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Gigantes do setor investirão R$ 2 bilhões em lojas de baixa renda
Em, 13/07/10

Dos R$ 6,3 bilhões de investimentos anunciados por Pão de Açúcar, Carrefour e Walmart até 2011, um terço será destinado à expansão de negócios com foco nas classes C e D. Esse montante, de cerca de R$ 2 bilhões, será usado principalmente na abertura de lojas e na reforma de unidades já existentes que atendam, prioritariamente, famílias com renda mensal entre três e dez salários mínimos.

O Walmart, por exemplo, abrirá 50 lojas das bandeiras populares TodoDia e Maxxi. Já o Grupo Pão de Açúcar destinará pelo menos 30% de R$ 1,6 bilhão para converter em Extra Supermercados 150 lojas que atuam com as bandeiras CompreBem e Sendas. O novo modelo é de supermercado de vizinhança com ampla oferta de itens do dia a dia, como produtos de padaria e açougue. “O consumidor de menor renda está mais maduro, com mais dinheiro disponível, mas não quer pagar mais por luxo”, afirma Hugo Bethlem, vice-presidente executivo.

A rede Carrefour não revela quantas das 70 lojas com previsão de inauguração até dezembro serão voltadas à baixa renda. No entanto, ouviu consumidores e decidiu reformar 20 hipermercados que atendem o público B e C. Entre as mudanças, mais opções na praça de alimentação.

Vendas do varejo crescem em maio

As vendas do varejo para todas as classes sociais cresceram 1,4% em maio na comparação com abril, conforme apurou o IBGE. Os setores de construção e combustíveis puxaram a recuperação. Em relação ao mesmo mês de 2009, a alta foi de 10,2%. Ainda em comparação com maio do ano passado, o grupo que inclui super e hipermercados, alimentos e bebidas apresentou vendas 8,2% maiores.


Fontes: Folha de S. Paulo e Reuters

- 22:36:40
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Bendita chuvas
Em, 13/07/10

A chuva caindo produz um barulhinho gostoso para embalar o alívio do produtor de trigo. Tem fechado, mas não carrancudo. Não depois de 40 dias de estiagem.

“Essa chuva faz muito bem para nós. Sem dúvida nenhuma, estávamos praticamente no limite da espera da chuva”, disse o agricultor Paulo Orso.

Parece até que o agricultor pediu e o céu atendeu. A chuva veio exatamente no momento em que o trigo estava precisando. Para uma lavoura da região, por exemplo, a chuva que caiu já é suficiente até a colheita.

Não é só pelo trigo que o campo agradece. Até os animais estavam sofrendo com o sol e o calor fora de época. As vacas corriam para a sombra, comiam menos e a produção de leite despencava. Agora, a preocupação do peão acabou.

Fonte: Globo Rural
- 12:07:03
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Valor Bruto da Produção mantém-se estável em 2010
Em, 12/07/10

A previsão para o Valor Bruto da Produção (VBP) das 20 principais lavouras brasileiras, este ano, é de R$ 160,75 bilhões. O cálculo, feito a partir dos levantamentos de safra de junho, mostra que a quantia se mantém praticamente a mesma de 2009 (R$ 160,8 bilhões), com ligeira queda de 0,37%.

Entre os produtos analisados, sete apresentam valor da produção superior ao de 2009: banana (7,8 %), batata inglesa (15,2%), café (19,1%), cana-de-açúcar (10,5%), cebola (114,6 %), laranja (2,3 %) e trigo (10,5 %).

O coordenador de Planejamento Estratégico do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), José Gasques, comenta que o café e a cana-de-açúcar são, em grande parte, os responsáveis pela sustentação do valor da produção. “Os preços favoráveis e os aumentos obtidos em 2010 garantem que esses produtos respondam por 26,7% do valor da produção. No café, o preço real neste ano é 5,6 % superior ao de 2009, e para a cana-de-açúcar, de 9,4 %”, explica. No entanto, os preços da maior parte dos produtos estão abaixo dos vigentes em 2009. Entre as grandes lavouras, as maiores reduções de preços reais ocorrem na soja (- 17,9 %) e no milho (- 14,9%).

Da relação de produtos analisados, 10 apresentam redução de valor da produção em 2010. As maiores quedas ocorreram na uva (- 32,7%), feijão (-22,1%), pimenta-do-reino (- 20,9%), amendoim (- 21,0%) e arroz (- 18,5%). Em percentuais menores de redução de valor, mas com forte impacto na queda da renda agrícola, estão milho (- 11,1%), soja (- 2,0%), algodão (- 0,4%), cacau (- 1,5%), fumo (- 12,2%), mandioca (- 2,3%) e tomate (- 9,0%).

Regiões - As estimativas do VBP por regiões brasileiras mostram que o Sul é a que terá melhor desempenho em 2010, especialmente pela expansão do valor da produção no Paraná e em Santa Catarina, de 20,2 % e 28,6%, respectivamente. No Sudeste, o valor de 2010 está um pouco acima do obtido no ano passado. O desempenho da região, porém, foi influenciado principalmente pelo resultado pouco favorável de Espírito Santo e São Paulo. No Norte, houve ligeira queda, mas esse resultado deve-se à falta de informações de dados de diversas lavouras da região.

No Nordeste, a redução ocorre, principalmente, por efeitos da queda do VBP no Ceará e Bahia, dois importantes estados da região. O Centro-Oeste vem apresentando este ano redução real de 16,3% no valor da produção em relação ao ano passado. As maiores diminuições de valor ocorrem em Mato Grosso e Goiás, principalmente pelos baixos preços de milho e soja.


Fonte: Mapa


- 22:29:00
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Feijão pesa 14% a mais no bolso
Postada em 11/07/10

Para fazer o baião-de-dois, o fortalezense está desembolsando mais pelo quilo do feijão

Fortaleza registra aumento no preço do feijão em mais um mês seguido. A marca de 14,61% foi a segunda maior registrada no Nordeste, atrás apenas de Maceió (25,80%).

A comparação é referente à média de preços nas cinco regiões do País e foi realizada pela empresa de pesquisa de mercado GFK Custom Research Brasil.

Entre as regiões, o Centro-Oeste registrou o maior crescimento no valor do feijão: 25%, seguido de longe pelo Sul (9,45%), Nordeste (8,41%), Sudeste (7,2%) e Norte (4,30%).

De acordo com o levantamento da GFK, Goiânia registrou o maior aumento, de 30,63%; enquanto Vitória (-0,19%) e João Pessoa (-7,07%) foram as únicas cidades pesquisadas a registrarem queda no preço do feijão entre maio e abril.

O levantamento também aponta que o acumulado do ano alcançou 38,9% e credita a alta dos preços à redução da área de plantio e a pequena quantidade de grão em estoque.

Menos caro

Depois de cinco meses seguidos de alta elevada, o preço do leite longa vida registrou uma queda de três pontos percentuais entre maio e abril deste ano.

Em Fortaleza, a baixa foi a menor entre todas as cidades pesquisadas e representou apenas 1% do preço que vinha sendo cobrado no mês anterior.

Os principais responsáveis pelo impulso na queda, segundo a pesquisa, foram as regiões Sul (-8,7%), Norte (-2,9%) e Centro-Oeste, (0,5%). As regiões Nordeste e Sudeste, diferente das outras, mantiveram pequenas altas em relação aos meses anteriores, de 0,9% e 0,7%, respectivamente.

Entre as cidades, Santa Catarina (-13,38%) e Porto Alegre (-10,8%) registraram as maiores baixas das respectivas regiões em igual situação, enquanto Belo Horizonte (10,3%) e João Pessoa (7,42%) sustentaram as maiores altas das regiões que mantiveram o crescimento do preço do leite.

Na comparação entre os preços do leite longa vida nos primeiros meses de 2010 em relação a 2009, a GFK apontou uma elevação no preço de 25,9%.

De acordo com a avaliação da empresa de pesquisa, a perspectiva a que se propõe o cenário dos produtores de leite do Brasil, principalmente na região Sul, tende para uma queda no preço do leite longa vida nos próximos meses do ano.

Notícia publicada em 9/07/10

Fonte: Diário do Nordeste

- 21:43:11
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La Niña deve se formar em julho; previsão é de seca no Brasil
Em, 09/07/10

NOVA YORK (Reuters) - O fenômeno climático anômalo La Niña, o oposto de seu primo El Niño, ocorrerá no oceano Pacífico equatorial em julho e agosto, previu o Centro de Predição Climática (CPC) nesta quinta-feira (8).

O La Niña intensificará a formação de furacões no Golfo do México e ameaça as plantações no Meio-Oeste dos Estados Unidos e em países como Brasil, Argentina e Índia.

"As condições do La Niña provavelmente vão se desenvolver durante julho e agosto de 2010", informou o CPC, escritório que responde à Administração Nacional Atmosférica e Oceânica dos Estados Unidos (NOAA), em sua atualização mensal.

"A maioria dos modelos (de computador) agora prevê o desenvolvimento das condições do La Niña durante junho-agosto e a sua continuidade até o começo de 2011", acrescentou o centro.

O La Niña abrange águas mais frias que o normal no oceano Pacífico equatorial. Em contraste, o El Niño é o aquecimento anormal dessas águas. Ambos têm consequência sobre o clima dos Estados Unidos à Índia e ocorrem a cada três ou quatro anos.

A emergência do La Niña é especialmente preocupante para a indústria do petróleo no Golfo, já prejudicada pelo derramamento gigante de petróleo vinda de um poço danificado da British Petroleum.

Muitos meteorologistas dizem que o número de furacões nos Estados Unidos aumenta muito durante os anos do La Niña e diminui quando chega o El Niño.

Para os agricultores norte-americanos, o La Niña aumenta a possibilidade de seca no Cinturão do Milho, especialmente no período crucial para a plantação, em julho.

O efeito do fenômeno poderá se espalhar para países como o Brasil, uma das potências agrícolas do mundo, e a Índia, importante produtor e consumidor de vários produtos, como açúcar e sementes oleaginosas.

O CPC afirmou que o clima poderá ficar mais seco do que o normal desde o sul do Brasil até o centro da Argentina neste inverno.

Além da cana-de-açúcar, isso pode afetar também a produção de café no Brasil, o maior produtor mundial de café e o segundo maior exportador de soja. A Argentina é a maior exportadora de óleo e farelo de soja.

No Brasil, as chuvas fortes provocadas pelo El Niño em 2009 dificultaram a colheita da cana. Mas agora o país poderá enfrentar uma estiagem prolongada com o fortalecimento do La Niña.

Por outro lado, o La Niña tende a aumentar as chuvas na Indonésia, na Malásia, nas Filipinas e no norte da Austrália. Todos esses países sofrem com fortes secas quando ocorre o El Niño.


Fonte: Reuters
- 18:14:03
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Clima favorece qualidade do feijão irrigado
Em, 07/07/10

Agricultores de Assis, Campinas e Ribeirão Preto estão animados com boa produtividade e preços em alta

A estiagem que começou na segunda quinzena de abril, na maioria das regiões, prolonga-se e esta última semana manteve as características de tempo seco, com baixa umidade do ar e sem chuvas. A umidade do solo continua em queda e apenas Iguape e Itapeva, no sul do Estado, foram beneficiadas pelas chuvas das últimas frentes frias ? a umidade solo está em 82% e 76%, respectivamente. Nos demais municípios analisados, a umidade média disponível no solo é de 25%.

As temperaturas mínimas médias foram de 12 graus, com destaque para 6,6 graus em Taubaté, 5,5 graus em Piracicaba e 8 graus em Itapeva, sem registro de geadas agrícolas. As máximas variaram entre 22 graus em Iguape e 30 graus em Presidente Prudente, Ilha Solteira e Votuporanga.

O clima seco favorece a cana-de-açúcar em fase de maturação para a obtenção de um maior nível de ATR (Açúcar Total Recuperável). Facilita também as atividades de colheita com a movimentação das máquinas na lavoura. Entretanto, o prolongamento da estiagem pode retardar o desenvolvimento da cana que foi plantada entre janeiro e março e que está em fase de desenvolvimento vegetativo, sobretudo em Ribeirão Preto, Araçatuba, São José do Rio Preto e Votuporanga. Em Piracicaba e Ourinhos, o déficit hídrico acumulado ainda é pequeno, especialmente considerando a baixa demanda hídrica da fase inicial de desenvolvimento da cultura.

Plantas daninhas. No período entre as safras de verão e em que boa parte das culturas de segunda safra foi colhida, os agricultores aproveitam para fazer o controle das plantas daninhas e a limpeza das máquinas e implementos. O manejo adequado das lavouras na entressafra reduz a infestação durante a safra principal. As plantas daninhas competem por luz solar, água e nutrientes e podem reduzir a eficiência da colheita e aumentar o nível de impurezas e a umidade dos grãos.

O clima favorece as lavouras de trigo irrigado de Itapetininga que estão em fase de desenvolvimento vegetativo e floração. O feijão da terceira safra, que é irrigado em Assis, Campinas e Ribeirão Preto, está em fase de desenvolvimento e floração e, com dias ensolarados, promete uma excelente produtividade. Os preços em alta também animam os produtores.

Segue a colheita do milho safrinha, a do algodão em Casa Branca, Leme e Ituverava e a do sorgo em Barretos, Guaíra e Miguelópolis.



Fonte: Estadão
- 16:42:36
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Produtores de feijão de Sergipe estão satisfeitos com o plantio
Em, 07/07/10

Produtores de feijão de Sergipe estão satisfeitos com o plantio. A chuva tem favorecido a lavoura e a expectativa é de uma boa safra.

A lavoura está verdinha, viçosa e o feijão na fase da floração. O agricultor José Brás está otimista com o plantio deste ano. “Em três hectares ano passado tirei 80 sacos. Esse ano, estou pensando em três hectares tirar em torno de 130 sacos de feijão", disse.

Poço Verde, no sertão de Sergipe, é o maior produtor de feijão do Estado, com uma safra anual de mais de dez mil toneladas do tipo carioca. A região tem cerca de 1,3 mil produtores familiares como o seu José de Jesus, que espera colher este ano 6 toneladas. "O feijão tá bonito e do jeito que vai a produção, eu acho que vai ser melhor do que no ano passado", avaliou.

A chuva, que agora é constante e na medida certa, chegou a faltar no mês de maio, no início do plantio. Foi uma pequena estiagem que não deve comprometer a safra.

Receoso com o atraso da chuva, o seu Antônio Barbosa Neto não quis arriscar e por isso também começou a plantar o feijão mais tarde. "O desenvolvimento está bom porque um feijão de 30 dias de plantado, vamos dizer que tem 22 dias de nascido hoje já bem desenvolvido. Quer dizer que ele vai ter mais 60 dias daqui para frente para a colheita. Então, eu estou muito satisfeito e achando que minha roça está boa, prosperada", disse.

A saca de 60 quilos de feijão está sendo vendida na região por R$ 80.


Fonte: Globo Rural
- 16:40:03
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Curso sobre a cultura do feijoeiro comum será realizado em Porto Alegre
Em, 07/07/10

Nos dias 07 e 08, acontecerá o terceiro módulo do curso A Cultura do Feijoeiro Comum no Estado do Rio Grande do Sul, no Hotel Coral Tower, em Porto Alegre. Promovido pela Emater/RS-Ascar e Embrapa. Na quarta-feira a programação terá início às 13h e na quinta-feira, às 8h.

O objetivo do encontro é capacitar em torno de 30 técnicos da Emater/RS-Ascar que, na ocasião, apresentarão os resultados obtidos nas Unidades Demonstrativas (UDs) instaladas em propriedades assistidas onde foram implementadas tecnologias para melhorar a produtividade do feijão nas principais áreas produtoras do Estado.

No primeiro dia, haverá apresentações com os técnicos da Emater/RS-Ascar sobre as UDs conduzidas de acordo com o protocolo elaborado no curso de 2009; palestra sobre cultivares de feijoeiro comum para o Estado, com Irajá Ferreira Antunes, da Embrapa Clima Temperado; manejo integrado de pragas na cultura do feijoeiro comum, com Flávia Rabelo Barvosa, da Embrapa Arroz e Feijão; e a palestra A cultura do feijoeiro comum: sistemas de plantio, adubação e manejo da cultura, com Tarcísio Cobucci, da Embrapa Arroz e Feijão.

Na quinta-feira, o assistente técnico estadual de feijão da Emater/RS-Ascar, Dulphe Pinheiro Machado, apresentará o Panorama da cultura do feijoeiro comum no Estado do RS: Realidade e perspectivas; Agostinho Dirceu Didonet, da Embrapa Arroz e Feijão, apresentará a palestra Fisiologia da produção do feijoeiro; Flávia Barbosa falará sobre produção integrada do feijoeiro comum; e, por fim, serão feitos relatos de experiências locais e a programação das atividades para a safra 2010 e 2011.

Fonte: Emater/RS




- 16:30:40
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MERCADO - Com mais empregos, consumo de feijão cresce e sustenta preço
Em, 07/07/10

Renda sobe, puxa consumo do cereal e consumidores exigem produto de melhor qualidade. Nos anos 70, consumo per capita era de 27 kg, caiu para cerca de 15 kg no início desta década e agora voltou a 19 quilos.

A economia nacional reage, amplia o leque de emprego e coloca mais trabalhadores na chamada formalidade -pessoas com registro em carteira.

O resultado está sendo uma mudança no comportamento de consumo de produtos populares, utilizados pelas classes de menor poder aquisitivo. Nessa faixa de renda é onde ocorre a maior oferta de empregos.

Ladeira abaixo na opção de consumo dos brasileiros nas últimas décadas, o feijão volta a ter um público mais fiel e mais exigente, forçando inclusive o agricultor a colocar um produto de boa qualidade no mercado.

O resultado desse cenário é o aquecimento atual da demanda e a consequente elevação dos preços. Esse aquecimento vem do aumento de renda dos consumidores incorporados ao mercado de trabalho, segundo o analista Walmir Brandalizze, da consultoria Brandalizze, de Curitiba (PR).

Nos anos 1970, o consumo médio anual de feijão per capita era de 27 quilos, volume que caiu para cerca de 15 quilos no início desta década, mas que retornou para o patamar próximo de 19 quilos nos últimos anos.

Esse aumento de consumo mantém a demanda aquecida e a exigência de um produto de qualidade.
Brandalizze diz que os produtores que não se adaptarem às novas exigências do mercado estarão com dificuldades para vender a safra.

Muitos que tiveram problemas climáticos durante a safra, e a consequente queda de qualidade, estão deixando de colher o produto.

Rejeitado por supermercados e feiras, o feijão de qualidade inferior não gera renda ao produtor e acaba indo para programas sociais do governo e para cestas básicas fornecidas por indústrias, a preços menores.

MUDANÇAS

A exigência de feijão de boa qualidade pode provocar mudança substancial no sistema de produção. Tradicionalmente uma cultura de pequenos produtores, a produção vai ficar com grandes grupos que fazem o plantio irrigado em Estados como São Paulo, Goiás e Minas Gerais, diz Brandalizze.

Na avaliação do analista, a produção de feijão da safra 2009/10 fica em 3,15 milhões de toneladas, enquanto o consumo sobe para 3,3 milhões. Há dois anos, era de 2,8 milhões de toneladas.
Os estoques finais do produto recuam para apenas 78 mil toneladas. Já estimativas da Conab indicam produção de 3,7 milhões, com consumo de 3,5 milhões.

Apesar das dificuldades dos agricultores com o clima nas safras recentes, a demanda maior e a exigência de um produto de melhor qualidade trazem lucros aos produtores que conseguem colocar um cereal de bom padrão no mercado.

O produto considerado "nobre", que chegava a R$ 170 a saca no campo em junho, recuou para até R$ 150 neste mês, período de férias e de menor consumo.

Mesmo a esse preço, o cereal ainda remunera o produtor, segundo Brandalizze, que acredita em nova alta a partir de agosto.

O preço mínimo fixado pelo governo -e que poderá ser reajustado para baixo, como ocorreu com o do trigo- está em R$ 80 por saca.

O consumidor começa a exigir maior qualidade no feijão porque o poder de compra também melhorou, segundo Brandalizze. Há dez anos, o salário mínimo comprava duas sacas de feijão. Hoje, compra quatro, diz ele.


Fonte: Folha de São Paulo

- 16:19:01
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Preços no campo paulista têm queda de 1,54%
Em, 06/07/10

De São Paulo - Os preços pagos aos produtores agrícolas de São Paulo registraram queda em junho. O Índice Quadrissemanal de Preços Recebidos pela Agropecuária Paulista (IqPR), levantado pelo Instituto de Economia Agrícola (IEA), terminou junho com recuo de 1,54%. Nos produtos de origem vegetal, a queda foi de 2,55%. Já os de origem animal subiram 0,95%, de acordo com o IEA, ligado à Secretaria de Agricultura paulista.

Excluindo a cana-de-açúcar do levantamento, os índices de preços e o de produtos vegetais terminaram junho em alta de 0,83% e 0,72%, respectivamente.

Segundo o IEA, os produtos que registraram as maiores altas em junho foram a banana nanica (17,32%), laranja para mesa (8,92%), amendoim (6,98%) e ovos (4,19%). A alta dos preços da banana se explica pela queda na oferta, já que temperaturas mais baixas prolongam o tempo necessário para o desenvolvimento da fruta. Oferta menor também é a razão para a alta da laranja.

Os produtos com maior queda em junho foram batata (-24,65%), tomate para mesa (-16,14%), feijão (-7,24%), carne suína (- 6,29%) e cana-de-açúcar (-4,94%). A batata e tomate recuaram com o aumento da oferta. A maior moagem explica a queda da cana.

Nos últimos 12 meses, o índice de preços recebidos pelos produtores em São Paulo subiu 27,05%. O índice para produtos de origem vegetal teve alta de 41,69%, segundo o IEA. Já os de origem animal acumulam queda de 4,63% no período. Sem contar a cana, o IqPR tem alta de 25,70% no período e o IqPR-V, de produtos vegetais, de 59,35%.



Fonte: Valor Econômico
- 21:40:23
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PAA faz sete anos e já investiu R$ 2,7 bilhões na compra de alimentos
Em, 06/07/10

O Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), comemora sete anos nesta terça-feira e atesta um crescimento de mais de 400%. Em 2003, o programa operacionalizado pela Conab, fechava o ano com investimentos de R$ 145 milhões aplicados na compra de 135 mil toneladas de alimentos distribuídos para 185 mil pessoas em todo o País. Já em 2009, os recursos somaram R$ 590 milhões, com 484 mil toneladas compradas e distribuídas para 13 milhões de pessoas em situação de vulnerabilidade.

Nesses sete anos, o programa já aplicou R$ 2,7 bilhões, incluindo recursos dos orçamentos dos ministérios do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) e do Desenvolvimento Agrário (MDA) para a compra de R$ 2,6 milhões de toneladas de alimentos, que foram distribuídos para a rede sociassistencial, equipamentos públicos de segurança alimentar e nutricional, montagem de cestas de alimentos e formação de estoques do governo. Hoje o programa está presente em mais de 2,3 mil municípios de todos os estados e beneficia milhares de agricultores.

O PAA prevê a compra de alimentos da agricultura familiar e os doa a entidades que atendam pessoas em situação de insegurança alimentar e nutricional. Parte dos alimentos destina-se à recomposição dos estoques estratégicos do Governo Federal. Também abastece restaurantes populares, cozinhas comunitárias, bancos de alimentos e a rede socioassistencial.

As modalidades do programa são definidas por decreto presidencial e os limites financeiros de participação por agricultor familiar variam por modalidade. Atualmente, os limites anuais de participação são: nas modalidades de compra com doação simultânea (operacionalizada por Estados, municípios e pela Conab), R$ 4,5 mil/ família; nas modalidades compra direta e formação de estoques, ambas operacionalizadas pela Conab, R$ 8 mil; e na de incentivo a produção e consumo de leite, R$ 4 mil/ semestre. Em 2010, o PAA tem orçamento de R$ 749,1 milhões.


Fonte: CONAB - Companhia Nacional de Abastecimento
- 21:29:53
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Irrigação será obrigatória para o agricultor
Em, 04/07/2010

Os agricultores devem preparar-se para uma década de frio e pouca chuva, na qual a irrigação e o armazenamento de água serão ferramentas essenciais para manter a produtividade das lavouras. Aqueles que não se prepararem, terão grandes dificuldades em enfrentar o período de estiagem esperado. Esta é a previsão do meteorologista e fundador do Weather Channel, Joseph D''Aleo, que esteve em Gramado no 5 Encontro Analys Agricultura de Precisão. Em entrevista exclusiva ao Correio do Povo, o especialista afirma ainda que o fenômeno La Niña será mais frequente que o El Niño nesta década, trazendo problemas principalmente para países como a Argentina, o Uruguai e a região Sul do Brasil.

Correio do Povo - O que podemos esperar em termos de El Niño e La Niña na próxima década?

Joseph D''Aleo - Espero que o La Niña, que se inicia agora, prolongue-se por dois anos. Isso acontece quando a Oscilação Decadal do Pacífico (PDO), que é um padrão de temperatura da superfície do Pacífico, entra em sua fase fria ou negativa. Os El Niños vão ocorrer em períodos mais curtos, como o último, e vão durar um ano ou menos. Os La Niñas vão dominar. Ainda teremos períodos de El Niños, mas eles tendem a ser mais breves, fracos a moderados, enquanto os La Niñas tendem a ser mais longos e mais fortes.

CP - Esse cenário poderia durar quanto tempo?

D''Aleo - Provavelmente, possa durar uns 20 anos, talvez 30, mas podemos garantir que dez anos. O sol está quieto (ele tem ciclos que costumam ser de 11 anos e estaria entrando em uma fase de menor atividade), indicando que, talvez, com o PDO baixo mais frequente, poderia permanecer por até 40 anos.

CP - Em que proporção pode-se esperar a ocorrência dos fenômenos?

D''Aleo - No último ciclo, a proporção foi de dois para um em um ciclo frio. Mas com o sol estando mais "quieto", podemos esperar algo como três para um. La Niñas serão mais frequentes do que El Niños. E isso, junto com a baixa luz solar, significa problemas, especialmente para Argentina, Uruguai e o Sul do Brasil. O La Niña também traz seca para áreas estratégicas dos Estados Unidos. Já neste ano, os meses de julho a setembro devem ser de mais frio e chuva, e, de outubro a fevereiro, mais quente e seco no Centro Sul do RS.

CP - O que se pode esperar do comportamento do clima nestas fases e o que o produtor pode fazer?

D''Aleo - Pode ser que a temperatura global caia, mas haverá calor e seca. Por isso que acredito que precisamos estabelecer a irrigação e formas de economizar e guardar água para as lavouras. Mais do que nunca, ao invés de promessas governamentais de ações para irrigação, precisamos de ação. Os produtores até podem produzir sem esta ferramenta, mas os riscos são muito maiores.

CP - Como serão as chuvas e como os produtores podem preparar-se?

D''Aleo - Eles devem agir como as pessoas de áreas que têm menos chuvas fazem rotineiramente. Se tiverem como armazenar a água, devem criar um lago artificial ou algo para que possam irrigar as lavouras.

CP - Podemos esperar, então, por recuo na produção?

D''Aleo - Minha preocupação é que, se a temperatura começar a baixar (ela vai baixar com o La Niña agora), pode acontecer uma profunda queda como os russos preveem - que poderá ser comparável à chamada Pequena Idade do Gelo, em 1600. Isso quer dizer que, nos próximos cinco anos, teremos menores períodos de cultivo. Nos últimos anos, as culturas foram semeadas mais tarde por causa das nevascas e houve replantio. Ao invés de julho ser o mês-chave para o milho, foi agosto. E o tradicional agosto da soja foi transferido para setembro.



Fonte: Correio do Povo
- 19:13:11
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Mapa indica áreas para plantio de três culturas
Postada em 02/07/2010

O período com menor risco climático para plantio, os municípios aptos para o cultivo e os tipos de solo indicados para a cultura de milheto, amendoim e feijão nos estados do Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Bahia, Maranhão e Tocantins foram publicados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), no Diário Oficial da União (DOU) desta quinta-feira (1º). O estudo objetiva minimizar os riscos de adversidades climáticas coincidentes com as fases mais sensíveis das culturas.

As Portarias Nº 173, 174, 175, 176, 177 e 178 orientam os produtores de milheto. A cultura é bastante utilizada no Brasil como forrageira, especialmente na região Sul, como sementes para produção de ração e planta de cobertura de solo no Sistema de Plantio Direto. Também pode recuperar pastagens no Sistema Integração Lavoura-Pecuária e na produção de silagem em locais com déficit hídrico.

Os produtores de amendoim e de feijão 1ª safra na Bahia devem estar atentos às Portarias Nº 179 e 180, respectivamente. A cultura do amendoim desenvolve-se com maior produtividade em climas mais quentes. Temperaturas superiores a 30ºC são mais favoráveis à germinação, desenvolvimento e formação do óleo.

Já a produtividade do feijão pode ser afetada pelas condições de clima durante o ciclo do cultivo. Os elementos mais influentes, além da temperatura, são a chuva e a radiação solar. Altas temperaturas podem prejudicar o florescimento e a frutificação do feijoeiro e, as baixas, reduzem a produtividade.

As portarias que divulgam o zoneamento informam também as cultivares indicadas por estado, conforme dados da Coordenação-Geral de Zoneamento Agropecuário da Secretaria de Política Agrícola (SPA). Para indicação no zoneamento é necessário que as cultivares possuam o Registro Nacional de Cultivares (RNC) do Mapa.



Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

- 23:35:37
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Paraná terá R$ 2,3 bi para investir em agricultura familiar
Em, 02/07/2010

O ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel, anunciou que o Paraná terá R$ 2,3 bilhões para investimentos no Plano Safra da Agricultura Familiar 2010/2011. Os recursos para financiamentos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) previstos no Plano já estão disponíveis na rede bancária federal para acesso dos agricultores familiares que pretendem investir nas suas propriedades. Cassel lembra que hoje não acontece mais o que antigamente era comum: o dinheiro demorava 90 dias para estar disponível na rede bancária. "Hoje, no primeiro dia útil do Plano o dinheiro já está disponível para que o agricultor possa se planejar", disse.

A declaração foi ontem durante participação do ministro no Encontro do Cooperativismo Solidário e da Agricultura Familiar, em Francisco Beltrão (PR). Na ocasião, foi celebrado o primeiro contrato dentro do Plano Safra 2010/2011, no valor de R$ 7 mil, para um casal de agricultores do município para o custeio da safra de feijão.

O Plano Safra prevê a disponibilização de R$ 16 bilhões para oferta de crédito com redução de juros de custeio de 5,5% para 4,5% e no investimento opera com uma redução de 5% para 4%. O ministro também ressaltou a importância do Programa Mais Alimentos dentro do Plano Safra, que vem sendo responsável pela dinamização e modernização acelerada da agricultura familiar. "O impulso da modernização veio com o Programa Mais Alimentos, que ampliou o limite de financiamento individual para R$ 130 mil e a possibilidade de crédito coletivo de até R$ 500 mil reais", disse Cassel. Só nos primeiros dois anos do programa foram mais de 30 mil equipamentos comercializados.

No encontro também foram celebrados os 15 anos do Sistema de cooperativas de crédito rural com integração solidária (Cresol). O ministro ressaltou a importância de sistemas como a Cresol. "Não adianta criar políticas públicas se o agricultor na base não tiver capacidade de acessar. Sistemas cooperativados como a Cresol têm a tarefa de organizar os agricultores para que eles se apropriem das políticas públicas do governo federal para melhorarem sua propriedade", disse o ministro.

Cassel destacou ainda que o Brasil todo já enxerga a agricultura familiar com outros olhos. "Hoje a sociedade reconhece que a agricultura familiar é um setor dinâmico da nossa economia. O último senso agropecuário mostrou isso de forma incontestável, que a agricultura familiar se relaciona melhor com o meio ambiente", disse.



Fonte: DCI - Diário do Comércio & Indústria
- 23:32:23
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CLIMA / FEIJÃO - Cidade do RN sofre com seca nas plantações
Em, 29/06/10

A região Nordeste do Brasil é repleta de contrastes: enquanto a chuva fez diversas vítimas nos Estados de Pernambuco e Alagoas, a cidade de Bom Jesus, no Rio Grande do Norte, sofre com a seca nas plantações.

De acordo com o técnico em agropecuária da prefeitura da cidade, Josenildo Alves de Oliveira, que trabalha em parceria com o Instituto de Assistência Técnica e Extensão Rural do Rio Grande do Norte (Emater-RN), cerca de 80% a 90% da produção de milho e feijão desse ano será prejudicada.

A cidade, a aproximadamente 180 km de Natal, tem a agricultura como a base de sua economia. O milho, o feijão e a mandioca são os principais alimentos cultivados pelos agricultores de Bom Jesus. Nesse ano, porém, apenas a produção de mandioca poderá ser salva.

De acordo com Oliveira, a plantação de mandioca é a única que está assegurada, já que apenas há uns dez dias foi registrada "uma garoa na cidade". Como o período de plantio da mandioca vai até julho, e a colheita acontece só daqui há 18 meses, é mais provável que vingue.

Já a colheita de milho e feijão foi prejudicada porque nos meses de março e abril, quando inicia-se o cultivo desses alimentos, não houve chuva suficiente. "Choveu de forma irregular, e muito pouco. Por isso, muita gente acabou nem plantando nada", disse o técnico.

Como a chuva começou a cair apenas agora, a maior parte do que chegou a ser cultivado foi perdido. Oliveira estima que cerca de 300 agricultores foram prejudicados com a seca.

Ainda segundo ele, no ano passado a situação foi diferente. "Aconteceu o contrário. Tivemos perda por excesso de colheita", comentou.

Chuvas
De acordo com a Climatempo, entre quinta e sexta-feira dessa semana, a previsão é de que a cidade registre chuvas acima entre 12mm e 15mm.



Fonte: Terralantacoes.html


- 22:02:21
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