembro os preços voltem a cair. "Os produtores mato-grossenses estão com estoques em baixa e vão plantar à medida que o milho for colhido". As principais cidades produtoras de feijão são Sorriso, Primavera do Leste e Campo Verde.
O último levantamento de grãos divulgado em junho aponta para um incremento de 21% na produção desta terceira safra, que deve atingir 942 mil toneladas. Até lá, Altevir Magalhães não acredita que os preços continuem subindo. "Estamos no ápice, não há espaço para mais aumento, até porque as vendas começaram a cair". Outro ponto colocado por Magalhães é com relação ao crescimento do consumo de maneira geral. "O feijão é um produto consumido pelo massa e o aumento do poder aquisitivo da população influencia diretamente no consumo".
Por esse mesmo motivo, Magalhães não acredita numa retoma aos patamares do ano passado. "Vai haver uma queda de preços, mas não deve chegar tão baixo como foi em 2009, quando chegou perto de R$ 1". A queda também é anunciada pelo Comper. Conforme a gerente de operações, Izilda Maria da Silva, nas próximas semanas os preços do feijão devem declinar. "O nosso departamento de compras tem informações dos fornecedores de que nas compras seguintes este preços já deve vir mais baixo".
Fonte: Gazeta Digital
- 17:44:56
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| Política de preços mínimos passa a ter percentual obrigatório |
Em, 17/06/10
A partir da safra 2010/2011, a agricultura familiar terá direito a 20% dos recursos da Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM). Até a safra atual, não havia uma especificação de quanto o governo deveria gastar com essa camada de produtores rurais. Com a medida, a agricultura familiar terá acesso a R$ 1 bilhão dos R$ 5,2 bilhões estabelecidos no orçamento para a PGPM. O programa permite que a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) faça leilões para a compra de excedentes de produção, com a finalidade de reduzir as oscilações de preços.
Segundo o diretor de Política Agrícola e Produção da Conab, Silvio Porto, essa é a principal novidade do Plano Safra da Agricultura Familiar 2010/2011, lançado nesta quinta-feira (17) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelo ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel, em Brasília.
“A participação da agricultura familiar no programa era variável, com participação maior em alguns programas, como o feijão, razoável em outros, como o milho, e pequena no arroz, por exemplo. Agora está estabelecido qual o volume [dentro da PGPM] que tem que ser gasto com os produtores familiares”, afirmou à Agência Brasil.
Outra ação já existente e que terá mais recursos na próxima safra, que começa no dia 1º de julho, respeita a Lei da Alimentação Escolar. A lei determina que 30% dos recursos repassados pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) para a compra de merenda escolar sejam gastos com produtos da agricultura familiar. Os recursos totais aumentaram de R$ 2,6 bilhões no ano passado para R$ 3 bilhões este ano. Cumprido o percentual legal, cerca de R$ 1 bilhão deverão ser destinados à compra de produtos dos pequenos agricultores. O plano safra ainda consolida o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), que permite a compra direta de alimentos da agricultura familiar pelo governo.
Fonte: Agência Brasil
- 17:40:22
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| FEIJÃO - Nova safra deve ser de 24 mil toneladas em MT, prevê Conab |
Em, 15/06/10
A produção da terceira safra do feijão (safra 2009/10) deve alcançar 24,9 mil toneladas informa o nono levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento, sendo 3,3% superior a mesmo produção da safra 2008/09, quando somou 24,1 mil toneladas. A área plantada, segundo a estimativa, também teve leve aumento quando comparado as safras. Passou de 12,8 mil hectares e pode chegar a 14,4 mil. A Conab considera que a produção subiu porque houve aumento de área platanda.
O levantamento aponta ainda que, no país, a estimativa da terceira safra é chegar a 942,1 mil toneladas, o que significa o aumento de 21,6% em relação a mesma safra cultivada em 2008/09.
Em Mato Grosso, a primeira safra resultou em uma produção de 22,2 mil toneladas, 113,5 % superior quando comparado com a de 2008/09, quando alcançou 10,4 mil toneladas. Já na segunda, que está próxima do fim, a estimativa e produção é de 63,3 mil toneladas, 45,8% inferior que a anterior, que ficou em 116,7 mil toneladas.
Conforme estimativa da Conab, o mercado do feijão está bastante aquecido com os preços em alta no Brasil. Na região Sul variam entre R$ 75 e R$ 80. No Nordeste de R$ 65 a R$ 70 e no Centro Oeste de R$ 120 a R$ 130.
Fonte: Só Notícias
- 19:21:53
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| Preços ao produtor: alta de 7,14% |
Em, 14/06/10
O Índice Quadrissemanal de Preços Recebidos pela Agropecuária Paulista (IqPR), que mensura os preços pagos ao produtor, registrou alta de 7,14% na primeira quadrissemana de junho.
Os dados são do Instituto de Economia Agrícola da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo (IEA). O IqPR-V (produtos de origem vegetal) e o IqPR-A (produtos de origem animal) fecharam com variações positivas de 9,95% e de 0,18%, respectivamente.
Os produtos com as maiores altas nessa quadrissemana foram laranja para indústria (58,61%), feijão (14,77%), tomate para mesa (11,29%), cana-de-açúcar (7%) e amendoim (6,02%).
Na laranja para indústria, numa conjuntura distinta do ano passado, os preços vêm sendo puxados para cima pela demanda internacional. Isso tem levado a que, no mercado interno, os preços se aproximem dos elevados valores alcançados pela laranja para mesa.
Ocupando o mercado de frutas in natura para sucos, as indústrias processadoras, selecionando as melhores frutas na esteira das usinas, proporcionam menores incrementos dos preços da laranja para mesa. A tendência é de estabilização, uma vez que os preços da fruta nos dois mercados já se aproximaram bastante.
Os preços recebidos pelos produtores paulistas de feijão continuam ainda em alta, mas em ritmo menos acelerado. “A intervenção do Governo Federal, que já havia sido ineficaz na sustentação da rentabilidade no ciclo de baixa do ano de 2009, fracassou também na tentativa de conter o ciclo de alta, face à insignificância das quantidades compradas nos leilões. De qualquer maneira, a escalada altista prossegue até que as novas safras ofertem produto novo em patamares compatíveis com a procura”, afirmam os pesquisadores.
Os preços do tomate apresentam-se dentro do padrão normal para a época do ano e a elevada variação se deve mais às baixas cotações verificadas no início de maio.
Os produtos que apresentaram as maiores quedas na primeira quadrissemana de junho foram banana nanica (9,73%), algodão (4,94%) e carne bovina (1,32%).
Na banana, o recuo dos preços decorre do início da normalização dos fluxos e da resistência dos consumidores que passaram a comprar menos dessa fruta em função da conjunção de preços altos para frutos de qualidade inferior. Com as baixas temperaturas, o consumidor opta por frutas concorrentes em detrimento da banana.
A queda de preços do algodão é atribuída à liquidação de estoques retidos por produtores. Ademais, no mercado internacional de fibras têxteis vegetais, as condições de financiamento na realidade cambial atual são favoráveis à importação, na medida em que a expectativa de alta das taxas de juros internos favorece ganhos financeiros nessas operações de importação.
Fonte: Assessoria de Comunicação da Secretaria
- 22:59:42
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| Menos feijão no prato |
Por Carla Guimaraes - Veja reportagem completa na Revista Safras - Edição de junho/10.
Trecho retirado da reportagem:
“O Brasil é o maior produtor e consumidor mundial de feijão, mas o consumo e a área vêm diminuindo ano após ano e não há previsão de reversão desse quadro, até mesmo pela mudança dos hábitos alimentares do brasileiro devido à falta de tempo”, afirma o analista do mercado feijoeiro da Safras & Mercado, Elcio Amarildo Bento. O aumento de renda também motiva a troca do grão por outras fontes de proteína.
De acordo com dados da Conab, o consumo brasileiro saiu de 27 quilos por habitante/ano na década de 1970 para 18 quilos atualmente. De janeiro de 2009 a janeiro de 2010 a redução foi de 5%.
O produtor Sadi Secco diz que deveria ter uma campanha do governo para divulgar a importância do consumo de feijão. A idealizadora da Unifeijão, consultora de mercado e economista Sandra Hetzel, informa ter sido aprovado na Câmara Federal o Projeto de Lei nº 1488/2007, que institui a Semana Nacional do Feijão e Arroz para desenvolver ações de conscientização sobre a importância de incluir na alimentação esses dois produtos. A matéria agora está no Senado, onde aguarda votação.
Segundo Sandra, a queda de consumo nas casas dos brasileiros é amortecida pelo benefício da cesta básica entregue por algumas empresas e restaurantes por quilo. Mas alerta: “Essa tendência precisa ser estudada.”
Fonte: Revista Safras
- 16:40:49
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