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FEIJÃO - Seca na Bahia
Em, 25/08/10

Este ano, a seca está mais severa na Bahia. Em Juazeiro, no norte do Estado, a chuva ficou bem abaixo da média esperada, dificultando a vida dos agricultores.

Quem mora no sertão sabe que essa é uma época de dificuldades por causa do período de estiagem. O produtor rural Gonçalo Vieira Ferreira perdeu a plantação de feijão e milho no distrito de Massaroca, em Juazeiro. Só restou a palma, que serve de alimentação para os animais. O produtor rural ainda complementa com ração. Mesmo assim, já perdeu um animal do rebanho.

“De 100, tem como escapar 20, 30, que é para já reproduzir para o futuro. A situação do campo aqui é difícil, mas já não temos outra alternativa”, explica Gonçalo.

Há três meses, o produtor rural Floro da Silva preparou a terra para plantar feijão, milho e melancia, mas choveu pouco.

“Tinha chovido pouco, eu digo, porque aqui só ara mesmo se der uma chuvinha, para amolecer um pouquinho. Não choveu mais, aí fiquei quieto. Agora vou esperar Deus mandar a chuva para eu plantar”, disse Floro.

A água que a produtora rural Ivone da Silva dá para os animais vem de um poço, distante 5 km de onde ela cria carneiros e ovelhas.

“A gente bota quatro vezes na semana, porque, se não tiver, as coitadas já estão morrendo de fome e morrem de sede também”, conta Ivone.

Das 266 cidades situadas no semi-árido baiano, 160 enfrentam anualmente um forte período de estiagem, segundo a Defesa Civil. São quase três milhões de pessoas vivendo nessa situação. Este ano, 82 municípios já decretaram estado de emergência por conta da seca.

A meteorologia confirma que este ano a seca no semi-árido da Bahia está mais severa. A média histórica é de 353 mm de chuva entre janeiro e julho. Em 2010, o acumulado até agora está em 219 mm, apenas 62% da média esperada para o período.

“O motivo é que em anos de ocorrência de El Niño, como foi 2010, nós temos uma redução dessas chuvas, ou seja, há uma sub-incidência do ar, o ar vem de cima, e vem seco. Ele não vai da superfície, não vai dos oceanos, e, consequemente, causa isso. Em síntese, em 46% dos anos em que ocorre o El Niño, também temos redução de chuvas no semi-árido nordestino”, afirma o meteorologista Mário Miranda.

Fonte: Globo Rural TV


- 22:37:46
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Risco duplo para o feijão das águas
Em, 24/08

La Ninã ameaça cortar chuvas na floração. Se o clima for bom, aumento do plantio vai ampliar oferta e tende a achatar preços na colheita, preveem os analistas

O plantio do feijão das águas co­­me­­çou em clima de cautela no Pa­­raná. Preços cerca de 10% superiores aos de um ano atrás estimularam os agricultores, que estão am­­pliando a área destinada à cultura. Mas a elevação do plantio preo­­cupa os analistas. Eles alertam que o produtor de feijão corre risco duplo neste verão. Primeiro por se tratar de ano de La Niña. Se as previsões de seca durante a floração das lavouras se confirmarem, po­­dem frustrar a produção. Por outro lado, se o clima for bom, há risco de superoferta entre dezembro e janeiro e os preços podem ir à lona.

Estimativa preliminar divulgada pela Secretaria Estadual da Agri­cultura e do Abastecimento (Seab) no início do mês aponta uma tendência de crescimento de 4,3% na área de feijão de verão no Paraná. Com clima favorável, a produção pode crescer 14,3%. Em 334 mil hectares, o potencial é para 556,7 mil toneladas no ciclo 2010/11. A área não é tão grande – há quatro anos, o grão ocupava mais de 400 mil hectares –, mas pode ser a segunda maior safra das águas do estado, atrás justamente da temporada 2006/07 (561 mil toneladas).

O consumo aquecido, as cotações em alta e o apoio do governo à comercialização são, segundo a Seab, os principais fatores de estímulo. Nos primeiros sete meses de 2010, os preços do feijão preto subiram 29% e os do feijão de cor, 83%, conforme levantamento da secretaria.

A depender do comportamento dos mercados de milho e soja nas próximas semanas, o feijão ainda pode ganhar mais que os 14 mil hectares estimados pela Seab, avalia o presidente do Conselho Administrativo do Instituto Brasileiro de Feijão e Legumes Secos (Ibrafe), Marcelo Eduardo Lüders. “Se área crescer 4%, já terá muito feijão concentrado em janeiro e fevereiro. A safra das águas me preocupa”, diz. Segundo ele, muitos produtores devem adiar o plantio para fugir do risco de geadas de primavera tardias (veja matéria ao lado), concentrando ainda mais a oferta nesses dois meses.

“A alta do preço sinaliza uma área maior em uma safra de risco climático elevado. É preciso ficar atento às previsões para evitar que o período crítico do La Niña pegue a lavoura em floração”, recomenda a economista Sandra Hetzel, analista da Unifeijão. “Minha sugestão para o produtor é: escalone o plantio e diversifique variedades”, indica Lüders. Assim, se houver seca, apenas parte da produção será prejudicada. Se a safra for cheia, o produtor terá diferentes mercados para explorar, defende o presidente do Ibrafe.

O governo informa que haverá apoio à comercialização em caso de superoferta, mas somente para parte dos produtores. “Havia algumas pendências de pagamento, mas a política não mudou”, afirma João Figueiredo Ruas, analista da Companhia Nacional do Abas­­tecimento (Conab) responsável pelo mercado de feijão em Brasília. “O produtor deve analisar bem a situação do mercado futuro, e não a cotação atual ou o preço mínimo. O governo não tem como amparar todos os produtores. A Conab está com estoques altos. Se for comprar feijão, deve priorizar os pequenos”, diz o superintendente da Conab no Paraná, Lafaete Jacomel.

Fonte: Gazeta do Povo

- 08:51:18
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Seca na Bahia
Em, 23/08/10

Este ano, a seca está mais severa na Bahia. Em Juazeiro, no norte do Estado, a chuva ficou bem abaixo da média esperada, dificultando a vida dos agricultores.

Quem mora no sertão sabe que essa é uma época de dificuldades por causa do período de estiagem. O produtor rural Gonçalo Vieira Ferreira perdeu a plantação de feijão e milho no distrito de Massaroca, em Juazeiro. Só restou a palma, que serve de alimentação para os animais. O produtor rural ainda complementa com ração. Mesmo assim, já perdeu um animal do rebanho.

“De 100, tem como escapar 20, 30, que é para já reproduzir para o futuro. A situação do campo aqui é difícil, mas já não temos outra alternativa”, explica Gonçalo.

Há três meses, o produtor rural Floro da Silva preparou a terra para plantar feijão, milho e melancia, mas choveu pouco.

“Tinha chovido pouco, eu digo, porque aqui só ara mesmo se der uma chuvinha, para amolecer um pouquinho. Não choveu mais, aí fiquei quieto. Agora vou esperar Deus mandar a chuva para eu plantar”, disse Floro.

A água que a produtora rural Ivone da Silva dá para os animais vem de um poço, distante 5 km de onde ela cria carneiros e ovelhas.

“A gente bota quatro vezes na semana, porque, se não tiver, as coitadas já estão morrendo de fome e morrem de sede também”, conta Ivone.

Das 266 cidades situadas no semi-árido baiano, 160 enfrentam anualmente um forte período de estiagem, segundo a Defesa Civil. São quase três milhões de pessoas vivendo nessa situação. Este ano, 82 municípios já decretaram estado de emergência por conta da seca.

A meteorologia confirma que este ano a seca no semi-árido da Bahia está mais severa. A média histórica é de 353 mm de chuva entre janeiro e julho. Em 2010, o acumulado até agora está em 219 mm, apenas 62% da média esperada para o período.

“O motivo é que em anos de ocorrência de El Niño, como foi 2010, nós temos uma redução dessas chuvas, ou seja, há uma sub-incidência do ar, o ar vem de cima, e vem seco. Ele não vai da superfície, não vai dos oceanos, e, consequemente, causa isso. Em síntese, em 46% dos anos em que ocorre o El Niño, também temos redução de chuvas no semi-árido nordestino”, afirma o meteorologista Mário Miranda.

Fonte: Globo Rural TV
- 21:07:11
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SAFRA - Colheita do “Feijão Maravilha” em Rio das Ostras já teve início
Em, 20/08/10

Os agricultores de Cantagalo, área rural de Rio das Ostras, na Baixada Litorânea do Estado do Rio de Janeiro, já começaram a colher a safra de feijão deste ano. Eles fazem parte do Programa de Incentivo ao Plantio de Feijão, desenvolvido pela Prefeitura, chamado “Feijão Maravilha”, que vem rendendo produtividade recorde desde sua criação, em 2005. Este ano, a Prefeitura investiu no desenvolvimento tecnológico e na mobilização dos produtores para manter a produtividade em alta e economizar recursos públicos. Em parceria com entidades de pesquisa estadual e federal, o “Feijão Maravilha” pôde otimizar os custos com adubos e insumos. E para esta safra, o feijão será também embalado e receberá um selo da Prefeitura, o que vai agregar valor de venda ao produto.

As novidades do Programa trazem ganhos a todos. Em 2010, os produtores adquiriram uma máquina para embalar os grãos. A embalagem, padronizada, vai permitir que os produtores comercializem o feijão em mercados do município. Além disso, o selo de qualidade vai garantir ao consumidor a procedência do alimento, sem agrotóxicos. Os produtores esperam vender o feijão a pelo menos R$ 2 o quilo.

A Prefeitura oferece aos agricultores todo o maquinário e assessoria técnica - desde o preparo do solo até a colheita. Este ano cerca de 90 agricultores estão participando do Programa, em um total de mais de 100 hectares cultivados. Em 2009, foram colhidas 135 toneladas de feijão, o que resulta em uma produtividade de 1,25 tonelada por hectare, a maior já conquistada pelo município.

De acordo com o secretário de Meio Ambiente, Agricultura e Pesca, Max Almeida, o sucesso do “Feijão Maravilha”, é resultado dos investimentos do governo municipal e da participação efetiva dos produtores locais. “Nossa grande conquista foi conseguir mostrar aos agricultores que a participação deles é fundamental. Continuamos no caminho da sustentabilidade”, concluiu o secretário.

Este ano, por conta da parceria com a Empresa de Pesquisa Agropecuária do Estado - Pesagro, a empresa cedeu toneladas de sementes de feijão aos agricultores locais. A Pesagro está realizando pesquisas na localidade com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj).

O projeto - O “Feijão Maravilha” faz parte do programa Renda no Campo, que tem como referência a valorização da pecuária, a fixação do homem no campo, evitando o êxodo rural, além de gerar renda para os agricultores, evitar que a exploração imobiliária venha desvirtuar a finalidade do uso do solo na área rural, transformar agricultores de subsistências em empresários e incentivar o empreendedorismo. Pelo projeto, a prefeitura cede aos agricultores sementes (agora conta com a parceria da Pesagro), assistência técnica, maquinários e demais insumos necessários para o plantio. Em contrapartida, uma parte das sementes é beneficiada e utilizada no próximo plantio.



Fonte: Revista Fator
- 20:41:43
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Marcas certificadas lançam feijão com selo de qualidade no RS
Em, 18/08/2010

Duas marcas gaúchas lançarão suas novas embalagens de feijão, já com a certificação de qualidade do Instituto Brasileiro do Feijão (Ibrafe) durante a Expoagas 2010 e a Convenção Gaúcha de Supermercados, que ocorrem simultaneamente entre os próximos dias 24 e 26 de Agosto.

As marcas de feijão Namorado, da SLC Alimentos, e Caldo de Ouro, da Cooperativa Nova Palma, estão adequadas a todas as exigências do Ibrafe. O feijão certificado deverão chegar aos supermercados conforme ocorrerem as reposições de estoque.

O presidente do Conselho de Administração do Ibrafe, Marcelo Eduardo Lüders, estará presente na feira para explicar o processo de certificação, tirar dúvidas e cadastrar empresas interessadas na certificação.

O selo 100% Feijão é concedido às marcas que seguem os padrões de higiene e as boas práticas de fabricação exigidas em lei e monitoradas pelo Ibrafe.

O QUE É O SELO - O “100% Feijão” é uma certificação de qualidade que garante ao consumidor a classificação correta do alimento na embalagem do produto e a utilização, por parte da empresa empacotadora um processo seguro na armazenagem, seleção e envazamento do feijão.

A fiscalização das marcas será feita pela mesma empresa que certifica o selo da Associação Brasileira das Indústrias de café (Abic) - o Instituto Totum - em parceria com o Ibrafe.

QUEM PODE TER O SELO - Para serem aprovadas e terem direito ao selo em seus pacotes, as empresas de feijão deverão respeitar as regras das boas práticas de manipulação de alimentos, estar livres de agrotóxicos e transgênicos e respeitar o limite de impurezas previsto pela legislação. “Além disso, a certificação só será concedida as empresas que não admitem trabalho infantil, que produzem de forma sustentável e cujo feijão não apresente resíduos químicos”, afirma Lüders.



Fonte: G. Cultivar



- 22:01:20
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Namorado recebe selo 100% Feijão
Em, 17/08/10

SLC Alimentos estará presente na Expoagas 2010 com linha de feijão com selo de qualidade da IBRAFE

A linha de feijão Namorado da SLC Alimentos passará a apresentar em suas embalagens o selo 100% Feijão, certificação do Instituto Brasileiro de Feijão e Legumes (IBRAFE). Trata-se de um certificado concedido às principais marcas do produto no Brasil, que seguem as normas de manipulação de alimentos, apresentam no pacote as especificações corretas do grão e que produzam de forma sustentável.

O selo estará presente em toda a linha de feijão Namorado, composta por Carioca, Preto, Vermelho, Branco e Jalo a partir de setembro.

Padrão de qualidadeSegundo, Alessander Bellaver, marketing SLC Alimentos, a indústria não precisou fazer alterações em seus processos, conforme solicitação da IBRAFE para obter a certificação. “Já trabalhávamos com um padrão de qualidade alinhado às exigências da IBRAFE. Sempre tivemos a preocupação de oferecer o melhor produto, com as informações corretas nas embalagens e respeitando a sustentabilidade”, destaca Bellaver.

O feijão Namorado já vem escolhido e totalmente livre de impurezas, consequência de seus cinco processos de seleção de grãos. Garante, ainda, caldo mais encorpado e cozimento uniforme. Os produtos com o selo 100% Feijão nas embalagens serão colocados no mercado conforme a reposição dos estoques.

Expoagas 2010

Todos os produtos da marca Namorado e Atelier Namorado estarão expostos na Expoagas 2010, que acontece entre os dias 24 e 26 de agosto, em Porto Alegre/RS. A SLC Alimentos marcará presença na feira com um estande de 100m² equipado com uma cozinha-show, que trará com diversas atrações durante o evento sediado no Centro de Exposições da Fiergs (Av. Assis Brasil 8787), das 12h às 22h.

As informações são da assessoria de imprensa do Instituto Brasileiro de Feijão e Legumes (IBRAFE).


Fonte: Agrolink
- 15:44:25
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‘A safra 2010 no RN é irrecuperável’
Em, 16/08/10

Pelo terceiro ano consecutivo, o Rio Grande do Norte colhe os frutos da imprevisibilidade do clima. Dois anos de chuvas em excesso levaram por água abaixo boa parte da produção de grãos potiguar. Agora, a escassez e, em alguns casos, intermitência de precipitações provocou em 2010 novas perdas. O resultado foi uma péssima colocação no ranking da safra nordestina: o Estado ficou com 2º lugar na queda da produção, quadro que não poderá ser mudado nos próximos meses tendo em vista que o período de plantio já passou. Os prejuízos, se não chegam ao consumidor final e não devem afetar tantos os preços, são reais para quem plantou e acreditou em um resultado melhor. Porém, o fortalecimento do agricultor com mais técnica e infraestrutura poderia, se não pudesse impedir, ao menos teria reduzido o quadro negativo no RN. É o que avalia o analista da Conab RN, Luís Gonzaga de Araújo, lembrando que é necessária mais assistência ao produtor e garantia do preço em casos como o da cultura de girassol. Araújo destaca ainda que o estado precisa ampliar sua produção de alimentos e tentar organizar as culturas de base existentes hoje, para investir com mais força em novas lavouras.

Qual a situação hoje da safra brasileira de acordo com o levantamento mais recente da Conab?
A situação é favorável. A produção nacional de grãos da safra 2009/2010 está estimada em 147,09 milhões de toneladas, ou seja, é 8,8% superior à obtida na safra anterior. Isso foi possível em função das boas condições climáticas verificadas nas principais regiões produtoras.

E em relação ao Nordeste, qual foi o resultado?
Para o nordeste temos duas situações. A primeira é que a produção total atingiu 12 milhões de toneladas, representando acréscimo de 2,9% em relação à safra passada. Esse crescimento só foi possível graças às culturas plantadas nas região de cerrado, sobretudo a soja e milho, com destaque para a região oeste da Bahia, e o sul do Maranhão e Piauí. Entretanto, nas demais áreas do Nordeste, principalmente no semiárido tiveram perdas significativas devido à estiagem. Os dados constantes do levantamento apontam que a Paraíba foi o primeiro lugar com 95% de perdas na produção, o que representa 12,9 mil toneladas. Em seguida, está o Rio Grande do Norte com 29,2 mil toneladas perdidas, ou 69,4% da produção. O terceiro lugar ficou com o Ceará que perdeu 58,8% do que foi produzido, um volume de 347,6 mil toneladas. O ranking segue com Pernambuco que perdeu 323,2 mil toneladas (17,2% de sua produção); Piauí (1,3 milhão de toneladas) ou 13,2%; e Alagoas que perdeu 6,5% do produzido, correspondente a 94,9 mil toneladas. Por outro lado, Bahia teve crescimento de 17,3%, Maranhão, 14,8% e Sergipe 20,4%.

Dentro desse contexto climático da região, o RN foi afetado também e teve um resultado bastante negativo, então.
Sim, o Rio Grande do Norte, pela terceira safra consecutiva, vem passando por perdas significativas. Nas duas safras anteriores as perdas foram por excesso de chuvas. Em 2010, as perdas foram em função do retardamento das chuvas para o plantio da safra, escassez e estiagens prolongadas, ou seja, condições climáticas totalmente desfavorável.

O Rio Grande do Norte teve a segunda maior perda do Nordeste. Existe alguma explicação para que o nosso resultado seja pior que os demais Estados?
Dentre os estados nordestinos, o RN é quem tem a menor área cultivada com arroz, algodão, feijão, milho e sorgo. Por isso, o nosso volume de produção é menor. Além disso, as condições climáticas adversas no nosso estado foram muito intensas.

Quais os produtos que tiveram maior perda?
Entre os produtos cultivados nesta safra de 2010, a menor área plantada foi com girassol, correspondente a 19 hectares plantados, contra 1.607 hectares plantados em 2009, consequentemente iremos obter a menor produção. A perda com girassol será superior a 90% em relação à safra passada. As demais culturas tiveram as seguintes perdas: sorgo: 81,4%; milho: 79%; feijão macaçar: 65,2%; algodão: 66% e o arroz 9,6%.

É possível dizer quais as regiões mais afetadas?
Todas as regiões do estado sofrem perdas. Pode-se destacar que as mais atingidas foram as regiões Oeste e Seridó. Lembrando que a Região Oeste do estado conta com a maior área cultiva.

Entre as quedas, o senhor cita o girassol que, embora seja uma cultura ainda pequena, apresentou o maior prejuízo. Que efeitos negativos isso traz para o programa de biodiesel no Estado?
A produção de girassol desta safra será muito reduzida e insignificante no contexto do volume pela demanda estabelecida pelo projeto. Afora essa situação climática, há necessidade de organizar e capacitar o produtor de girassol, dando-lhe assistência técnica e garantia de preço na comercialização. Com o emprego de tecnologia em todo o processo – que vai desde do plantio até a colheita, é possível se obter produção mais expressiva.

A falta de um zoneamento adequado para essa cultura do girassol pode ser uma explicação para esse prejuízo?
O zoneamento também é de fundamental importância, aliadas às situações anteriormente mencionadas.

Falando das outras culturas, produtos como o sorgo - que é utilizado na ração avícola - e o milho - bastante utilizado em bovino e suinocultura - também foram afetados. Isso trará algum problema para os criadores do Estado?
A produção interna desses produtos não atendem à demanda de consumo. Anualmente, os criadores, produtores, pecuaristas) são obrigados a adquirir esses importantes insumos em outros centros produtores. A produção nacional de milho vai atingir 54.376,7 mil toneladas, representando 6,6% de acréscimo em relação à safra anterior. Os dados da Conab apontam que dentro do quadro da balança de oferta e demanda, o país irá contar com um estoque excedente (de passagem para o ano de 2011) de 11.960,7 mil toneladas. Então, bastante favorável para atender a demanda interna (nacional), com lançamento pelo Governo Federal de Leilões voltados ao escoamento da produção.

E com relação ao feijão e arroz que são produtos de consumo doméstico, vamos perceber o aumento dos preços na hora de fazer as compras?
Tanto o arroz e o feijão consumido pela maioria da população norte-riograndense vem de fora. A maior parte do arroz produzido no RN é da variedade “vermelho” - da terra, cujo consumo é regional. Enquanto que o arroz longo fino (que vem de fora) é o mais consumido no estado. O feijão produzido no RN é o da variedade macaçar. Também consumido com mais intensidade na zona rural. Nas principais cidades do estado o consumo maior é pelo feijão cores. Nesse contexto, a produção do RN tem pouco impacto na demanda pelo setor consumidor.

Visto que passamos o principal período de plantio na região, podemos dizer que as perdas para este ano são irrecuperáveis?
Sim. Agora é esperar para a próxima safra e contar com favoráveis situações climáticas. A exceção fica por conta do arroz produzido na região de Apodi que conta com cultivo semirrigado. Os produtos cultivados pelo processo de irrigação não irão sofrer perdas.

Os fatores climáticos são incontroláveis ao homem. Mas na opinião do senhor, a maior utilização de técnicas de plantio, além de uma infraestrutura irrigada melhor poderiam ter minimizado o resultado ruim da safra potiguar?
Sim. Entendo que o plantio das culturas nas regiões semiáridas estão sujeitas a perdas expressivas. Mesmo assim, entendo que o produtor continue desenvolvendo a cultura de sequeiro na sua propriedade. Para tanto, ele precisa receber mais atenção em todas as fases da sua atividade. Esse produtor vem utilizando suas terras com plantio há anos e até séculos, trata-se de um comportamento cultural. Ele precisa produzir alimentos para subsistência e quando a situação permitir, ele deve produzir excedente além porteira. Assim, ações concretas precisam ser direcionadas a esse segmento visando a sua manutenção na propriedade rural. É fato que precisamos produzir mais alimentos, já que a nossa atual produção não atende ao consumo. Para tanto é necessário: mais tecnologia desde do plantio. Executar um projeto voltado a incentivar a perfuração de poços nas áreas irrigáveis, vazantes; deve-se ampliar e reformar açudes; incentivar a organização dos produtores, qualificar as propriedades rurais visando diversificar seus produtos, fortalecer a produção de alimentos e de forragens, ensilagem, fenação. É essencial a capacitação do produtor rural.

Outro produto que teve problemas foi o algodão que já foi uma das principais culturas potiguares e que, alguns dizem, pode ser retomada para voltar à produção dos tempos áureos. O que dizer desse caso? É possível mesmo retomar o que foi perdido?
No cenário regional, nas décadas de 60, 70 e até 1985, a cotonicultura do Rio Grande do Norte passou por períodos áureos, chegando a ser considerado um dos maiores produtores de algodão do nordeste e destacando-se nacionalmente. Nesse período, o Estado chegou a produzir mais de 90 mil toneladas por ano de algodão em caroço. Na safra de 1980 foram plantados mais de 400 mil hectares de algodão arbóreo e herbáceo. Na época, o parque têxtil contava com mais de 24 indústrias de beneficiamento de algodão. O negócio algodão se constituía como a principal atividade econômica do Estado, com participação relevante na geração de emprego e renda. A partir desse período, vários fatores contribuíram para a decadência do algodão na região semiárida nordestina. Dentre eles, destacaram-se as irregularidades climáticas, causando sucessivas estiagens, a deficiência de tecnologia no processo de cultivo, a baixa produtividade, os custos de produção elevados, a desorganização do setor e a ausência de políticas públicas que possibilitassem acesso às linhas de créditos para os custeios, financiamentos e comercialização das safras. Tudo isso fez com que o algodão nordestino, inclusive o do Rio Grande do Norte, perdesse competitividade de mercado, apresentando, a cada ano, deficiência na estrutura de comercialização da safra. Além disso, a situação foi agravada com o surgimento da praga do bicudo a partir de 1985. Nos últimos anos, o cultivo do algodão no Rio Grande do Norte tem declinado drasticamente. Este ano, em função da situação climática desfavorável e com a diminuição do plantio nas tradicionais áreas, estima-se que a redução da safra será alta. Calcula-se, ainda, que a produção de algodão em pluma não ultrapasse 1.400 toneladas. Enquanto que a atual demanda de consumo de pluma pelo setor têxtil potiguar é superior a 70 mil toneladas ao ano. Diante desse cenário, o Rio Grande do Norte e os demais Estados do Nordeste são obrigados a adquirir quantidades expressivas de algodão em pluma de outros centros produtores. Além disso, nos últimos anos, as importações brasileiras de algodão em pluma foram feitas, principalmente, pelas indústrias do Nordeste, já que as condições oferecidas pelos países exportadores, em alguns períodos, foram mais vantajosas do que adquirir o produto no Centro-Oeste do Brasil.

Depois de anos consecutivos de perdas, o Estado ainda tem condições de pensar em pesquisa sobre novas culturas? Ou ainda é preciso fortalecer o que temos para investir em ampliação da nossa produção de grãos?
Precisamos aumentar a produção de alimentos. Atualmente os mecanismos de comercialização dos produtos agrícolas são favoráveis. A agricultura Familiar nunca contou com programas tão eficazes como os que estão ai. Existe demanda favorável para a comercialização de alimentos. Então, o espaço para o aumento da produção é evidente. Quanto às pesquisas essas devem se manter em processo evolutivo. É de fundamental importância a pesquisa para a produção de alimentos mais saudáveis. A adição de novos produtos, passa necessária por essa área. Veja o exemplo da atuação da Embrapa na região de Cerrado, quando até no final dos anos 60 só existiam vegetação (“cerrado”) nos estados do Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Hoje, esses estados são os maiores produtores de algodão, soja e milho do País. Por isso, acredito que a região semiárida nordestina, diante do seu potencial para a produção de alimentos, com o apoio da pesquisa, passe a ser importante centro de produção.


Fonte: Tribuna do Norte

- 22:34:38
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Produtores paulistas antecipam plantio de feijão irrigado
Em, 16.08.2010

Produtores de feijão irrigado de Taquarituba, no sudeste de São Paulo, anteciparam o plantio apesar do risco de geada. A expectativa é aproveitar os bons preços pagos pelo mercado.

O produtor Valdir Pulz aguarda ansioso a germinação dos pés de feijão. Ele está na expectativa da segunda colheita que deverá tirar da lavoura este ano. O agricultor, que mora em Taquarituba, a 330 quilômetros de São Paulo, conta que a plantação antecipada do feijão tem dado certo. Ele espera colher 2,5 mil sacas de feijão em setembro. Para se ter ideia da mudança no campo, setembro era o período que marcava o início da safra.

“Normalmente, a gente antecipava em várias épocas pelo fato de se ter feijão colhido, novo, para vender no comércio. É o que eles procuram”, disse Pulz.

Em outra fazenda da região, o feijão já está quase pronto para ser colhido. O agricultor Gustavo Franco também arriscou o plantio antecipado. O cultivo foi feito em abril. “Eu decidi antecipar o feijão agora visando ver se eu consigo um melhor preço. Como é bem fora de época, agora está plantando feijão, para a gente tentar amenizar os prejuízos da safra passada”, justificou.

Os 80 hectares devem render mais de três mil sacas de feijão do tipo juriti branco. A estratégia de extrair o plantio de feijão é arriscada. Mas se o clima colaborar, não ocorrendo geadas, e se todos os cuidados necessários foram adotados, como o preparo do solo e uma irrigação permanente, as chances de sucesso aumentam.

“É uma cultura de alto risco. Por isso, o produtor tem que disponibilizar de alta tecnologia, alto uso de defensivo agrícola e da irrigação para, na frente, não ter frustração de safra”, alertou o agrônomo Vandir Daniel da Silva.

A saca de 60 quilos de feijão está sendo negociada na região de Taquarituba por R$ 100. Nesta mesma época, no ano passado, valia R$ 35.


Fonte: Globo Rural
- 08:05:23
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Festa para o feijão
Em, 16.08.2010

Os preparativos para o plantio de mais uma safra de feijão animaram os moradores de Prudentópolis, no Paraná. Eles fizeram uma feijoada gigante para comemorar o bom momento do grão.

Prudentópolis fica na região central do Paraná. Famosa por ser a terra das cachoeiras, é também uma das principais regiões produtoras de feijão preto do Brasil. Cerca de 40 mil toneladas do produto são colhidas por ano. Setenta por cento da produção é de agricultura familiar.

“Nós temos no meio rural em torno de 8.150 famílias onde quase cem por cento delas a fonte de renda ainda é oriunda do feijão preto”, disse o agricultor Ari Borsuk.

O produto é tão importante para o município que a 1ª Festa Nacional do Feijão Preto não poderia deixar de ter grandes atrações. A principal foi justamente uma feijoada enorme, preparada para servir quatro mil pessoas.

Dentro do panelão foram colocados 500 quilos de feijão e quase uma tonelada de ingredientes. O pessoal não parou de trabalhar até que a feijoada ficasse pronta.

Para servir a feijoada foi preciso uma escavadeira com uma colher gigante na ponta. Um momento que mais chamou a atenção dos curiosos. A fila foi grande para saber o resultado da experiência. E não teve dúvidas. Os cozinheiros acertaram a receita.

A área de feijão preto em Prudentópolis, nesta safra, deve ocupar 36 mil hectares. O plantio começa ainda em agosto.


Fonte: Globo Rural
- 08:01:59
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La Ninã provoca chuvas no Nordeste e secas no Sul do Brasil
Postada em 15/08/10

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) aponta que o fenômeno climático La Niña vai resultar em chuvas acima da média no Nordeste brasileiro e seca no Sul do país. Além dessas consequências, o instituto relaciona as baixas temperaturas de inverno registradas este ano nos estados do Sul do Brasil ao surgimento do fenômeno.

O chefe da divisão de pesquisas aplicadas do Inmet, Expedito Rebello, afirma que o La Niña não vai alterar totalmente os fatores climáticos no Brasil. O especialista explica que o fenômeno já ocorreu várias vezes e que não há motivos para alarde.

“É um fenômeno natural, que é responsável pelo esfriamento das águas do Oceano Pacífico. Ele modifica o clima em determinado período. Temos registros do seu aparecimento desde 1886. O fenômeno pode ser benéfico para alguns lugares e ruim para outros.”

Segundo o especialista, o La Niña tem efeito oposto ao El Niño. Enquanto o primeiro esfria as águas do Pacífico, o segundo aquece. “Essa mudança de fenômenos altera as correntes na atmosfera. E essas são responsáveis por, em anos de La Niña, chover mais no Nordeste e menos no Sul e em anos de El Niño ocorrer o contrário.”

De acordo com o Inmet, o La Niña tem duração de nove a doze meses e causa mudanças de 1 grau Celsius (ºC) a no máximo 4ºC na temperatura das águas no Pacífico.

“Vale ressaltar, que o efeito do La Niña é global, não só no Brasil. Casos de enchentes no Paquistão, calor na Europa, por exemplo, também têm relação com o fenômeno”, disse Expedito.

De acordo com o Inmet, a última ocorrência do La Niña foi entre os anos de 2007 e 2008.


Fonte: Agência Brasil
Motícia publicada em 13/08/10
- 22:09:53
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Após queda na produção, Cuba testa variedade de feijão doada pelo Brasil
Postada em 15/08/10

Cuba registrou uma queda de 10% em sua produção agrícola no primeiro semestre, incluindo produtos básicos como o feijão (-27%), o que levou os produtores a testar uma variedade doada pelo Brasil, segundo fontes oficiais.

O ministério da Agricultura começou a distribuir aos produtores da ilha sementes de feijão - alimento básico da população cubana - da variedade Vigna, doadas pelo Brasil, cujo rendimento e resistência é o dobro do tipo de grão atualmente cultivado em Cuba.

De acordo com dados do Escritório Nacional de Estatísticas (ONE), a produção de cítricos caiu 30%, enquanto a de grãos de feijão sofreu uma redução de 27%, e a de arroz, de 2%, e a de hortaliças, de 22%. A produção de frutas e tubérculos, por sua vez, registrou um aumento de 21% e 0,2%, respectivamente.

"Acho que, no futuro, estes feijões serão uma grande solução para o país, porque vamos ter feijão o ano todo, resistente a pragas e doenças e também precisa de menos água que o outro feijão", disse em entevista á TV estatal o agricultor Reiniel Tomé, principal produtor de feijão da ilha, que cultiva a variedade brasileira desde o início do ano.

O presidente Raúl Castro está empenhado em aumentar a produção de alimentos, que considera "estratégica". No entanto, apesar de ter tomado várias medidas para este fim - como a distribuição de mais de um milhão de hectares de terras para pequenos produtores -, a ilha gasta mais de 1,5 bilhão de dólares por ano para importar 80% do que consome.

Fontes do setor agrícola cubano atribuem a queda na produção à falta de fertilizantes, aos efeitos da seca e a problemas de organização e produtividade

Fonte: France Presse
Publicada em 11/08/10
- 22:03:52
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SP - Solo seco não permite plantio de feijão
Em, 11/08/10

Uma frente fria passou na última semana mantendo o padrão típico de inverno com chuvas no leste e sul do Estado e em alguns pontos isolados e de pouco volume no interior.

Dos municípios analisados, Iguape registrou 67 milímetros; Itapeva 52 milímetros e São Carlos apenas 6 milímetros. As temperaturas declinaram no fim de semana e São José do Rio Pardo registrou mínima de 4 graus; Piracicaba 5 graus e Presidente Prudente 7,4 graus, porém sem causar riscos para agricultura. A queda das temperaturas manteve as taxas de evapotranspiração entre 2 e 3 milímetros por dia ao longo da semana, reduzindo a demanda hídrica da atmosfera, mas a deficiência hídrica se mantém bastante acentuada na maioria das regiões.

Pouca água. Com as chuvas, Iguape e Itapeva estão com o solo em sua capacidade máxima de armazenamento, mas na maioria dos municípios produtores, o solo está com baixa disponibilidade de água, com média com 20% do total, chegando a apenas 5% em Barretos, Jaboticabal, Ilha Solteira e São José do Rio Pardo. Nesses municípios, incluindo Votuporanga, Garça, Franca e Ribeirão Preto, a estiagem começou na segunda quinzena de abril. Com esses níveis de umidade no solo, os agricultores precisam esperar um pouco mais para as atividades de correção e preparo do solo para o plantio da safra de verão. A baixa umidade do solo causa problemas na colheita da mandioca em Campos Novos Paulista e Cândido Mota, pois o solo seco dificulta o arranque da raiz, diminuindo a oferta do produto no mercado, o que se reflete nos preços.

Começa o período para o plantio do feijão, indicado pelo zoneamento agrícola. Entretanto, não há umidade no solo disponível e os agricultores precisam aguardar, à exceção de municípios como Itapeva e de produtores que utilizam irrigação e podem colher mais de uma safra por ano.

Em Itápolis, Bebedouro e Matão segue a colheita da laranja. A baixa umidade do solo, contudo, preocupa os produtores, pois parte dos pomares ainda tem frutos em fase de crescimento sensível a períodos prolongados de estiagem.

O tempo favorece a colheita do morango em Jundiaí, Monte Alegre do Sul e Atibaia, da Atemóia em Pilar do Sul, do fumo em Arealva, da banana em Registro, Pariquera-Açu e Iguape, do tomate em Mogi Mirim e Sumaré, do café em Garça, Mococa e São José do Rio Pardo e do trigo e da cevada em Assis.

Falta produto
Segundo o Cepea/USP, a menor oferta de mandioca de 2º ciclo deve ser mais intensa no 2º semestre do que em outros anos.


ANA MARIA H. DE ÁVILA É PESQUISADORA DO CEPAGRI/UNICAMP. PARA MAIS INFORMAÇÕES SOBRE TEMPO E CLIMA, ACESSE WWW.AGRITEMPO.GOV.BR.


Fonte: ESTADÃO


- 16:04:25
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Tendências climáticas para os próximos meses e riscos na agricultura
Em, 10/08/10

Alerta para o aumento dos riscos de veranicos e estiagens durante a safra, especialmente para as regiões oeste e sudoeste do Paraná

As precipitações ocorridas durante o mês de julho continuaram muito irregulares em todo estado do Paraná, concentrando as chuvas em meados do mês. A avaliação é do meteorologista Luiz Renato Lazinski, do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). No extremo Oeste e Leste, as precipitações ficaram dentro da media. Já as demais regiões apresentaram chuvas abaixo da media para a época. O extremo Nordeste do estado apresenta maior deficiência hídrica.

As temperaturas apresentaram uma grande amplitude térmica entre as mínimas e as máximas. O inicio e o final do mês foi marcado por temperaturas acima da media para a época do ano, enquanto em meados de julho, uma massa de ar frio de forte intensidade, provocou uma queda brusca das temperaturas. Foram registradas temperaturas mínimas abaixo de zero, em varias áreas do centro-sul do Paraná, com formação de geadas.

Conforme Lazinski, as temperaturas superficiais das águas do Oceano Pacífico Equatorial continuaram apresentando um declínio, no decorrer de julho (Figura 1). Este resfriamento, em relação ao ultimo mês, aumentou a área do Oceano Pacífico Equatorial, com temperaturas superficiais do oceano abaixo da média. Com isto, estamos rapidamente entrando em um novo episódio de “La Niña”.

Para os próximos meses, os modelos de previsão de longo prazo, continuam mantendo a tendência de continuidade de resfriamento das águas do Oceano no Pacífico Equatorial (Figura 2). Com isto, a influência da “La Nina” nos próximos meses deve afetar nosso clima durante o período das safras de inverno e verão. O prognóstico continua sendo de precipitações abaixo da média para os próximos meses, com distribuição irregular, podendo apresentar períodos de estiagem, mas que não devem comprometer o desenvolvimento das lavouras de inverno, no Cetro-sul do Brasil. Já na Região Centro-oeste, a antecipação do período seco deve aumentar o déficit hídrico. Para o segundo semestre deste ano a tendência é de que as precipitações se tornem mais irregulares, intercalando períodos de muita chuva, com períodos de pouca ou nenhuma precipitação, com possibilidade de períodos de estiagem mais prolongados no período de final de ano.


Lazinski ressalta que as temperaturas continuam apresentando grandes variações, intercalando períodos mais quentes, com entradas de massas de ar frio de forte intensidade, que devem provocar mudanças bruscas nas temperaturas, com quedas acentuadas. “Os extremos devem se acentuar. Possibilidade de frio tardio”, alerta.

No cenário agrícola, mantêm-se o alerta para o aumento dos riscos de veranicos e estiagens durante a safra, especialmente para as regiões oeste e sudoeste do Paraná. O alerta é do coordenador da área de grãos da Emater do Paraná, Nelson Harger.

Frente à previsão de riscos climáticos maiores para o final do ano (novembro e dezembro), o especialista chama a atenção para o período que coincide com o florescimento da safra de milho, e para variedades precoces de soja, plantadas em outubro. “Na soja poderemos observar menores estaturas de plantas, inserção baixa de vagens, florescimentos precoces e mesmo queda nas produtividades médias”, explica.

Harger reitera a idéia do planejamento na racionalização do uso de insumos, especialmente de fertilizantes químicos, frente às expectativas de médias menores de produtividades, que no caso dos fertilizantes são possíveis com ajustes ou mesmo supressões das adubações a partir da correta interpretação dos resultados obtidos nas análises de solos.

Acompanhe a previsão do tempo para todo Brasil no Agrotempo, do Portal Agrolink.


Fonte: Agrolink

- 19:27:08
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Conab pesquisa preços recebidos pelo agricultor familiar
Em, 09/08/10

Um novo sistema de levantamento de preços recebidos por agricultores familiares está sendo elaborado por técnicos da Conab, com previsão de encerramento em setembro. A proposta é utilizar os preços praticados por produtores nas áreas que recebem financiamento do Programa de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e não os dos centros de comercialização da agricultura empresarial, como vem ocorrendo.

Para a Superintendência de Gestão da Oferta (Sugof), o processo de levantamento deve retratar preços ágeis e com informações que reflitam a realidade do mercado, "já que são produtos perecíveis e têm um ciclo de produção e colheita muito rápido, sujeito a mudanças climáticas". Com o novo processo, será utilizado, por exemplo, o preço pago por um litro de leite na porta da fazenda e não o que é recebido pelos grandes laticínios.

Cerca de 40 produtos que integram o Programa de Garantia da Agricultura Familiar (PGPAF), como milho, arroz, feijão, farinha de mandioca e os extrativistas castanha-do-brasil, pequi, babaçu e açaí dos principais municípios produtores vão ser pesquisados. Os novos valores serão utilizados, pela Companhia, como referência para cálculo de bônus do programa e de outros.



Fonte: CONAB - Companhia Nacional de Abastecimento

- 22:21:41
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La Niña: Evitar encontro de culturas na etapa de floração
Postada em 08/08/10

Na campanha 2010/2011 o “fenômeno vai produzir uma diminuição nas chuvas de oeste a leste do país”, disse o titular da disciplina de Climatologia Agrícola da Fauba, Eduardo Sierra.

A entrada em uma nova fase do fenômeno “La Niña” deverá converter-se no principal fator na hora de elaborar a estratégia produtiva por parte dos produtores agrícolas, que semearão soja e milho em 2010/2011.

Neste cenário, o engenheiro agrônomo e titular da disciplina de Climatologia Agrícola da Faculdade de Agronomia da Universidade de Buenos Aires (Fauba), Eduardo Sierra, recomendou “evitar que os cultivos (principais) se encontrem na sua etapa de floração durante o próximo mês de janeiro”.

“Tem que avaliar bem o perfil de umidade dos solos antes de iniciar os trabalhos de semeadura”, disse Sierra em uma entrevista concedida ao Infocampo TV. “Não é conveniente semear se não se tem disponíveis reservas suficientes”, informou.

“A estratégia produtiva deve estar baseada em se esquivar no momento crítico do La Niña, que ocorre na última semana de dezembro, em todo o mês de janeiro e nos primeiros dias de fevereiro”, completou o especialista em agroclimatologia.

O fenômeno “La Niña” já está instalado há algumas semanas no hemisfério sul, e as projeções dizem que aos poucos vai incrementando sua intensidade até o início do mês de abril de 2011.

“O fenômeno vai produzir uma diminuição nas chuvas do oeste até o leste do país; atualmente não se nota de forma imediata porque temos excessos hídricos em algumas zonas (pelo efeito do El Niño)”, explicou Sierra.


Fonte: E-campo - Tradução Portal Agrolink
Notícia publicada em: 06/08/10
- 21:07:43
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