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| Cadeia produtiva avalia produção do feijão |
Em, 08/09/10
A transferência de tecnologias será tema da reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Feijão desta quinta-feira (9), em Brasília. As medidas, apresentadas por técnicos da Embrapa, têm como objetivo manter o mercado em equilíbrio. A última pesquisa de campo realizada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) prevê produção de 807 mil toneladas do grão na safra de inverno com predominância do feijão irrigado. O resultado é 4,2% superior, com ampliação de 32,3 mil toneladas, do que o registrado em 2009.
Técnico do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, João Figueiredo Ruas diz que o plantio da temporada 2010/2011 começou no final de julho, no sudoeste do Paraná e em São Paulo, estendendo-se até dezembro, mas com maior concentração nos meses de outubro e novembro.
A produção nacional da safra 2009/2010 atingiu 3,3 milhões de toneladas de feijão. O suprimento, que é a soma da produção, importação e estoque de passagem, foi de 3,6 milhões de toneladas. O Paraná contribuiu com 24%, com produção de 800 mil toneladas, seguido de Minas Gerais (19%), com 620 mil toneladas. Bahia e São Paulo (10%) têm produção prevista de 326 mil toneladas cada. De acordo com o ministério, o consumo brasileiro alcançou 3,5 milhões de toneladas.
Na avaliação do governo, as condições meteorológicas no Brasil, a partir de setembro, sofrerão influência do fenômeno La Niña, que sinaliza precipitações abaixo do normal na região Centro-Sul do País e excesso na região Nordeste. “Pode ocorrer limitação no plantio bem como ampliação do período de entressafra, alterando o comportamento do mercado e abrindo espaço para a recuperação das cotações”, aponta Ruas.
Fonte: Mapa
imprensa@agricultura.gov.br
- 22:05:13
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| Semente pirata é risco para produção |
Em, 08/09/10
Pesquisadores da unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa-Cerrados) alertam os produtores quanto a importância da utilização de sementes certificadas, principalmente com a proximidade do período das chuvas e o início das plantações. De acordo com a pesquisadora Caroline Jácome Costa, a escolha de sementes de qualidade superior deve ser o ponto de partida para a sustentabilidade do agronegócio, pois a utilização de sementes certificadas é uma questão de qualidade.
A pesquisadora explica que no sistema de certificação o produtor de sementes tem que seguir determinadas normas estabelecidas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), atendendo uma série de requisitos ao longo da produção. Isso para que no final do processo haja a garantia de que se trata de um material representativo da cultivar e que atenda padrões mínimos de qualidade fisiológica e sanitária. A estudiosa ressalta ainda que é possível estabelecer uma relação direta entre a taxa de utilização de sementes de qualidade e os índices de produtividade registrados nas principais culturas.
Os especialistas avaliam que alguns fatores podem ter intensificado o uso de sementes piratas nos últimos anos no país. Entre eles a demora para a regulamentação da Lei de Biossegurança que trata, entre outros aspectos, da comercialização de organismos geneticamente modificados no país e a mudança da legislação referente à produção de sementes. Desde 2004 a Lei de Sementes permite a utilização de sementes próprias, o que pode estimular o desenvolvimento de um sistema de produção paralelo ao sistema formal.
A partir da utilização de sementes não certificadas acontece o problema da introdução de pragas e doenças em áreas indenes. A pesquisadora afirma que o recrudescimento de doenças já banidas em algumas culturas de importância econômica, como Cercospora sojina (mancha olho-de-rã) em soja e a disseminação de Sclerotinia sclerotiorum (mofo branco) em áreas livres da doença, já foram relatados como consequências da utilização de sementes piratas.
Segundo ela, a utilização de sementes sem procedência compromete não apenas o retorno dos investimentos do produtor, mas também, a continuidade dos programas de melhoramento genético já que o Brasil conta com uma indústria de sementes bem estabelecida, amparada por excelentes instituições públicas e privadas de pesquisa que oferecem um produto de qualidade ao mercado. São os royalties de uma semente que o produtor compra legalmente que alimentam toda a pesquisa. Para as grandes culturas, o custo de produção relativo às sementes fica em torno de 5% a 6%. "Se o produtor decidir economizar com isso ele pode ter problemas sérios lá na frente. O que certamente não vale a pena".
Fonte: Gazeta Digital
- 08:16:38
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| FAO convoca líderes mundiais para debater segurança alimentar |
Em, 08/09/10
Preocupada com o elevado preço mundial dos alimentos e com a segurança alimentar, a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) convocou uma reunião extraordinária com os líderes de todos os países da instituição para discutir a questão no próximo dia 24. Paralelamente, foi organizado um grupo de 15 especialistas para elaborar alternativas para a alta dos preços e para garantir a segurança alimentar.
As informações são da FAO e da agência BBC Brasil. Em um comunicado, a organização informou que nas últimas semanas, mercados globais de cereais tiveram uma “brusca alta nos preços internacionais” do trigo em decorrência da ausência do produto. Um dos objetivos da reunião, no final deste mês, segundo a nota é que “os países exportadores e importadores realizem discussões construtivas”.
Uma das razões que motivou violentos protestos ao longo desta semana, em Moçambique, foi a alta de 30% no preço do pão. Na quinta-feira (2), o primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, disse que vai ampliar o prazo de proibição da exportação de grãos colhidos no país, aumentando o temor internacional da elevação dos preços de alimentos. A Rússia produz entre 8% e 10% do trigo mundial e exporta cerca de um terço disso.
O país também é um dos principais produtores mundiais de cevada e centeio e foi atingido por uma forte seca neste ano. A onda de calor provocou incêndios e destruiu plantações no país. A estimativa é que serão colhidas 60 milhões de toneladas de grãos na Rússia neste ano, o país precisa de quase 80 milhões para o consumo interno.
No Brasil, os preços das grandes compras de grãos são definidos com antecedência, por isso, as altas globais só devem ser sentidas no fim deste ano.
Dos 15 especialistas nomeados pela Comissão sobre Segurança Alimentar Mundial, o Brasil será representado por Renato Maluf, professor da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro e presidente do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional. O objetivo é elaborar propostas para promover uma reforma no sistema internacional da segurança alimentar e nutricional.
Fonte: Agência Brasil
- 08:14:49
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| Revitalização da agricultura familiar dispõe de R$ 27 milhões |
Em, 08/09/10
Os estados de Alagoas e Pernambuco já podem apresentar projetos ao Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) para revitalização da agricultura familiar nos municípios atingidos pelas enchentes no mês de junho. Para apoiar esta ação, o MDA disponibilizou, através de medida provisória, R$ 27 milhões para os dois estados.
Segundo a delegada federal do MDA em Alagoas, Sandra Lira, os recursos são para projetos de apoio à comercialização, como mercados públicos, e espaços para beneficiamento da produção que será destinada ao Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e à merenda escolar.
“Para Alagoas, os recursos serão aplicados apenas nos municípios do Território da Zona da Mata, que foi a mais atingida pelas enchentes. Esses espaços de comercialização vão ficar à disposição das cooperativas e associações de produtores familiares”, salientou Sandra Lira.
Segundo o diretor de Apoio à Produção e Comercialização da Secretaria de Estado da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário (Seagri), Hibernon Cavalcante, a Seagri está elaborando projetos que serão apresentados ao MDA.
por Agência Alagoas
Fonte: Alemtemporeal - Alagoas
- 08:12:50
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| MERCADO - Colheita do feijão termina com alta de preço em Guaíra |
Postada em 07/09/10
A colheita do feijão na região de Guaíra termina em 80% das lavouras. As novas plantações ainda estão sendo irrigadas. Segundo o Sindicato Rural da cidade, no ano passado, a saca do grão foi vendida entre R$40 e R$70, preço muito abaixo do que o produtor esperava: " Tivemos um custo de R$70 a saca e vendemos a R$45, um prejuízo de R$25, pagamos para trabalhar", diz o agricultor Antônio de Pádua.
Por causa do baixo preço em 2009, neste ano muitos produtores investiram em outras culturas como milho e tomate. O resultado foi uma diminuição de 15% na área plantada. Em toda a região a queda foi de 12 para 10 mil hectares. E a menor produção garante um preço melhor nesta safra: "Neste momento nós temos uma diminuição de oferta, com isso o preço melhora em relação ao ano passado", explica o presidente do Sindicato Rural de Guaíra José Eduardo Lelis.
Jonas Pedro Rodrigues é corretor de feijão e trabalha como intermediário entre o produtor e o mercado. Ele explica que o preço do grão depende da qualidade e da nota que recebe: "Quanto maior e mais claro, mais valioso ele é".
A qualidade do grão depende de adubação, cobertura de solo, aplicação de aminoácidos, potássio e irrigação. Os produtores vêm investindo em qualidade para agradar um consumidor cada vez mais exigente.
Fonte: EPTV
Notícia publicada em 03/09/10
- 21:06:46
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| Ihara lança fungicida Certeza para tratamento de sementes de soja e feijão |
Em, 03/09/10
Novo fungicida é o 1° registrado e comprovado para o combate do Mofo Branco na soja
A Ihara, tradicional fabricante de defensivos agrícolas, apresenta ao mercado uma nova ferramenta para o combate do Mofo Branco, doença que tem causado grandes prejuízos econômicos aos produtores de soja e feijão. O fungicida Certeza, desenvolvido pela Ihara, é o primeiro produto registrado no mercado para o tratamento de sementes comprovadamente eficaz para o controle do Mofo Branco.
“A doença é um dos principais problemas enfrentados pelos produtores de soja e feijão no mundo. O fungo se prolifera de forma fácil e rápida nos campos e é de difícil controle. Muitos produtores brasileiros já foram atingidos pelo Mofo Branco e registraram prejuízos na produção por culpa da doença”, afirma o Gerente de Produtos – Fungicida da Ihara, Ernesto Hideki Fukushima.
O Mofo Branco (patógeno S. sclerotiorum) é um fungo polífago, que afeta a produção de diversos produtos agrícolas em todo o mundo. Inicialmente a doença se alastrou na cultura do feijão, batata e do tomate industrial, mas nos últimos anos tem gerado grande prejuízo aos produtores de soja. No Brasil, em cinco anos a doença já cresceu de 500 mil hectares para cerca de 2,5 milhões de hectares contaminados considerando todos os cultivos, sendo que na soja a doença evoluiu de traços para aproximadamente 2 milhões de ha contaminados.
Estudos revelam que entre as várias formas de disseminação da doença no campo o contágio pela semente é a mais difícil de se controlar. No Brasil, cerca de 98% das sementes utilizadas no cultivo da soja e do feijão são tratadas quimicamente antes do plantio, mas esse processo já não tem correspondido às expectativas do produtor.
“Mesmo com este volume alto de sementes tratadas, a doença continua avançando no território nacional. O Certeza chega ao mercado para garantir melhorias na sanidade e na qualidade das sementes e com isso bons resultados no campo”, explica Ernesto.
O fungicida Certeza garante boa cobertura, distribuição e aderência na semente, além de controlar o complexo de doenças que são transmitidas pela semente, como Fusarium, Phomopsis, Cercospora, Colletorichum, Rizoctonia, Aspergillus, estabelecendo um novo padrão de controle no mercado.
“O produto é hoje o mais completo no mercado para o tratamento de doenças transmitidas pelas sementes. O Certeza é fruto dos investimentos da IHARA na busca por melhores condições para o desenvolvimento da agricultura brasileira”, acrescenta Ernesto.
As informações são da assessoria de imprensa da Ihara.
Agrolink
Notícia publicada em 02/09/10
- 01:36:04
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| Feijão certificado chega às prateleiras em Curitiba |
Postada em 03/09/10
A cidade é a primeira a ter feijão com selo de qualidade á venda nos supermercados
Consumidores de Curitiba e Região Metropolitana já encontram feijão certificado nas prateleiras dos supermercados. A marca Pé Vermelho, da capital, começou nesta semana a distribuição de feijão preto com selo de qualidade conferido pelo Instituto Brasileiro do Feijão (Ibrafe).
Segundo José Aparecido Gonçalves Ferreira, um dos proprietários da marca, o feijão pode ser encontrado em diversas redes e, em breve, outras variedades serão colocadas à venda. “Dentro de dez dias o carioca com a certificação também estará no mercado”, confirma.
Nesta semana foram lançadas, também, as novas embalagens com a certificação de qualidade de duas marcas do Rio Grande do Sul: Caldo de Ouro, da Cooperativa Nova Palma, e Namorado, da SLC Alimentos.
As marcas estarão à disposição dos consumidores conforme ocorrer a reposição dos estoques.
Para o presidente do Conselho Administrativo do Instituto Brasileiro do Feijão, Marcelo Eduardo Lüders, o selo vai ajudar o consumidor a comprar. “O 100% Feijão vai garantir, primeiro, a qualidade, segundo a constância ao longo do tempo desta qualidade”.
O selo estará estampado nas embalagens de feijão para facilitar a identificação das marcas que se preocupam com as boas práticas de fabricação e garantir a classificação correta do alimento na embalagem do produto, o que confere segurança ao consumidor.
As informações são da assessoria de imprensa do Instituto Brasileiro do Feijão.
Fonte: Agrolink
Notícia publicada em 02/09/10
- 01:26:07
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| OPINIÃO - Perde-se de um lado, ganha-se de outro |
Postada em 03/09/10
O arroz com feijão tem um companhamento de peso no prato do brasileiro: o frango. Grelhada, frita, assada ou ensopada, a carne mostra potencial para desbancar a tradicional mistura. A demanda justa por feijão pode ficar ainda mais apertada, potencializando os estragos de perdas climáticas, retrata a edição de hoje do Caminhos do Campo.
A redução do consumo de feijão nas últimas três décadas fez sumir boa parte da demanda por esse alimento. No arroz, houve recuo acentuado nos últimos dez anos. Por outro lado, o frango ganhou espaço na disputa com a leguminosa e o cereal. A explicação está no aumento da renda, que permite às pessoas consumirem mais carne, e também na produção industrial de aves, que barateou o produto.
O Paraná, que disputa palmo a palmo com Santa Catarina a liderança na produção e na exportação de carne de frango, é um dos principais beneficiados pela mudança verificada no cardápio nacional. Apesar de ser líder no feijão, ganha mais dinheiro com a produção de aves. Além disso, o consumo de frango cresceu bem mais do que a queda verificada na leguminosa. O recuo no consumo de arroz é mais sentido pelo extremo sul. O produtores gaúchos, sim, têm motivos para reclamar.
Essas mudanças mostram que o setor produtivo tem razão para ficar atento às tendências do consumo interno. Qualquer mudança de hábito que reduza em um quilo per capita/ano a demanda por algum alimento provoca impacto de 200 mil toneladas. Esse volume representa 37% do feijão que o Paraná, líder nessa cultura, espera colher no ciclo das águas – o mais importante dos três plantios anuais. Preto ou carioca, no entanto, o alimento teria chegado a um ponto de equilíbrio, dizem os especialistas, pelo próprio valor nutritivo que possui.
Notícia publicada em 02/09/10
Fonte: Gazeta do Povo - Editorial: Caminhos do Campo
- 01:14:26
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| Aprovado zoneamento agrícola para feijão caupi no Piauí e Maranhão |
Em,31/08/10
Brasília - Entre as orientações divulgadas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) para prevenir perdas na lavoura por fenômenos climáticos está o zoneamento agrícola. As recomendações para o plantio do feijão caupi no Piauí e Maranhão foram publicadas nas portarias 290 e 291, no Diário Oficial da União desta terça-feira, 31 de agosto.
Cultivado principalmente no semiárido e em pequenas áreas da Amazônia, o feijão caupi, conhecido também como feijão-de-corda ou macassar, é fonte de proteínas e alimento básico de grande parte da população do Nordeste. São desaconselhados os solos com profundidade inferior a 50 centímetros ou pedregosos. O caupi desenvolve-se bem em temperaturas médias anuais entre 18ºC e 34ºC e exige um mínimo de 300 mm de precipitação (chuva) ao longo do ciclo vegetativo.
Dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) indicam que a produção do feijão em 215 mil hectares no Piauí alcançou, no ano passado, 35,4 mil toneladas. O Maranhão produziu 31 mil toneladas em 85 mil hectares.
Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
- 20:41:49
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| RS - Estado reduz área e safra deve recuar 4,8% com La Niña |
Em, 31/08/10
A expectativa de ocorrência do fenômeno La Niña e a perda de espaço de culturas como o milho e o feijão podem levar a um recuo na safra de grãos no Rio Grande do Sul no período 2010/2011, segundo previsões iniciais anunciadas ontem na Expointer pela Emater/RS. A colheita das principais culturas - soja, milho, arroz e feijão - deve somar 21,9 milhões de toneladas, 4,8% a menos do que foi colhido na safra recorde deste ano. As análises levam em conta o desempenho de cada cultura nos últimos dez anos, considerando os avanços tecnológicos dos produtores no período.
Com 356 municípios pesquisados, 83% do universo a ser cultivado nesta safra, os primeiros números indicam que o milho terá queda na área de plantio, saindo de 1.151.397 hectares em 2009/2010 para 1.145.677 hectares em 2010/2011. O feijão deve passar de uma área semeada de 77.202 hectares para 74.012 hectares. A queda na área cultivada do milho é projetada em função do comportamento da soja, que deve ocupar parte da área do cereal na próxima temporada.
O diretor-técnico da Emater-RS, Alencar Rugeri, disse que os preços mais baixos do milho tiveram pouca influência na intenção dos produtores de substituir o cereal pela soja. “A rotação de culturas é tradicionalmente realizada pela maioria dos produtores do Estado, por isso, o plantio de milho não terá uma redução de área significativa”, afirmou.
Apesar dos números negativos, a safra de verão do Estado deverá manter a área de cultivo, com 6.412.682 hectares, 1% maior do que a do ano passado. As culturas que prometem colaborar para o pequeno aumento são o arroz e a soja, com aumento de 4,2% no arroz, passando de 1.099.082 hectares em 2009/2010 para 1.145.677 hectares em 2010/2011, o que revela estabilidade na área de cultivo.
Em relação à soja, a área de plantio estimada é de 4.083.908, frente aos 4.021.878 hectares cultivados no ano passado, um acréscimo de 1,5%. Apesar do aumento de área semeada, a cultura deverá ser uma das mais prejudicadas caso a ocorrência do La Niña se confirme, aponta a agrometeorologista da Fepagro Bernadete Radin. “A tendência é de quebra, porque há uma correlação histórica entre o fenômeno e as condições climáticas secas no início e na metade da temporada agrícola na Argentina e no Sul do Brasil”, considera.
A especialista lembra que quando o fenômeno ocorre, o volume de chuvas no Estado cai, prejudicando culturas como o milho, a soja e o feijão. Em compensação, cultivos como o arroz podem ser beneficiados, já que a cultura é desenvolvida em áreas inundadas. “O La Niña faz a radiação ficar mais forte, acelerando a fotossíntese, o que para a cultura é ótimo”, explica.
De acordo com Rugeri, a Emater está recomendando aos produtores que façam o plantio escalonado para reduzir os efeitos do clima nas lavouras. Segundo ele, os agricultores estão usando mais tecnologia no plantio, o que pode ajudar a reduzir eventuais perdas, mesmo em anos de estiagem. “O uso do plantio direto, irrigação e sementes com variedades diferentes está melhorando os índices de produtividade dos grãos do Estado”, disse. Rugeri estima que, neste ano, 95% das sementes de soja utilizadas pelos agricultores serão transgênicas.
Fonte: Jornal do Comércio
- 19:33:25
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| Área com plantio de soja cresce 3% no Paraná mas safra de grãos será menor |
Em, 30/08/10
A safra de verão 2010/11 no Paraná poderá ficar em torno de 7% inferior à safra anterior (2009/10) na produção dos três grãos mais cultivados no Estado que são a soja, o milho e o feijão. A primeira estimativa de safra, divulgada nesta segunda-feira (30) pela Secretaria da Agricultura e do Abastecimento, aponta para a estabilidade na área plantada com grãos no Estado em 5,6 milhões de hectares. A produção pode cair de 21,4 milhões de toneladas de grãos, colhidos na safra 2010, para 19,9 milhões de toneladas, que serão colhidos na safra 2011.
O secretário da Agricultura e do Abastecimento, Erikson Camargo Chandoha, justificou essa queda em função do agricultor paranaense consolidar sua opção pelo plantio da soja no verão e o milho no período da safrinha. Essa decisão influencia no resultado final do volume de produção, já que o rendimento da soja equivale a 50% do rendimento do milho. Em decorrência da opção do produtor paranaense, a área de cultivo de soja deverá crescer 3% no Estado.
Chandoha disse estar preocupado com o comportamento do clima durante o desenvolvimento da safra que começa a ser plantada em todo o Estado. Conforme os principais institutos de pesquisa climatológicas do País, esse ano deve predominar a corrente conhecida como La Niña, cujos efeitos mais perversos são o de seca na região Sul do País. O secretário orienta o agricultor a se proteger e adotar técnicas e cultivos mais resistentes à escassez de chuvas para evitar perdas drásticas para a agropecuária do Estado. Ele estava acompanhado do diretor do Departamento de Economia Rural (Deral), Francisco Carlos Simioni, órgão encarregado de fazer as previsões oficiais de safra no Paraná durante a apresentação dos números da pesquisa à imprensa.
A pesquisa de campo, feita pelos técnicos do Deral, indica que este ano o produtor vai ampliar a área plantada com soja que cresce de 4,4 milhões de hectares para 4,5 milhões de hectares. A produção esperada pode apresentar queda de 1%, dependendo do comportamento do clima, que equivale a uma redução 200 mil toneladas no volume de produção, que cai de 13,9 milhões de toneladas para 13,7 milhões de toneladas.
O aumento na área plantada com soja já representa a opção do agricultor para se proteger de possíveis efeitos do clima mais seco, disse Chandoha. Segundo ele, o produtor analisa em sua intenção de plantio a liquidez da soja, que é atrelada ao mercado internacional, o custo de produção inferior ao cultivo de milho, o manejo durante todo o desenvolvimento da cultura e menos risco climático, já que a planta é mais resistente à falta de umidade se comparada o milho.
Segundo tendência verificada pelo Deral, os produtores estão migrando do cultivo do milho para a soja e o feijão, culturas que estão apresentando mais rentabilidade econômica. A pesquisa aponta que a área cultivada com feijão das águas cresce 8%, avançando de 320,1 mil hectares plantados na safra 2009/10 para 344,9 mil hectares que serão plantados na safra 2010/11. A produção esperada é 19% maior, devendo passar de 485,6 mil toneladas colhidos na safra anterior para 579,8 mil toneladas que poderão ser colhidas na próxima safra.
Segundo Chandoha, os produtores de feijão estão animados com os preços de comercialização em torno de R$ 61,35 a saca de 60 quilos, valores que estão acima dos custos de produção.
Enquanto a área plantada com soja e feijão aumenta, a pesquisa do Deral detectou uma redução de 15% na área de plantio de milho da safra de verão, que cai de 900 mil hectares plantados na safra passada para 762 mil hectares na próxima safra. Pelo segundo ano consecutivo, é a menor área plantada desde a década de 70. A redução na área plantada em relação à safra passada é de 138 mil hectares.
Com área plantada menor, a produção deverá cair em torno de 20% que equivale a um volume de 1,3 milhão de toneladas. A produção, que alcançou 6,8 milhões de toneladas na safra de verão do ano passado, deverá atingir em torno de 5,5 milhões na próxima safra.
Nos últimos 5 anos, observa-se a tendência de substituição de áreas de plantio de milho na primeira safra, por soja, e crescimento da área cultivada com milho na segunda safra (safrinha). O produtor leva em consideração o maior risco climático e os tratos culturais e manejo das lavouras de soja são mais fáceis do que para o milho.
Apesar na redução na área plantada com milho na primeira safra, observa-se um crescimento da produtividade da cultura. Desde o início da década de 2000, a produtividade média do milho no Paraná evoluiu de 5.500 quilos por hectare para 7.600 quilos por hectare. Esse avanço aconteceu em decorrência da eficiência dos produtores que vêm utilizando mais tecnologia, com novas variedades de plantas e utilizam técnicas como plantio direto e manejo adequado do solo.
Outras culturas com cultivo em crescimento no Paraná, em função da diversificação das propriedades agrícolas são a batata das águas, com 12% de aumento na produção; cebola com 20% de aumento; tomate com 18% de crescimento e mandioca com 9% de aumento na produção.
CLIMA - A incidência do fenômeno La Niña, que deve predominar este ano, se caracteriza por um período de escassez de chuvas nos próximos meses. Segundo Chandoha, a preocupação é a redução das chuvas na primavera e no verão, justamente quando as lavouras necessitam de maior concentração de umidade para o seu desenvolvimento.
Diante desta ameaça, o secretário recomenda ao produtor não descuidar das técnicas preconizadas pela pesquisa agronômica como o plantio escalonado, seguir com atenção as recomendações da pesquisa e da assistência técnica, seguir o zoneamento agrícola e se possível, construir reservatórios para captação de água para armazenagem e utilização nos períodos pico de seca.
Fonte: Agência Estadual de Notícias - Paraná
- 23:30:27
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| CLIMA - Estiagem deverá atrasar plantio de grãos |
Em,30/08/10
Uma rápida consulta na página do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) no início da noite de quinta-feira (26/08) não deixava dúvidas. De uma lista de 11 Estados do país, todos apareciam com baixa umidade relativa do ar. Gravíssima em metrópoles como São Paulo e rastilho para incêndios em diversos pontos do país, a situação já interfere na produção agropecuária nacional. Não seria nada muito preocupante se fosse chover amanhã. Mas, como isso não vai acontecer, o campo começa a se preparar para dias piores.
Grãos - No segmento de grãos, é possível dizer que a falta de chuva até agora foi inclusive benéfica em alguns casos. O trigo, plantado no inverno, teve sua colheita acelerada no Sul e passou a correr menos risco de embolorar. O milho safrinha semeado no Paraná já foi todo colhido e não sofreu, enquanto em São Paulo os trabalhos também já estão quase finalizados. Outro produto que já está com a colheita acelerada é o café, e a seca na fase final da safra colabora para a fermentação ideal do grão.
Mudança - Daqui para frente, contudo, o cenário muda. Se persistente, o déficit hídrico afetará a florada das próximas safras de café e laranja, reduzirá a produção de cana - e esta já sente os efeitos adversos da estiagem -, reduzirá a oferta de lácteos e aumentará a de boi e adiará o início do plantio da próxima safra de grãos de verão, programado para meados de setembro. Esta possibilidade já virou uma probabilidade concreta, e para tornar-se uma certeza falta quase nada.
Estiagem - Diferentemente do que aconteceu no ano passado, quando as chuvas antecipadas permitiram o início do plantio de grãos na segunda quinzena de setembro no Centro-Oeste, agora não há chuvas no horizonte até a segunda quinzena de outubro. Ou seja, o clima quase ideal que garantiu a produção recorde de grãos na safra 2009/10 não se repetirá, o que poderá prejudicar muitos produtores, sobretudo os da região Sul, ainda que tenha potencial para garantir aumento de preços para quem tiver produto para vender.
Irregular - Mesmo com o início das precipitações a partir da segunda metade de outubro, as chuvas serão irregulares, o que poderá forçar alguns produtores de grãos a fazer o chamado "replantio", o que obviamente eleva custos e achata margens. "Nesta safra teremos os efeitos da La Ñina, que se reflete no atraso do início do período chuvoso no Brasil. Nessa fase inicial de plantio, não será difícil encontrar agricultores que registrarão chuvas em suas propriedades e vizinhos que estarão secos", diz Marco Antônio dos Santos, agrometeorologia da Somar Meteorologia.
Colheita - Se o plantio no Centro-Oeste poderá ser prejudicado pelo atraso das chuvas, a colheita também pode ser influenciada negativamente - neste caso, entretanto, devido ao excesso de precipitações. Chuvas na colheita impedem a entrada das máquinas nas lavouras e elevam a umidade das plantas, atrasando os trabalhos e colocando em risco a produtividade.
PR e RS - No Paraná e no Rio Grande do Sul, não são esperados problemas para o plantio, mas para o período de desenvolvimento das culturas de verão. Na avaliação de Santos, o plantio acontecerá normalmente em outubro, mas durante o verão, quando a soja está no meio de seu desenvolvimento nos Estados do Sul, é esperada a interrupção das chuvas e o início de uma estiagem na região. "No caso do Rio Grande do Sul, os agricultores atrasaram o plantio do trigo no inverno por conta de um período de estiagem. Isso vai fazer com que o plantio da soja ocorra a partir de novembro, mas já existe a previsão de que no verão essas chuvas parem", diz Santos.
Fonte: Valor Econômico
- 23:16:22
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| FEIJÃO - Produtores que dependem da irrigação sofrem prejuízo com a seca |
Em,30/08/10
Casa Branca, uma das maiores cidades do estado de São Paulo com áreas irrigadas, está sem chuvas há 84 dias e a situação já causa prejuízo aos produtores rurais.
O produtor rural Luís Roberto Trevisan usa a irrigação na plantação de 100 hectares de feijão. O sistema era usado só uma vez por semana, mas agora é usado três vezes.
Adriana Correia é engenheira agrônoma e explica que se a planta não receber a quantidade de água necessária a produtividade pode cair em até 80%. “Não vai conseguir ter a florada e não vai conseguir formar vagem”, disse.
Para o feijão, o ideal é um clima balanceado. “Seria uma chuva a cada 15 dias”, completou a engenheira agrônoma.
Casa Branca é considerada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) a segunda cidade com a maior área irrigada de todo o Estado de São Paulo. Os agricultores já estão acostumados a gastar muito com água e energia elétrica, para movimentar os pivôs. Apesar disso, somente neste mês de agosto, os custos de produção já subiram 30% por causa do tempo seco.
No mês passado, a produção de um único hectare de feijão saia para o produtor Luis Trevisan por R$ 2,8 mil. Agora, este valor chega a R$ 3,5 mil. Só a conta de energia de um dos cinco sistemas de irrigação, saltou de R$ 3 mil para R$ 10,5 mil.
Em uma outra fazenda, o gasto com eletricidade dobrou. Os 400 hectares de batata precisam agora ser irrigados duas vezes por semana. Sem poder repassar o aumento dos custos para o consumidor, porque tem muito produto no mercado, o produtor Celso Rocheto vai arcar com o prejuízo.
Fonte: EPTV
- 23:12:50
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| DICAS - Armazenagem do feijão |
Em, 30/08/10
Todo produtor de feijão tem que tomar um cuidado enorme para não deixar o grão "carunchar". Seu Alex de Souza, de Betim, Minas Gerais, está sofrendo com esse problema na hora de armazenar os grãos. Outra preocupação dele é que o feijão carioca, acaba escurecendo com o passar do tempo. Seu e-mail foi levado para especialistas da Embrapa Arroz e Feijão.
Priscila Bassinello, agrônoma da Embrapa explica porque o carioquinha escurece. “Reações químicas e enzimáticas que dão a cor escura durante o armazenamento, prinmcipalmente induzidas pelo calor. Isso faz com que ele perca a qualidade. Ele é um grão velho, que representa um grão duro”, diz.
“Existem duas espécies de caruncho, uma ocorre mais nas regiões quentes do Brasile outras mais nas regiões frias. O dano é semelhante. A fêmea coloca os ovos no grão de feijão, dos ovos nascem as larvas que desenvolvem dentro do grão e aí vira pulpa e nesta fase ela se transforma em adulto nascendo caruncho que vai infestar novos feijões”, explica Eliane Quintela, agrônoma – Embrapa.
O pequeno produtor pode armazenar os grãos dentro de uma garrafa pet. Dura pouco mais de um ano. Outra forma é colocar o feijão em latões e colocar uma vela acesa dentro do feijão. Isso faz com que o ar saia de dentro do latão. Quando não tiver mais ar a vela vai se apagar. Depois lacre a tampa com a cera da vela queimada.
O senhor viu aí, seu Alex, duas maneiras de guardar o feijão na pequena propriedade. Agora, para grandes quantidades, a defesa contra o caruncho é feita com gás venenoso, o que exige cuidado no manejo e convém pedir orientação especializada. Em qualquer um dos casos, o feijão deve estar seco para ser armazenado.
Fonte: Globo Rural
- 23:08:53
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| Cultivares de feijão-caupi a um passo do registro de patente |
Em, 26/08/10
As cultivares de feijão-caupi BRS Pajeú, BRS Aracê, BRS Tumucumaque, BRSJuruá, BRS Cauamé, BRS Potengi e BRS Itam, todas com produtividade média acima de uma tonelada por hectare, lançadas pela Embrapa Meio-Norte nos últimos três anos, estão a um passo do registro de patente no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.
Os descritores – características morfológicas, fisiológicas e bioquímicas para identificação e diferenciação de cultivares à proteção intelectual – foram publicados no Diário Oficial da União no dia 20 deste mês. No Brasil, para uma instituição de pesquisa solicitar a proteção intelectual de cultivares é necessário a publicação dos descritores.
As Unidades Amapá, Amazônia Oriental, Amazônia Ocidental, Agroindústria de Alimentos, Rondônia, Agropecuária Oeste, Tabuleiros Costeiros e Roraima, todas da Embrapa, além da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte, Instituto Agronômico de Pernambuco e a Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola, tiveram participação decisiva na publicação dos descritores, contribuindo com informações.
A proteção intelectual das cultivares desenvolvidas, segundo o chefe da Assessoria de Inovação Tecnológica da Embrapa, Filipe Geraldo Teixeira, tem três eixos de importância: obter recursos para reinvestir em pesquisa e desenvolvimento; garantir a propriedade sobre o material; e o reconhecimento intelectual da instituição e de seus melhoristas.
Ele esclarece, no entanto, que a proteção de uma cultivar não obriga a Embrapa a “cobrar royalties dos produtores, em que pese o fato de que algumas culturas apresentam seu foco voltado para o desenvolvimento social”.
Filipe Geraldo Teixeira lembra que a Deliberação de número 22, de 02 de julho de 1996, da Diretoria Executiva da Embrapa, estabelece que a instituição busque a proteção intelectual de todos os processos e produtos gerados de sua atividade de pesquisa. Neste item estão incluídas as cultivares obtidas nos programas de melhoramento.
Fonte: Embrapa Meio-Norte.
- 23:28:35
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