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PESQUISA - Feijão em debate na Embrapa Clima Temperado
Em,29/07/10

A Região Sul é a maior produtora de feijão do país, cultivando 30% da área total e produzindo mais de um milhão de toneladas. Para debater e conhecer os resultados das pesquisas com feijão, acontece hoje, 29 de julho de 2010, na Sede Embrapa Clima Temperado a X Reunião Sul Brasileira de Pesquisa do Feijão. O evento reúne pesquisadores, estudantes, professores e técnicos da extensão rural e é realizado a cada dois anos, sendo organizado de forma rotativa por instituições de pesquisa da Região Sul do Brasil. É considerado o mais importante encontro regional relacionado a cultura.

Essa edição da reunião está sendo organizada pela Comissão Técnica Sul Brasileira de Pesquisa do Feijão, coordenada pela Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri). Na ocasião, será disponibilizada a publicação Informações técnicas para o cultivo de feijão na Região Sul brasileira.

Em paralelo a reunião, serão apresentados os resultados dos ensaios de avaliação de linhagens e cultivares de feijão desenvolvidas pelas empresas de pesquisa e universidades da Região Sul, possibilitando a recomendação de novas cultivares por parte das instituições de pesquisa participantes da rede de pesquisa.

A partir deste evento, em função do calendário estabelecido, a coordenação passará para a Embrapa Clima Temperado, para os próximos dois anos.

Mais informações através dos telefones (53) 3275-8434 e (48) 3239-5545 ou visite o site da Embrapa Clima Temperado.

FONTE: Embrapa Clima Temperado

- 23:11:54
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Bayer CropScience lança conceito Muito Mais Manejo
Em, 28/07/10

A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) classifica as plantas daninhas como o inimigo

A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) classifica as plantas daninhas como o inimigo natural número um dos agricultores. Segundo a FAO, essas plantas podem trazer perdas na produção global de alimentos de até U$95 bilhões, enquanto os danos causados por doenças e insetos chegam a U$85 bilhões e U$46 bilhões, respectivamente.

Atenta a esta tendência e preocupada em oferecer soluções inovadoras aos produtores, a Bayer CropScience mais uma vez mostra seu perfil inovador e lança o Muito Mais Manejo, conceito desenvolvido pela empresa e que tem como objetivo levar aos agricultores informações sobre práticas agrícolas que auxiliem na tomada de decisão do melhor manejo a ser realizado, evitando que a resistência se instale e haja perdas econômicas.

"A Bayer CropScience acredita que o manejo integrado de plantas daninhas não está baseado apenas no controle da planta daninha resistente já instalada, mas diz respeito também à integração de diferentes práticas que, de forma conjunta, ajudam a reduzir a competitividade das plantas daninhas e limitam sua disseminação", diz Alessandra Fajardo, gerente de produto herbicidas da Bayer CropScience.

A empresa oferece um portfólio de herbicidas que inclui soluções para diversas culturas e com diferentes modos de ação. "Dentro do Muito Mais Manejo recomendamos a rotação de culturas e de herbicidas, medidas que ajudam a diminuir a resistência das plantas daninhas", completa Alessandra.

A crescente resistência de plantas daninhas é um tema que sempre recebeu a atenção da Bayer CropScience e, no início deste ano, a empresa realizou em Miami, Estados Unidos, a Primeira Conferência Pan-Americana sobre Plantas Daninhas. Na ocasião, cerca de 200 pesquisadores das Américas do Norte e Latina trocaram experiências sobre o assunto, promovendo a divulgação de soluções práticas e sustentáveis.

Sobre as soluções Bayer CropScience

Com o manejo realizado de forma integrada e de forma bem planejada, o produtor poderá obter mais produtividade de sua lavoura, E é esta a proposta do conceito Muito Mais Manejo, em que a Bayer CropScience oferece soluções e ferramentas, para que o produtor faça o manejo de plantas daninhas no momento ideal de controle, nas culturas de verão e de inverno, ao longo do ano.

Fazem parte do Muito mais Manejo:

Finale é um herbicida altamente eficaz no controle de plantas daninhas, inclusive no sistema de plantio direto. É aplicado na dessecação de plantio para o controle de plantas daninhas especialmente o da buva resistente ao glifosato.

Soberan é um produto do mercado capaz de controlar o mato que compete com a lavoura sem prejudicar as plantas de milho, conforme estudos realizados por importantes entidades de pesquisa do Brasil. Sua ação ocorre rapidamente, com apenas uma aplicação. Herbicida de alta performance, o produto é sistêmico e controla, em pós-emergência, folhas estreitas e folhas largas. O Soberan pode ainda ser utilizado em qualquer tipo de milho grão, incluindo os cultivares de milho para pipoca, doce e ceroso.

Hussar é um herbicida recomendado para o controle de plantas daninhas que comprometem a produtividade das lavouras, pois competem diretamente com a planta de trigo por água, luz e nutrientes. O maior diferencial do Hussar é o controle tanto de folhas largas quanto estreitas. Isso diminui o mato que compete com a planta de trigo e, como consequência, viabiliza que a lavoura se desenvolva melhor e produza mais.

Tecnologia LibertyLink - nova variedade de sementes de algodão, que chegou para revolucionar o controle de plantas daninhas na cultura algodoeira, sendo uma importante ferramenta para os cotonicultores brasileiros que podem obter uma fibra de mais qualidade com o melhor manejo das plantas daninhas e dificultam a colheita de uma pluma mais limpa. O Algodão LibertyLink permite o uso seletivo de herbicida à base de glufosinato de amônio para o controle de plantas daninhas, que compromete a qualidade de pluma e a produtividade da lavoura por competir com a planta de algodão por espaço, luz, água e nutrientes.


Fonte: Bayer CropScience
- 22:43:32
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SP - Produção do feijão cai e preço sobe em relação à ultima safra
Em, 28/07/10

Os produtores de feijão de Guaíra começaram a colheita do feijão com uma estimativa de safra 15% menor, o equivalente a 80 mil sacas a menos. O motivo é a diminuição da área plantada em 15%, de 12 mil hectares para 10 mil.

“Houve um desestímulo do produtor em função do preço (da safra passada), além de outras variáveis como a entrada do plantio de tomate e do milho verde na região, então houve redução”, afirma o presidente do Sindicato Rural de Guaíra, José Eduardo Lelis.

A diminuição da oferta fez o preço do feijão subir 36% e o produtor está recebendo R$ 110 pela saca, R$ 40 a mais que na safra passada.

“Esse ano o preço está melhor e, a produtividade está razoável, então vai dar uma rentabilidade melhor do que no ano passado”, diz o. produtor Antônio de Pádua.


Fonte: EPTV


- 22:34:37
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Câmara Setorial do Feijão discute propostas de legislação
Em, 27/07/10

O andamento de três propostas de instruções normativas para a cadeia produtiva do feijão será apresentado pelo Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Dipov/Mapa), em reunião extraordinária da câmara setorial, nesta terça-feira (27). As discussões serão das 14 às 17 horas no térreo do edifício-sede do ministério, em Brasília.

Serviço

1ª reunião extraordinária da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Feijão

Data: 27.7.2010

Horário: das 14 às 17 horas

Local: Sala de reunião no térreo do edifício-sede do Mapa - Brasília/DF


Fonte: Agrolink
- 22:34:29
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AGF - Produtor se rende à Conab e recolhe feijão
Em, 27/07/10

Pitanga e Curitiba - No desfecho da queda de braço entre produtores de feijão e a Companhia Nacional de Abas­tecimento (Conab), os agricultores estão se rendendo e recolhendo o produto que davam como vendido para a estatal. Para a Conab, o funcionamento do sistema de compra não vem sendo bem compreendido pelo setor. Os agricultores reclamam de prejuízos.

O caso do produtor Mauricio Stipp, de Pitanga (Centro do estado), é emblemático. Ele encaminhou a documentação de 310 sacas de feijão seguindo orientações da Conab mas, depois de cinco meses de espera para receber cerca de R$ 26,3 mil do Programa de Aquisição do Governo Federal (AGF), teve a informação de que a venda não foi confirmada. Nesse período, no entanto, precisou gastar com armazenamento e transporte do feijão.

A ‘peregrinação’ de Stipp começou em fevereiro, quando ele entregou as sacas de feijão em um armazém em Cruzeiro do Oeste acreditando que teria o produto adquirido pelo governo federal. Porém, além de não receber, ele foi obrigado a buscar o produto e ter de vender a um preço abaixo do valor de mercado. “Para não ter ainda mais prejuízos, tive de vender a saca a R$ 50. Perdi cerca de R$ 10,7 mil por causa de uma promessa não cumprida”, reclama Stipp.

Ele conta que a devolução do feijão aconteceu mesmo após a emissão de nota ao produtor. “A Conab ordenou a devolução com a alegação de que não tinha dinheiro para pagar pelo feijão entregue. O que aconteceu foi uma grande injustiça com o produtor rural.”

O outro lado

A Conab informa que os produtores estão confundindo intenção de compra com compra efetiva no programa de AGF. Segundo a companhia, quando o governo anuncia abertura de AGF, os produtores começam a padronizar o produto e a enviar a documentação para a unidade de Curitiba, mas isso não garante a conclusão das operações.

Para que a venda se concretize, seria necessária confirmação e disponibilidade de recursos. Quando Brasília não envia recursos para a Conab em Curitiba pagar o produto oferecido pelos produtores, a operação pode ser suspensa, informa o superintentende Lafaete Jacomel. “Não trabalhamos com dinheiro em caixa.”

A Conab anunciou em fevereiro deste ano, no Paraná, que compraria até 260 sacas de feijão por produtor. A primeira leva de recursos de Brasília chegou em março. No entanto, em abril, os preços do alimento começaram a subir. Como o mercado estava pagando preços que cobriam custos, a intervenção foi suspensa, relata Jacomel.

Atualmente, a Conab tenta vender parte do feijão que comprou na última temporada. Um lote de 21 mil toneladas (5 mil com origem no Paraná) é ofertado deste junho, mas não encontra interessados. A companhia tem 164 mil toneladas de feijão estocadas – metade no Paraná. A operação não se concretiza mesmo com o preço de R$ 82 por saca, abaixo da média do mercado. Os compradores dizem que, considerando a qualidade do produto, o feijão da Conab está caro. A companhia alega que não baixa ainda mais o preço para não servir de exemplo e prejudicar os produtores.

O preço da saca do feijão de cor pago ao produtor no Paraná caiu R$ 5 de maio para junho e entra nesta semana valendo R$ 10 a menos que no mês passado, na faixa de R$ 88 (feijão carioca).

Ação

Revoltado com a situação, Stipp pretende entrar com uma ação para tentar reverter seus prejuízos. “Só entreguei o produto porque o governo assumiu o compromisso de que compraria. Vou entrar com uma ação contra o governo.” Ele garante que, se soubesse que a produção seria devolvida, não teria feito investimentos no beneficiamento, classificação, transporte e armazenamento.

“Perdi tempo e dinheiro. Por não receber, deixei de plantar a cultura de inverno e na próxima safra vou ter dificuldades em adquirir os insumos”. Stipp lembra que o prejuízo serviu de lição. “Somente vou negociar com garantias concretas do governo.” Em sua avaliação, o programa de garantia de preços mínimos se volta contra o produtor quando as compras não são confirmadas.


Fonte: Gazeta do Povo


- 22:19:40
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Reunião de Pesquisa do Feijão da Região Sul acontece nesta semana
Em, 26/07/10

No dia 29 de julho, acontece em Pelotas na Embrapa Clima Temperado a X Reunião Sul Brasileira de Pesquisa do Feijão. O evento é realizado a cada dois anos, sendo organizado de forma rotativa entre Instituições de Pesquisa do Sul do Brasil. Considerado um dos mais importantes seminários do Sul do Brasil relacionados à cultura.

O evento é organizado pela Comissão Sul Brasileira de Pesquisa do Feijão, que atualmente é Coordenado pelo Pesquisador Haroldo Tavares Elias da Epagri. Neste evento será lançado a publicação "Informações técnicas para o cultivo de feijão na Região Sul brasileira".

Além disto, durante a reunião serão apresentados os resultados dos ensaios de avaliação de linhagens e cultivares desenvolvidas pelas Empresas de Pesquisa, Universidades do Sul do Brasil.

A região Sul do Brasil é a maior produtora de feijão do país, cultiva 30% da área total, produzindo mais de um milhão de toneladas.

Mais informações: (48) 3239.5545 (Haroldo Elias) ou (53) 3275.8434 (Irajá Antunes)


Veja a programação preliminar:

Dia 29/07/2010 – QUINTA-FEIRA

08:30 - 09:00 - Inscrições
09:00 - 9:30 - Sessão de abertura – Chefia Geral Embrapa Clima Temperado
09:30 – 12:00 - Reunião Ordinária da Comissão Técnica Sul Brasileira de Feijão - CTSBF
09:30 - 10:30 - Sessão Plenária: Abertura da Reunião Ordinária da CTSB-Feijao pela atual Presidência
- relato das atividades realizadas;
- posse da nova Presidência e da nova Secretaria
- discussão da agenda da reunião
10:30 -11:10 - Estabelecimento das subcomissões (Genética e Melhoramento, Fitotecnia, Fitossanidade, Transferência de Tecnologia e Sócio-economia, Tecnologia de sementes e outras)
- apresentação de credenciais dos representantes das instituições nomeadas no Regimento da CTSBF
- indicação dos coordenadores e secretários das subcomissões técnicas
11:10 - 12:00 - Reunião das subcomissões para discussão das matérias respectivas, incluindo a nova etapa das Indicações Técnicas para o Cultivo do Feijão na Região Sul

12:00 - 13:30 – Intervalo para almoço

13:30 - 14:30 - Sessão plenária da CTSBF: Apresentação e votação das resoluções das subcomissões
14:30 - 16:30 - Apresentação dos resultados obtidos no ensaio de determinação do VCU Sul brasileiro safras 2008/2009, 2009/2010 , conduzidos no Rio Grande do Sul( Fepagro, UFSM, Embrapa Clima Temperado), Santa Catarina( Epagri, Udesc, Unoesc), Paraná( Iapar, Cefet-Pato Branco, UEM), São Paulo(IAC) e Goiás( Embrapa Arroz e Feijão).
16:30 - 17:00 - Planejamento do ensaio de VCU Sul Brasileiro safra 2010/2011 e 2011/2012
17:00 - 17:15 - Indicação da entidade coordenadora da XI Reunião
17:15 -17:30 - Encerramento


Haroldo Tavares Elias
Coord. da Comissão Técnica Sul Brasileira de Feijão

Irajá Antunes
Embrapa

Fonte: Cultivar
- 22:13:54
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FEIJÃO - Mais diversificada, Zona Cerealista já não é a mesma
Em, 26/07/10

O mercado na Zona Cerealista está mudando. Ali perto, do outro lado do rio Tamanduateí, está o Mercadão e a rua 25 de Março, que atraem mais clientes para a região. O varejo cresce e uma grande variedade de produtos começa a dividir espaço com a tríade - feijão, batata e cebola - antes dominante. As grandes redes de supermercado e as tecnologias da informação reduziram a importância dos corretores e atravessadores, principalmente os de feijão.



Ricardo Cian Flone, sócio de um dos armazéns de batata da região, acredita que, para quem trabalha com batata e cebola, ainda é um bom negócio ter armazéns na Zona Cerealista e ser atravessador. Não há armazéns vazios naquela rua. Só ele vende 25 mil sacos de batata e 15 mil sacos de cebola por mês. Fornece principalmente para supermercados grandes, mas de uma loja só, e para cozinhas industriais. As grandes redes de varejo normalmente não têm intermediários.



Para o feijão, a mudança é mais intensa e perceptível. No passado, todo feijão passava pela Zona Cerealista antes de chegar aos mercadinhos da cidade. Com os grandes supermercados, a história é outra, pois estes, muitas vezes, compram diretamente do produtor.



Os armazéns do local, em grande parte empresas familiares, surgiram numa época em que os mercados também eram familiares e o Pão de Açúcar - hoje um dos maiores varejistas do país - era apenas uma padaria.



O armazém D. Tradição, além de estocar as sacarias de feijão, tem máquinas para limpar e embalar. Fornece principalmente para o feijão Caldo Nobre, um dos maiores compradores do grão da Zona Cerealista.



Daniel Dunda Xavier, que comprou o armazém há dois anos e criou a D. Tradição, começou a trabalhar no Brás em 1987 na Comércio e Importadora di Grassi Ltda, empresa que deixou a região com as recentes mudanças.



Na balança da Zona Cerealista, fica claro a diminuição de movimento de entrada de feijão. "Isso aqui está deserto", observa Antônio de Souza, responsável pela pesagem. Quando ele chegou de Itaporanga, há 35 anos, pesava manualmente de 300 a 400 caminhões por dia. Hoje, com pesagem eletrônica, não passam de 25 caminhões por dia.



Já o saqueiro André Cristiano da Silva, que passava suas primeiras manhãs em São Paulo na "pedra" com outros quarenta "saqueiros" esperando por trabalho, surpreende-se em ver que naquela mesma esquina não se reúnem hoje em dia mais do que 10.



"[A bolsinha] está morrendo", afirma o corretor Edison Perli. "Acho que toda a venda [de feijão] será direta." Ricardo Cian Flone, do armazém de batatas e cebola, só não investiu ainda no varejo de cereais e da ração humana, tão na moda atualmente, pois não achou um espaço adequado para alugar.



Cresce na Zona Cerealista o número de varejistas com produtos diversificados. Apesar da crise no ano passado, a tradicional varejista e atacadista Casa Flora cresceu 15%. Antônio Ailton Carvalhal começou o negócio há exatos 40 anos, focando em laticínios. Hoje trabalha com um grande número de produtos alimentícios e bebidas finas importados.



A Zona Cerealista está em transfomação, mas mantém sua mistura de cheiros do passado. Suas ruas, com menos caminhões do que antes, ainda têm carregadores com bolas de futebol murchas na cabeça para proteger a pele das longas horas de trabalho. Predominam os nordestinos e trabalhadores vindos do interior paulista. Os galpões são os mesmos, antigos, e na maioria das vezes tomados de pó. O mercado já foi maior, mais lucrativo, mas segue com altos e baixos, em constante transformação. E até os mais pessimistas continuam a trabalhar. (CB)



Fonte: Valor Economico


- 16:22:05
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Em São Paulo, a "bolsinha do feijão" resiste
Em, 26/07/10

Numa Zona Cerealista em transformação, cerca de 2 mil toneladas do grão são comercializadas por dia

Com as mãos cheias de feijão, compradores chacoalham o produto para saber se está seco, observam a cor para saber a qualidade e frescor. São cinco e meia da manhã no Brás e a "bolsinha de feijão" da Zona Cerealista está cheia, com feijão esparramado pelo chão, e os 27 corretores, que dela fazem parte há 10 anos, espalhados em baias nas extremidades do salão.

"Os pensadores do feijão estão ali", diz Elias Mello Saad José, diretor-tesoureiro da Bolsa de Cereais de São Paulo, órgão oficial do governo que fornece informações de preços de cereais para o governo e compradores, além de classificar e certificar produtos. "O dia em que isso acabar eu quero ver como vão ficar as coisas".

Apesar de não ser oficial, é nesse espaço que corretores expõem amostras de feijão de diferentes partes do Brasil, principalmente variações do carioca, e definem o valor do produto nacionalmente - o preço do feijão preto é definido no Rio de Janeiro.

Tudo funciona na base da oferta e procura. Na bancada de cada corretor, há pequenos saquinhos de papel com diferentes qualidades e o número de sacos de 60 quilos disponível anotado a caneta. Ainda que o consumo de feijão venha caindo nos últimos anos, todos os dias, quase dois milhões de quilos são comercializados na bolsinha.

A partir das 7 horas da manhã, os armazéns de feijão já estão a todo vapor para administrar a chegada do produto. Caminhões estacionam na frente dos grandes portões voltados para a rua e então os carregadores, ou "saqueiros", entram em ação. Boa parte dessa riqueza passa, literalmente, por suas cabeças, que equilibram os pesados sacos de 60 quilos das caçambas até as altas pilhas.

Nascido em Taquarituba, no interior de São Paulo, André Cristiano da Silva, 35 anos, trabalhava, até 2006, como bóia-fria, no meio e no fim de ano, alternando com a atividade de carregador. Apesar da experiência, quando se mudou para a zona cerealista demorou pelo menos uma semana para se adaptar ao ritmo de trabalho. Depois dos primeiros 15 dias parado, procurando emprego, começou a trabalhar tanto que nem sobrava tempo para tomar uma cerveja ou ouvir um samba. Chegava a virar 24 horas de trabalho. "Você apaga e continua andando. Você não sabe o cansaço", lembra.

O corretor Valdemar Ortega, eleito pelos corretores o administrador da "bolsinha de feijão", tem outro tipo de desafio: chegar todos os dias antes das cinco horas para organizar o início do "pregão". Além disso, precisa ficar antenado no decorrer das negociações, vendendo e atendendo o telefone para passar informações sobre preços e quantidades para gente do Brasil inteiro. Na última quinta-feira, a saca do feijão (carioca pérola/rubi/comercial) na bolsinha era cotada por R$ 85,00 a R$ 90,00.

O mercado de feijão é bastante volátil, principalmente por conta dos tradicionais altos e baixos da oferta no país. Na safra 2009/10, que está sendo comercializada, a produção está estimada em 3,34 milhões de toneladas, 4,5% menos que no ciclo passado.

Quando Ortega, nascido no Brás, começou com corretagem, em 1966, não existia um local concentrando o comércio, como a bolsinha, e o feijão era muitas vezes vendido a granel. Ele levava as amostras pelas ruas do bairro, passando nos armazéns e, às vezes, reunia-se com outros corretores em um bar.

Na época, os clientes passaram a procurar os corretores. Em mesas improvisadas para mostrar os produtos em dois ou três bares da rua Santa Rosa, Valdemar começou a dividir espaço com outros dez corretores, como Edison Geraldo Perli, que chegou, também de Taquarituba, em 1971. Perli abriu seu escritório na região em 1999, seguindo um processo de profissionalização que já ocorria havia alguns anos. Só ficou lá até o dia 2 de maio de 2000, quando foi inaugurada a bolsinha.

Como a maioria dos corretores da bolsinha, Perli começou a carreira "puxando feijão" para a zona cerealista. O corretor Nelson Lourenço, ou Topete, era caminhoneiro. Veio de Itapeva - como Taquarituba, também uma região produtora de feijão do Estado - para a bolsinha trabalhar com seu pai e depois substituí-lo. Segundo ele, essa "transição" de caminhoneiro para corretor ocorre pois o caminhoneiro conhece bem o mercado, o produtor e a zona cerealista. "É um cargo de confiança".

Mas o caminhoneiro Wilson Souza Carneiro, 51 anos, não pretende mudar de profissão. Há 30 anos no negócio de venda de feijão, ele gosta da estrada e sempre volta para Itararé para ver a esposa. Até vender o feijão, ele passa o tempo acompanhando o mercado na bolsinha, jogando baralho ou tomando cachaça. "Cheguei a ficar uma semana enroscado aqui", diz.

Quando o caminhão chega a um armazém, o motorista já está impaciente, ansioso para continuar viagem. Mas antes de se ver livre da carga, passa por uma balança destinada a cargas de feijão que chegam à zona cerealista.

Então, os carregadores fazem um furo em cada um dos sacos para comparar a qualidade, tipo, secura, cor do produto com os grãos da amostragem do contratante. Se o feijão é outro e o se o grão escureceu por conta da umidade na viagem, mandam o produto embora.

Quando o trabalho nos armazéns é grande, procura-se carregadores extras numa esquina conhecida como "pedra". André Cristiano da Silva freqüentou o ponto por oito meses até conseguir um emprego fixo com carteira assinada no armazém D. Tradição.

Por enquanto vai se manter como "saqueiro", mas pretende, daqui a alguns anos, mudar-se para Miguelópolis, na divisa com Minas Gerais, e começar um negócio próprio: abrir um lava-rápido.

Sem ter pisado numa escola, o carregador baiano Vivaldo Serafim dos Santos, 32 anos, ex-bóia-fria, não faz muitos planos além de continuar seu atual ritmo de trabalho, morando no dormitório de seu armazém junto com outros três saqueiros. José de Souza já tem 66 anos, é aposentado, mas não pensa em parar de carregar os pesados sacos de batata e cebola, produtos também comercializados nos armazéns da Zona Cerealista.

Fonte: Valor Econômico

- 08:16:35
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CNA estuda seguro contra a oscilação de cotações
Em, 22/07/10

A CNA estuda a criação de seguro para evitar a oscilação de preços ao produtor. A ideia está em formulação e deverá ser apresentada ao governo. De acordo com o consultor sênior da CNA, Roberto Brant, a meta é desenvolver mecanismo que garanta que o produtor tenha margem de lucro e não receba menos que o custo de produção. "O objetivo é o mesmo da Política de Garantia de Preços Mínimos. A diferença é que nunca há dinheiro necessário para a política e poucos produtores têm acesso", frisa.

A ideia é criar um fundo gerido por agência seguradora que contaria com verbas públicas e privadas. Os recursos seriam da União e dos produtores e o benefício concedido aos de pequeno e de médio porte. "Não se trata de esmola. Para continuar a produzir é preciso manter o agricultor no campo com rentabilidade." Brant ainda defendeu que melhores políticas públicas para o setor dependem de mudar a opinião da sociedade sobre o agronegócio. "Os governos fazem pouco do que podem e mais do que for consenso da sociedade." O consultor palestrou,nesta quarta-feira (21), na 29 etapa do Fórum Permanente do Agronegócio, no auditório da Farsul. O evento termina nesta quinta-feira (22), em Porto Alegre/RS.



Fonte: Correio do Povo
- 22:52:08
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Logística é o maior gargalo
Em, 22/07/10

Agência Estado - O setor logístico é considerado pelo empresariado brasileiro como o maior gargalo de infraestrutura do Brasil. Essa é a conclusão da pesquisa Ibope realizada a pedido da Câmara Americana de Comércio (Amcham), apresentada quarta-feira(21), em evento realizado na sede da entidade, em São Paulo. Segundo o levantamento, depois do setor de logística e distribuição, apontado por 54% dos entrevistados, veio o de telecomunicações (30%). A área de energia, que ficou marcada pelo racionamento de 2001, foi mencionada por 4% das companhias consultadas.

A pesquisa encomenda pela Amcham ao Ibope contou com 211 entrevistas entre as empresas associadas, no período de 28 de abril a 17 de maio. O levantamento apontou que os modais rodoviário e aéreo são considerados os principais problemas do setor logístico no País. Dados apresentados pelo sócio em consultoria de projetos de infraestrutura da PricewaterhouseCoopers, Maurício Giardello, mostram que o Brasil está em um patamar inferior no aspecto logístico se comparado aos países que compõem o bloco chamado Bric (Brasil, Rússia, China e Índia).

Como exemplo, o executivo citou que, em 2007, o Brasil tinha apenas 6% das estradas pavimentadas, enquanto esse porcentual era de 67% na Rússia, de 63% na Índia e de 80% na China. "As deficiências dos nossos portos e do nosso sistema rodoviário provocam perdas de US$ 5 bilhões ao agronegócio brasileiro", acrescentou o presidente da Bunge Brasil, Pedro Parente, que defendeu a expansão dos modais ferroviário e hidroviário para o transporte de produtos.



Fonte: Diário de Cuiabá
- 22:49:49
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Opinião: Tendências da alimentação
Em, 22/07/10

Por *Roberto Rodrigues

Pesquisa mostra que 80% aceitariam pagar mais por alimentos produzidos com práticas sustentáveis

O Departamento de Agronegócio da Fiesp realizou uma extensa pesquisa nacional, com o Ibope, para avaliar o perfil do consumo de alimentos no Brasil, com o objetivo de comparar esse tema com o que acontece internacionalmente. E, como consequência, informar as pequenas empresas do setor sobre as necessárias inovações tecnológicas para melhor competir.

O foco era, portanto, o dos alimentos industrializados. Mas é claro que o rebate é direto a produção de matérias-primas, isto é, a atividade rural, sobretudo quanto à qualidade do produto. A pesquisa, muito abrangente, encontrou uma boa aderência entre as tendências nacionais e exteriores, tendo caracterizado quatro linhas principais: 1) conveniência e praticidade: "Com a vida que levo, não tenho tempo de cozinhar em casa".

2) confiabilidade e qualidade: "Para mim, a marca é o mais importante na hora de escolher o alimento".

3) sensorialidade e prazer: "Entre o alimento que é mais gostoso e outro que é mais saudável, escolho o mais gostoso".

4) saudabilidade, sustentabilidade, bem-estar e ética: "Dou preferência ao alimento mais saudável e àquele cujo produtor protege o ambiente e tenha projetos sociais".

O grupo mais numeroso (com 34% dos entrevistados) é o que se preocupa com a praticidade: são os consumidores que trabalham o tempo todo e mal conseguem cuidar da casa, da família e da vida e preferem comprar congelados, semiprontos, priorizam saber a variedade, confiam na qualidade dos industrializados.

O segundo grupo, que prioriza confiabilidade e qualidade (com 23%), é composto pelos consumidores fiéis às marcas, tipos de produtos, lojas e fábricas e que até estão dispostos a pagar mais por produtos que achem de melhor qualidade.

O terceiro grupo, com 23% de preferência, também preocupado com sensorialidade e prazer, acha importante que o alimento seja gostoso e atraente: é de gente mais impulsiva na hora da compra, defende o prazer sem culpa.
O último grupo, com 21%, com forte potencial de crescimento, como no mundo todo, está atento à qualidade de vida, preocupados com certificação, selos de qualidade e questões ambientais e sociais.

A riqueza dos dados da pesquisa impede uma análise abrangente no espaço de um único artigo. Mas há algumas informações muito interessantes quando se trata de tendências. Uma delas é o grau de informação sobre a importância dos alimentos para a vida, de onde vem essa informação: 40% das respostas vêm da televisão, 20%, de médicos/nutricionistas, e 19%, da internet. Jornais têm 14%, e revistas, 12%.

Portanto, o marketing tem papel absolutamente fundamental na formação da tendência. Ela não é apenas determinada pela individualidade do consumidor e de sua história pessoal: propaganda é a palavra-chave. Aliás, 22% dos entrevistados nem sequer se consideram informados sobre a importância dos alimentos para a vida.

Portanto, a questão da ética na informação também ganha grande importância. Quando está sinalizada uma tendência, por exemplo, de valorizar alimentos funcionais (que possuem ingredientes que ajudam à saúde), fica muito clara a necessidade de uma propaganda que mostre a composição de cada produto e para que ele serve, como foi produzido, entre outros dados.

Isso dará aos produtores uma obrigação adicional, mas, em compensação, causará um diferencial positivo que deve ser remunerado.

Afinal, consultados sobre sua disposição de pagar mais por alimentos produzidos com práticas sustentáveis, 80% disseram que sim ou talvez, dependendo do produto. Está claro que o consumidor brasileiro já sabe o que quer

*Roberto Rodrigues é coordenador do Centro de Agronegócio da FGV, presidente do Conselho Superior do Agronegócio da Fiesp e professor do Departamento de Economia Rural da Unesp-Jaboticabal, foi ministro da Agricultura (governo Lula).

Artigo publicado no jornal Folha de S.Paulo, em 05.06.2010.


- 22:39:46
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Agricultores agradecem colheita do feijão
Postada em 22/07/10

Fortaleza - Andando pelo Centro da cidade de Quixadá é possível visualizar, em alguns estabelecimentos públicos e privados, um cartaz chamativo. Ele convida a população à participar, no próximo sábado, do VIII Festival do Feijão, do Distrito de Cipó dos Anjos. Mesmo com poucas chuvas e com a colheita reduzida, os agricultores da região não perderam a fé e irão manter a tradição, que é agradecer a Deus pela colheita do grão. O evento é uma promoção anual da Prefeitura, em parceria com a Comissão de Mobilização Territorial de Cipó dos Anjos.

A expectativa é a de que duas mil pessoas compareçam ao evento, de acordo com a comissão de organização da festa. "Estamos pensando em um evento que contemple a família, uma festa onde todos e todas poderão se divertir, desde a criança, o adolescente, adulto e idoso", disse a secretária do Desenvolvimento Social e vereadora da comunidade, Rosa Buriti.

Programação

O Festival acontecerá durante todo o dia e contará com uma programação diversificada. As atividades serão iniciadas, às 8 horas, com uma missa. O Banco do Brasil participará do evento fazendo palestras para os agricultores. No fim da manhã, será apresentado à população do local o Banco de sementes e plantas nativas.

A tarde está destinada às atividades culturais: Show de Talentos da Terra, brincadeiras para a criançada, bingo, desfile para a escolha da rainha do festival e apresentação de quadrilha junina. O encerramento está previsto para às 20 horas, com uma seresta dançante.


Fonte: Diário do Nordeste
- 11:11:33
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Antecipar o plantio de feijão pode dar mais lucro
Em, 21/07/10

Estratégia adotada por produtores do sudoeste paulista é de risco, mas tecnificação aumenta chance de sucesso

Para obter preço melhor e recuperar parte dos prejuízos do ano passado, produtores de feijão do sudoeste paulista optaram, este ano, por antecipar o plantio da safra das águas, normalmente feito em julho e agosto, para ser colhido em novembro, período em que a grande oferta da leguminosa derruba os preços. "Este ano arrisquei e plantei em meados de junho", diz o produtor Jacobus Johannes Hubertus Derks, da Fazenda Amarela Velha, em Itapeva.

Ele semeou 250 hectares de feijão carioca (pérola e rubi). "Vou colher em outubro e, provavelmente, conseguir um preço melhor pela saca", diz o produtor, acrescentando, porém, que também está plantando agora, para reduzir riscos.

Para o agrônomo Thiago Gomes Camargo, da Capal Cooperativa Agroindustrial, de Arapoti (PR), "o mercado de feijão oscila muito. Em semanas o preço da saca baixou de R$ 150 para R$ 110, R$ 120. Além disso, há o risco de geada para quem planta antes. Mas o produtor que antecipa o plantio normalmente é tecnificado e colhe um feijão de boa qualidade. Se o clima e o mercado contribuem, o agricultor consegue preço bom."

Derks concorda. "O plantio mais cedo é arriscado, pode haver geada, mas a expectativa é boa e o preço compensa o risco." Na região a saca de 60 quilos está cotada em R$ 110 a R$ 120 e, otimista, Derks acredita que, quando estiver colhendo, esse preço deve se manter ou até subir. "No ano passado, a saca estava cotada entre R$ 60 e R$ 70, preço muito baixo para o feijão, uma lavoura de alto risco. É possível para o agricultor que antecipou o plantio conseguir R$ 120", diz Derks.

Se tudo der certo, o produtor espera colher 3 mil quilos de feijão por hectare, produtividade boa para o inverno, época em que o rendimento cai em 10%. A lavoura de Derks é altamente tecnificada - das sementes certificadas à irrigação por pivô central de 100% das plantas e 80% da colheita mecanizada.

Em Taquarituba, a altitude de mais de 600 metros favorece a ocorrência de geadas, mas nem isso impediu o produtor Gustavo Vertuan Franco, da Fazenda Taquari, de adiantar o plantio para meados de abril. "Há três anos não temos geada e resolvi arriscar para garantir a colheita na entressafra da leguminosa no Estado", diz.

Por enquanto, o tempo está ajudando. "Ainda há risco de geada, que vai até agosto, mas a intenção foi fugir do pico da colheita", diz Franco, que plantou 80 hectares de feijão carioca e vai colher já no mês que vem, quando haverá oferta apenas do feijão de Goiás. "Em São Paulo não vai ter feijão e o preço deve subir", aposta. Franco conta que, no ano passado, o excesso de oferta de feijão no mercado fez o preço da saca cair para R$ 35. "Plantei na época normal e tive prejuízo. Este ano vou tentar recuperar as perdas da safra passada."

Prejuízo. Mais otimista também está o produtor Ariovaldo Fellet, da Fazenda Lagoa Bonita, em Itaberá. Ele não adiantou o plantio - vai plantar no fim deste mês -, mas mesmo assim acredita que o preço deve cobrir pelo menos o custo de produção. "No ano passado, para se ter ideia, R$ 57 foi o custo de produção de uma saca de feijão. Foram pagos pela saca, porém, R$ 43", diz Fellet, que irá plantar 914 hectares da leguminosa. Ele conta que decidiu esperar para escapar do risco de geada. "O feijoeiro é uma cultura rápida (110 dias no inverno), muito suscetível à falta d"água e de alto risco. Quem planta antes fica sujeito à geada; quem planta depois pode perder a lavoura se chover na colheita."


PARA LEMBRAR
Praga muda safra paulista da leguminosa

O intenso ataque da mosca branca fez com que muitos produtores deixassem de cultivar o feijão das secas no sudoeste do Estado. Por causa da praga, que transmite o mosaico dourado do feijoeiro, o tradicional plantio das águas, feito em janeiro para colheita em maio, foi deslocado para julho. "Com o aumento da área de soja - hospedeira da mosca branca - na região, a praga se espalhou e a transmissão do vírus do mosaico dourado do feijoeiro ficou inevitável", diz o agrônomo Sidney Hideo Fujivara, produtor de Capão Bonito (SP). "O cultivo ficou inviável naquele período", diz o produtor. Conforme o banco de dados do IEA-Apta, no ano passado, enquanto a safra das águas ampliou a área para 88 mil hectares, a da seca caiu para 51 mil hectares. Em Itapeva a área cultivada caiu de 4.500 hectares no ano passado para 2.500 nesta safra.



Fonte: Estadão
- 22:12:48
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Clima e oferta e procura ditam o mercado
Em, 21/07/10

Mesmo apostando em melhores preços, o produtor Gustavo Franco diz que o mercado é uma "incógnita" e não há como prever altos e baixos. "No início de junho a saca estava cotada em R$ 180 e hoje o preço já caiu para R$ 120. Estou otimista, mas todo produtor sabe que o feijoeiro depende muito do clima e o mercado se regula pela lei da oferta e procura", diz.

Para ele, o preço acima de R$ 100 a saca já cobre o custo de produção - Franco estima que o plantio de 1 hectare custe R$ 2.150 - e dá uma margem mínima de lucro.

Na Fazenda Taquari, a lavoura está em fase de enchimento de grãos e daqui a dez dias começa a fase de maturação. "O feijão precisa de chuva na floração e seca na colheita. Por isso é essencial irrigar." Se tudo sair como previsto, Franco pretende colher de 45 a 48 sacas/hectare, bom para a entressafra.

Responsável pelo setor de operações tecnológicas da Bolsa de Cereais de SP, Rui Roberto Russomano, acompanha o boletim diário da bolsa e explica que a volatilidade do mercado de feijão deve-se à sensibilidade climática da lavoura.

"É difícil prever o comportamento do mercado de feijão. Muitas vezes, se o preço em São Paulo é muito próximo ao da região produtora, não compensa para o agricultor mandar mercadoria para a capital. E se a oferta não atende à demanda, o preço aumenta", diz. "Em janeiro de 2009 a saca estava cotada a R$ 310; hoje, está R$ 150."


Fonte: Estadão

- 22:04:00
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Mercado reduz projeção para inflação em 2010 para 5,42%
Em, 19/07/10

Já a estimativa para a taxa de juros foi mantida em 12% para o fim de 2010 e 11,75% para 2011

O mercado financeiro reduziu a previsão para a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2010, segundo a pesquisa semanal Focus, divulgada pelo Banco Central (BC) nesta segunda-feira, 19. De acordo com o levantamento, a expectativa para a alta de preços acumulada ao fim do ano caiu de 5,45% para 5,42%, ainda em um patamar acima do centro da meta de inflação para o ano, que é de 4,50%. Na mesma pesquisa, a estimativa para o IPCA em 2011 continuou em 4,80%.
Para a inflação de curto prazo, o mercado reduziu de 0,23% para 0,20% a previsão para o IPCA de julho, que será divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no dia 6 de agosto. Já para a inflação de agosto, o mercado elevou de 0,34% para 0,35% a previsão.
Juros e PIB
O mercado financeiro manteve a previsão para a Selic (a taxa básica de juros da economia) para o fim de 2010 em 12% ao ano. Já a projeção para a taxa no fim de 2011 permaneceu em 11,75% ao ano. O mercado também manteve a previsão de que, na reunião desta semana, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC aumente em 0,75 ponto porcentual a Selic.
A estimativa para o desempenho da economia brasileira em 2010 não sofreu alteração. A previsão para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano ficou em 7,20%. Para 2011, a previsão para o PIB foi mantida em um crescimento de 4,50%. No mesmo levantamento, a estimativa para a produção industrial em 2010 subiu de 11,91% para 12,12%. Para 2011, a projeção para o avanço da indústria permaneceu em 5,00%.
Câmbio e contas externas
Os analistas mantiveram a previsão para o patamar do dólar no fim do ano. O nível da moeda norte-americana no fim de 2010 seguiu em R$ 1,80. Para o fim de 2011, a expectativa para a moeda americana permaneceu em R$ 1,85. A previsão do câmbio médio no decorrer de 2010 seguiu em R$ 1,80. O mercado financeiro alterou as previsões para o déficit nas contas externas em 2010. A previsão para o déficit em conta corrente neste ano subiu de US$ 47,23 bilhões para US$ 47,46 bilhões. Para 2011, a previsão de déficit em conta corrente do balanço de pagamentos subiu de US$ 58 bilhões para US$ 60 bilhões.
Já a previsão de superávit comercial em 2010 avançou de US$ 15,71 bilhões para US$ 16,00 bilhões. Para 2011, a estimativa para o saldo da balança comercial caiu de US$ 7,83 bilhões para US$ 7,81 bilhões. Analistas reduziram ainda a estimativa de ingresso de Investimento Estrangeiro Direto (IED) em 2010 de US$ 34,65 bilhões para US$ 34,30 bilhões. Para 2011, a estimativa para o IED permaneceu em US$ 40 bilhões.


Fonte: Agência Estado

- 23:59:11
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