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FEIJÃO - Preço tem alta de 26% em janeiro
Postada em 05/02/12

Produto da cesta básica foi o que mais encareceu no mês; itens essenciais fechou com 1,12% mais baratos

O preço médio do feijão, produto que não pode faltar na mesa de dez em cada dez brasileiros, subiu mais de 26% em janeiro.

O quilo do grão passou de R$ 2,98 para R$ 3,92, e foi o item da cesta básica que mais encareceu no primeiro mês de 2012, segundo o levantamento realizado pela Craisa (Companhia Regional de Abastecimento Integrado de Santo André). "A culpa por esses aumentos em janeiro é das chuvas, que afetaram tanto a produção do feijão, quanto a colheita das batatas [que encareceu 21,36% no período]”, destacou o engenheiro agrônomo da Craisa, Fábio Vezzá De Benedetto.

30 dias/

Na comparação com o mês passado, porém, a lista de 34 produtos essenciais ficou mais barata. Fechou janeiro cotada a R$ 368,29, ante os R$ 372,47 . Esse resultado, que corresponde ao valor médio apurado ao longo do mês, é 1,12% menor que o valor de dezembro.

Contribuiram para esse resultado a queda nos preços de produtos como a bolacha salgada (o pacote de 200 gramas passou de R$ 1,63 para R$ 1,41), e o quilo da carne bovina de 1ª e 2ª, que baixaram 6,39% e 7,87%, respectivamente. “No caso das carnes, isso é reflexo da queda do consumo e dos altos preços cobrados ao longo de dezembro”, completou De Benedetto.

O resultado só não foi melhor porque, além do feijão e da batata, outros produtos também tiveram alta nesse período. É o caso do quilo do tomate, que passou de R$ 2,88 para R$ 3,13 e a lata de sardinha, que passou de R$ 2,04 para R$ 2,18.

Café da manhã/Produtos comuns na primeira refeição do dia também ficaram mais em conta em janeiro.

Este foi o caso, por exemplo, do café. O pacote de 500 gramas, que era comercializado a R$ 5,86 em dezembro, passou a ser encontrado a R$ 5,55. O resultado só não foi melhor que o do açúcar, que baixou de R$ 2,06 para R$ 1,93 o quilo. Uma retração de 6,12% em 30 dias.

Quedas mais modestas tiveram o pão francês e o leite longa vida integral: 0,61% e 0,64%, respectivamente. O quilo do pão baixou de R$ 5,39 para R$ 5,35. Já a caixa de leite foi de R$ 1,88 para R$ 1,87.

Mesmo caro, nas refeições ele não pode faltar

Para consumidores ouvidos pelo BOM DIA, mesmo com preços altos, a receita é deixar de comprar outros produtos para levar o saco de feijão

Para a maior parte dos consumidores ouvidos pelo BOM DIA, mesmo com a alta nos preços, o feijão é produto que não pode faltar à mesa durante as refeições.“De qualquer jeito eu tenho que comprar. É algo que eu não abro mão durante o almoço ou a janta”, explicou o tecnólogo em redes de computadores André da Silva Dantas, 26 anos.

Opinião semelhante é a da porteira Marilene Alves de Souza, 52 anos. Para ela, a receita é deixar de comprar outras coisas para favorecer o grão. “Deixo de comprar uma bolacha ou algum outro produto só para poder colocar o feijão na panela”, ressaltou.

Quem pensa diferente é a vendedora Maria Betânia da Silva, 43 anos. Para ela, o importante é usar a criatividade na cozinha. “Eu deixo de comprar quando está caro. Preparo uma macarronada, uma sopa ou um risoto. Se alguém reclamar, eu explico que é porque o feijão estava muito caro”, explicou Betânia.

Notícia publicada em 03/02/12

Fonte: Diário de S. Paulo..

- 22:13:59
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Preços da agropecuária de São Paulo sobem 0,45%
Em, 31/01/12

O índice de preços dos produtos de origem vegetal aumentou acima da média, ou seja, 3,26%, enquanto o índice de preços dos produtos de origem animal recuou 7,06%.

O Índice Quadrissemanal de Preços Recebidos pela Agropecuária Paulista (IqPR), que mede os preços pagos ao produtor rural, subiu 0,45% na terceira quadrissemana de janeiro.

As informações foram divulgadas nesta segunda-feira (30/1) pelo Instituto de Economia Agrícola da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (IEA).

O índice de preços dos produtos de origem vegetal aumentou acima da média, ou seja, 3,26%, enquanto o índice de preços dos produtos de origem animal recuou 7,06%.

Com a exclusão da cana-de-açúcar do cálculo, o índice geral vai para 0,59%, puxado pelos preços dos produtos vegetais (8,86%).

Entre os produtos analisados, sete apresentaram alta nos preços (todos do setor vegetal) e 13 sofreram queda (sete do segmento vegetal e os seis da área animal).

As altas mais expressivas ocorreram nos preços da batata (65,21%), do feijão (32,76%), do tomate para mesa (28,06%) e da laranja para indústria (6,03%).

As quedas mais significativas foram verificadas nos preços da carne de frango (21,28%), do amendoim (7,50%), da laranja para mesa (5,18%) e do algodão (4,12%).



Fonte: Brasil Econômico
- 00:24:54
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Queda na oferta eleva preço do feijão
Em, 31/01/12

A redução da oferta de feijão ao longo de janeiro contribuiu para que os preços do grão se mantivessem em elevação no período.

A redução da oferta de feijão ao longo de janeiro contribuiu para que os preços do grão se mantivessem em elevação no período. A cotação da saca de 60 quilos em Minas está variando entre o mínimo de R$ 150 e o máximo de R$ 180, valor que representa evolução de 66,6% a 89,5% se, comparado com os preços praticados em igual mês do ano passado, quando a cotação variava entre R$ 90 e R$ 95.

A tendência é de que os preços se mantenham estáveis, com possibilidade de queda ao longo de fevereiro, quando tem início a colheita do feijão mineiro.

A sustentação dos preços atuais, considerados remunerativos para a atividade, uma vez que o preço mínimo estabelecido pelo governo gira em torno de R$ 80, virá da oferta reduzida.

Além da queda da área plantada no Estado e demais regiões produtoras do país, o clima desfavorável é um fator que irá controlar a disponibilidade de feijão no mercado.

Segundo o coordenador regional da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG), unidade Unaí, no Noroeste do Estado, Álvaro de Moura Goulart, as chuvas abundantes registradas na região, principal produtora de feijão em Minas, prejudicaram parte da cultura e contribuíram para o desenvolvimento de fungos e doenças. Em algumas áreas foi observada a manifestação do mofo branco, enfermidade que afeta os ramos, as folhas e as vagens, principalmente as mais próximas do solo.

A doença compromete a produtividade e a qualidade final do feijão, podendo gerar prejuízos significativos para os produtores. Porém o índice de perdas depende do manejo e da tecnologia aplicada em cada fazenda produtora. As conseqüências das chuvas em Minas só serão contabilizadas após a conclusão da colheita da primeira safra.

"No Noroeste de Minas alguns produtores contam com grande aparato tecnológico, o que ajuda a reduzir os impactos promovidos da chuva e do aumento da umidade. No momento não temos como precisar em quanto a produção da região foi afetada. Somente com a conclusão da colheita e a avaliação final dos dados será possível calcular os impactos das chuvas na produção", diz Goulart.

Seca - Enquanto as chuvas comprometeram parte do rendimento da safra em Minas, a região Sul do país sofreu com a longa estiagem. No Paraná, maior produtor do grão no país, a produtividade da cultura foi reduzida e a oferta de feijão no mercado ficou menor, contribuindo para a sustentação dos preços do grão.

De acordo com a Emater-MG, a tendência atual é de que o mercado permaneça sem oscilações significativas, o que será promovido pelo pico da colheita no Sul do país e o inicio do processo em Minas e Goiás.

Na semana entre 19 e 25 de janeiro, os preços do feijão em Minas se mantiveram entre R$ 150 e R$ 163 por saca de 60 quilos, nas regiões Noroeste e Triângulo. No Norte e Alto Paranaíba, o valor ficou entre R$ 170 e R$ 205.

De acordo com o terceiro levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção de feijão mineira será menor na primeira safra de 2011/12. A estatal estima um recuo de 12,2% ante a safra anterior. Ao todo devem ser colhidas em Minas 196,8 mil toneladas do grão, contra 224,2 mil toneladas no período produtivo anterior. A área plantada ficou 6,9% menor, caindo de 192 mil hectares para 178 mil hectares. Minas é o segundo maior produtor de feijão do país, perdendo apenas para o Paraná.

Fonte: Jornal Diário do Comércio
- 00:14:36
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FEIJÃO - Pesquisa mira em variedade resistente de feijão
Em, 31/01/12

Simpósio promovido em Piracicaba, entre 15 e 17 de fevereiro, tem objetivo de evitar novas perdas na lavoura neste ano

As pesquisas desenvolvidas em campo nos últimos quatro anos para garantir o barateamento do feijão na mesa do brasileiro e a melhoria na produtividade e na resistência às pragas e doenças do produto serão debatidas no 11º Simpósio da Cultura do Feijão na Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (USP/Esalq), em Piracicaba, entre 15 e 17 de fevereiro.

O produto é um dos alimentos mais consumidos no País e, no ano passado, foi considerado o principal vilão da inflação, já que os problemas climáticos provocaram uma oferta reduzida do alimento no mercado — o preço do quilo de feijão passou de R$ 3,00 para R$ 8,50.

O professor do departamento de produção vegetal da Esalq Antonio Luiz Fancelli, um dos coordenadores do evento, disse que o objetivo é evitar novas perdas na lavoura neste ano e destacou que o trabalho de melhoramento genético já consegue obter, por exemplo, bons resultados na tolerância do feijão à falta ou excesso de água.

Isto já pode ser percebido na variedade alvorada, desenvolvida no Instituto Agronômico de Campinas (IAC); na variedade eldorado, no

Instituto Agronômico do Paraná (Iapar); e na variedade pontal, na Embrapa de Goiás. Fancelli explicou que essas variedades toleram até 20 dias de chuva, cinco dias a mais em comparação às demais cultivadas no País.

As três variedades têm também maior resistência a pragas e doenças. “São alguns avanços que ajudam o agricultor, principalmente nos períodos de condições climáticas adversas”, disse. Outra tentativa de melhoria está na estratégia de plantio.

O professor afirmou que bons resultados estão sendo observados com o uso adequado dos agentes bioreguladores nas folhas ou nas sementes, durante o processo de desenvolvimento da planta.


Os bioreguladores são produtos e substâncias hormonais que demonstram eficiência, principalmente a auxina, a citocinina e a giberelina. Quando usadas nas folhas, a ramificação do feijão aumenta e, com isso, há uma alta na produção de vagens. Quando usadas nas sementes, há um aumento no tamanho das raízes, o que ajuda na tolerância à seca e na absorção de nutrientes do solo.


Em todos os casos há também uma melhoria na tolerância às doenças e pragas. O simpósio vai mostrar também os resultados da utilização de bactérias fixadoras de nitrogênio, um outra solução eficiente confirmada por pesquisadores no campo. As bactérias captam


o nitrogênio do ar e ativam o elemento químico, resultando em nitrogênio mineral, que age como fertilizante natural. Atualmente, o nitrogênio mineral aplicado no plantio do feijão vem dos fertilizantes químicos, obtidos em produção industrial, que além de serem mais onerosos ao bolso dos produtores, são nocivos ao meio ambiente.


Fonte: RAC


- 00:09:13
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FEIJÃO - Preço da saca anima produtores do grão de Unaí, MG
Em, 30/01/12

Saca de feijão na região sai R$ 150, praticamente o dobro do ano passado.

Excesso de chuva atrapalhou o desenvolvimento das lavouras.

O excesso de chuva atrapalhou o desenvolvimento das lavouras de feijão de Unaí, maior produtor do grão de Minas Gerais. Mesmo assim, os agricultores estão contentes com o preço. Na região foram plantados 20 mil hectares do grão, com redução de dez mil em relação ao ano passado.

O agricultor Mauro Rodrigues Bráulio, que plantou 70 hectares de feijão, tinha a expectativa de colher 50 sacas por hectare. Mas o produtor ainda não conseguiu atingir a meta por causa do período chuvoso. “Eu achei que daria uma safra melhor, mas, realmente, deu uma quebra boa”, diz.

A lavoura úmida atrai pragas e doenças. “Dá muita antracnose e muito mofo branco”, diz o agrônomo Marcelo dos Santos.

A região de Unaí concentra 30% da produção. O terreno fértil e a altitude favorecem a produção do feijão pérola. O produtor Mauro Rodrigues Bráulio aposta nesse diferencial para garantir os lucros. “A qualidade até que ficou muito boa devido à chuva. Nós não conseguimos controlar a antracnose. O que vai nos salvar é o preço que está com a expectativa de preço melhor”, diz.

Fonte: Globo Rural
- 22:11:09
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FEIJÃO - Oferta aumenta e preço tem queda
Em, 30/01/12

O retorno de colheitas em Goiás e Minas Gerais permitiu uma melhora na oferta de feijão


O retorno de colheitas em Goiás e Minas Gerais permitiu uma melhora na oferta de feijão, o que provocou um recuo dos preços para R$ 120 a R$ 140 por saca, dependendo da região e da qualidade do produto. O feijão vinha sendo negociado entre R$ 180 e R$ 190 por saca nas semanas anteriores.

Esse recuo de preços, que alivia o bolso do consumidor e traz menor peso à taxa de inflação, tem vida curta, na avaliação de Vlamir Brandalizze, analista do setor.

A primeira colheita deve terminar nas próximas semanas e o mercado terá "um vazio de pelo menos 45 dias na oferta de feijão", diz ele.

Além disso, os empacotadores do produto devem voltar ao mercado para abastecer os supermercados antes do Carnaval. A conjugação desses fatores não vai dar muito espaço para novas quedas, diz o analista.


A segunda safra, que está sendo semeada agora e vai até fevereiro, somente estará disponível aos consumidores em maio e junho.

A partir de junho, os produtores do Brasil central iniciam o plantio da terceira safra, a de feijão irrigado. Nesse plantio, eles conseguem um rendimento maior por hectare e um produto de melhor qualidade, mas que estará disponível apenas em setembro e outubro.

A redução de preços não deve se sustentar nas próximas semanas porque, além da redução de área, as lavouras de feijão enfrentaram condições climáticas pouco favoráveis na primeira safra. Houve frio e seca.

Brandalize acredita, no entanto, que as próximas safras devam compensar a perda de produção da primeira.

Com isso o país não deverá buscar feijão no mercado externo para atender a demanda interna. No ano passado, quando o país foi ao mercado externo, a tonelada de feijão estava a US$ 500. Neste ano, chega a US$ 1.000.

Abertura

Corretoras de câmbio e distribuidoras de valores poderão realizar qualquer operação com o exterior, até o limite de US$ 100 mil. Até hoje, essas instituições só podiam fazer transações relativas a importação e exportação até o limite de US$ 50 mil.


Fonte: Jornal Folha de São Paulo





- 22:05:11
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Quebra de safra atinge 18% da produção do Paraná, diz Seab
Em, 29/01/12

Isso significa que 3,95 milhões de toneladas de soja, milho e feijão deixarão de ser colhidas neste verão, uma perda de R$ 2,48 bilhões


Quase uma semana após a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) calcular que a estiagem nas regiões agrícolas do Paraná havia causado prejuízo de R$ 2,25 bilhões, a Secretaria de Agricultura do Paraná (Seab) lançou uma nova projeção de perdas: o órgão estadual anunciou que a quebra de safra no estado atingiu 18% da produção de soja, milho e feijão.

Isso significa que 3,95 milhões de toneladas dos três produtos deixarão de ser colhidas neste verão, uma perda de R$ 2,48 bilhões – R$ 230 milhões a mais que o estimado pela Conab na semana passada.

O maior estrago gerado pela seca é visto nas lavouras de soja – principal cultura plantada no verão brasileiro –, que, neste ano, foram plantadas mais cedo do que o normal. A antecipação foi uma estratégia adotada por grande parte dos produtores para que o plantio da segunda safra de milho pudesse ser realizado dentro de uma janela climática menos arriscada.

Mas a falta de chuva durante a fase em que a cultura mais precisava de água atingiu em cheio as plantações. A Seab calcula que serão perdidas 2,44 milhões de toneladas só na soja - ou R$ 1,76 bilhão, se considerados os valores atuais da commodity. No início do ciclo, a produção paranaense de soja era estimada em 14,11 milhões de toneladas. Agora é de 11,67 milhões de toneladas – 17,3% inferior ao potencial verificado inicialmente.

O milho, que neste ano ganhou mais terreno no Paraná, também foi fortemente castigado pela seca. Das 7,47 milhões de toneladas que eram esperadas no início do ciclo, somente 6,05 milhões devem ser efetivamente retirados dos campos paranaenses.

A causa

O comportamento do clima nesta safra é resultado da influência do fenômeno La Niña, temido pelos agricultores do Sul devido ao histórico de quebras de safras. Tradicionalmente o fenômeno leva seca ao três estados do Sul e excesso de chuvas às regiões Centro-Oeste e Norte do país.

Neste ano, o déficit hídrico começou no dia 21 de novembro em praticamente todas as regiões agrícolas do Paraná, relataram os produtores à Expedição Safra Gazeta do Povo, que na semana passada percorreu mais de 3 mil quilômetros em todo o estado.A equipe de técnicos e jornalistas verificou que o retorno das chuvas na segunda semana de janeiro foi insuficiente para reverter a situação de boa parte das lavouras.

Por outro lado, as precipitações devem a favorecer a semeadura da segunda safra de milho e feijão do estado, que tendem a ganhar mais espaço do que no ano passado, conforme levantamentos prévios.


Fonte: Gazeta do Povo
Notícia publicada em 27/01/12
- 22:32:53
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Trabalhores rurais gaúchos reivindicam ações para conter efeitos da seca
Postada em 29/01/12

São Paulo – As principais organizações de trabalhadores rurais do Rio Grande do Sul preparam documento a ser entregue à presidenta Dilma Rousseff, nessa quinta-feira (26), reivindicando ações voltadas a camponeses e agricultores familiares que foram prejudicados com a estiagem que atinge o estado nas últimas semanas. Dilma está na capital gaúcha para participar do Fórum Social Temático (FST).

Atualmente, 324 municípios gaúchos encontram-se em situação de emergência, atingindo cerca de 2 milhões de pessoas. De acordo com o documento, as perdas já são consideradas incalculáveis, afetando consideravelmente a produção e a renda de muitos agricultores.

O documento lista os principais problemas enfrentados pelos trabalhadores, como a falta de água potável e o comprometimento de culturas como milho, feijão e leite, podendo colocar em risco a segurança alimentar, tanto das famílias no campo quanto dos consumidores. As organizações destacam também que milhares de famílias não puderam acessar recursos de crédito rural, devido à inadimplência junto aos agentes financeiros, ficando sem qualquer tipo de seguro da atividade.

Entre as reivindicações estão a ampliação de recursos destinados às prefeituras, doação de milho ou trigo animal aos agricultores familiares, abertura de crédito para agricultores e cooperativas. Há também uma reivindicação para que seja criado um programa de bolsa que ampare os atingidos pela estiagem ou qualquer tipo de evento climático.

Assinam a carta o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), a Via Campesina, a Federação dos Trabalhadores da Agricultura do Rio Grande do Sul (Fetag-RS) e a Federação dos Trabalhadores da Agricultura Familiar da Região Sul (Fetraf-Sul).


Fonte: Rede Brasil Atual
Notícia publicada em 27/01/12
- 22:24:41
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FEIJÃO - Leite, feijão e arroz devem subir 10% por conta de mudanças climáticas
Em, 23/01/12

Chuva no Sudeste e seca no Sul prejudicam safras e atacadistas do Estado já compram produtos mais caros. Reajuste será repassado ao consumidor nos próximos 30 dias

Diário do Amazonas

Manaus - O abastecimento de grãos, frutas, leite e seus derivados nos supermercados que vendem no varejo e no atacado pode ficar comprometido por conta da estiagem no Rio Grande do Sul e da cheia em Minas Gerais, nos próximos 30 dias. Além da escassez desses produtos, a projeção é que eles fiquem cerca de 10% mais caros.

De acordo com o superintendente do grupo Nova Era, Marcelo Gastaldi, por conta da estimativa de perda na produção nesses Estados de 15%, o repasse no preço não deve ser apenas no Amazonas.

“Do Rio Grande do Sul somos dependentes da produção de soja e arroz e em Minas Gerais, café e um pouco do leite. Acredito em uma alta de 10% no preço dos produtos, mas quem possui estoques reguladores não deve sofrer muito agora”, afirmou Gastaldi.

O diretor executivo do Atack, José Miranda, afirmou que a região Sul é a principal fornecedora de leite. “Algumas indústrias já falam da escassez, mas como os atacadistas no Amazonas trabalham com estoques maiores por conta da logística, os comerciantes têm estoque para, pelo menos, mais de 30 dias”, declarou Miranda.

Segundo ele, soja, achocolatado e todos os derivados do leite, como queijo e manteiga devem ficar mais escassos e ligeiramente mais caros. “A gente vai tentar repassar o mínimo possível, e tentar manter (o preço em) um nível aceitável, mas chega uma hora que fica inevitável o reajuste”, destacou.

Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Leite Longa Vida (ABLV), o cenário de seca e cheia nas principais regiões agrícolas do País refletirá de forma significativa no reajuste dos laticínios brasileiros o que facilmente afetará na venda do leite longa vida no atacado e também no varejo.

Para o gerente de marketing da rede de supermercados DB, Guto Corbett, ainda é um pouco cedo para falar na falta de produtos e ele explica: “Nossa logística é complicada e precisamos pedir em grande quantidade de produtos com antecedência. No nosso caso, a maioria dos pedidos vem do Centro-Oeste do País”, afirmou Corbett.

Guto estima que possa acontecer um aumento de preço nacional e consequentemente refletir no mercado local, mas no momento as lojas estão em um momento de preocupação.

O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Amazonas (Faea), Muni Lourenço, ressaltou que grãos como arroz, milho, feijão deverão ser os mais afetados pela alta de preços, por conta da redução da oferta. “O Amazonas compra dessas regiões afetadas, mas também as regiões Centro-Oeste e Nordeste já fornecem uma parte da demanda do Estado”, lembrou o presidente. Lourenço disse também que cerca de 80% da produção de milho foi comprometida pela estiagem, o que pode influenciar na produção animal brasileira, visto que o alimento é o insumo utilizado em rações.



Fonte: CIFeijão


- 22:25:37
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FEIJÃO - Preço dispara no mercado
Em, 23/01/12

Elevação do preço, segundo supermercadistas, cerealistas e técnicos da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), se deve à lei da oferta e da procura

Quem foi aos supermercados de Apucarana e do Vale do Ivaí, nos últimos dias, para comprar o feijão que vai à mesa de refeição no dia a dia, certamente se assustou com o preço. De vinte dias para cá, o produto teve uma alta de 100% no seu valor, subindo de R$ 2,10 e R$ 2,20 para R$ 4,00 e até R$ 5,00 o pacote de um quilo do tipo 1.A elevação do preço, segundo supermercadistas, cerealistas e técnicos da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), se deve à lei da oferta e da procura que, neste caso, é porque há menos oferta no mercado.Isto acontece por causa da estiagem e outros fenômenos climáticos que atingiram a região e o Estado, que provocaram uma quebra de 20%e até 40%, em muitos casos, da safra que acabou de ser colhida no final de dezembro.



Fonte: Diário do PR
- 22:22:18
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Feijão está 250% mais caro no MT
Em, 23/01/12

No Mercado do Porto era possível comprar quilo do grão por 80 centavos, mas agora, igual quantidade sai por até R$ 4,50.
Seca no Sul e chuva no Sudeste prejudicam lavouras e revendedores pagam mais.

Seca na região Sul do país e muita chuva no Sudeste resultam na alta de até 250% no preço do feijão em Mato Grosso. Saca de 60 quilos que chegou a custar R$ 60 está sendo vendida por até R$ 220 aos revendedores. Consumidor, que pagava entre R$ 2 e R$ 3 pelo quilo não encontra a mercadoria por menos de R$ 4 nos supermercados e feiras.

Motivo para tanta oscilação está nos problemas enfrentados pelos estados do Paraná e Rio Grande do Sul por causa das chuvas. Como são os principais fornecedores de Mato Grosso nesta época, a alta foi inevitável. Além disso, Minas Gerais e São Paulo, que também costumam vender para o Estado, sofrem com o problema oposto, o excesso de chuva, que estraga o grão.

Produtor mato-grossense Moacir Tomazzeti explica que nesta época de chuva na região Centro-Oeste o Estado não cultiva o feijão, até porque, conforme ele, a lavoura fica muito propícia ao aparecimento de pragas. “Aqui plantamos somente na seca. Nesta época não tem como colher, pelo menos não o Carioca. Com isso somos obrigados a importar de outros locais”. Segundo ele, há um mês era possível comprar o feijão por R$ 60 e que nesta semana a saca chegou a R$ 200.

Proprietário de uma beneficiadora de feijão, Osmar Janberci, revela que o grão segue uma trajetória muito variada e que o preço oscila durante todo o ano. “Ao mesmo tempo que tem uma alta, já há previsão de queda. É sempre assim, os preços sobem de repente e depois caem”. Com relação ao consumo, o empresário explica que o consumidor pode reclamar, mas não abre mão do feijão na mesa. Pelo contrário, Janberci conta que quando falta produto no mercado, algumas marcas de menor porte deixam de ofertar e com isso as vendas dos grandes fabricantes até aumentam. “Pode parecer incrível, mas a procura é maior quando o preço está alto”.

Vendedora do mercado, Fernanda Seba, revela que há feijão de R$ 4 até R$ 10 o quilo em sua banca. “O galo, por exemplo, pagamos R$ 500 a saca de 60 quilos e temos que vender por R$ 10 o quilo”. Para a comerciante Ilza Silva Soler nas últimas semanas o valor da saca passou de R$ 160 para R$ 180, depois para R$ 200 e agora está pagando R$ 220 e para seus clientes o preço cobrado é R$ 4 a R$ 4,50. “Não tem como cobrar menos do que isso senão temos prejuízos”. Ela revela que alguns clientes reclamam e procuram ir ao supermercado para tentar um preço mais em conta.

Mas a consumidora e dona de um restaurante Mirian Amik não encontrou vantagem nas gôndolas. Ela conta que compra 2 quilos quase todos os dias e que o mais barato que encontrou custa R$ 3,99. “Antes pagava no máximo R$ 3. Está muito caro, mas sempre acontece isso com o feijão”.

Adalberto Vasconcelos Pinto, dono de uma banca no Mercado do Porto, confirma que a tendência agora é de queda. “De tempos em tempos o feijão sobe muito e depois o preço despenca. Já vendi feijão por R$ 0,80 o quilo e agora estou vendendo por R$ 4,50”.

Ênio Vitório também é dono de restaurante e explica que a variação repentina causa impacto nos custos da empresa, uma vez que fica o dobro do valor.



Fonte: Gazeta Digital
- 22:18:44
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Copaaergs divulga boletim técnico devido à estiagem
Postada em 22/01/12

Indicações para as culturas de milho e feijão, fruticultura e pastagens

O Conselho Permanente de Agrometeorologia Aplicada do Estado do Rio Grande do Sul (Copaaergs) esteve reunido em caráter extraordinário nessa quinta-feira, 19, para elaborar boletim técnico com indicações para as culturas de milho e feijão, fruticultura e pastagens devido ao estágio avançado da estiagem que atinge o Estado.

Segundo o boletim, há prognóstico de chuvas abaixo do normal para os meses de janeiro, fevereiro e março de 2012 e maior variabilidade nas temperaturas no Rio Grande do Sul. As maiores reduções de chuva são previstas para o mês de fevereiro. Um fato agravante é que as chuvas que ocorreram em janeiro foram muito mal distribuidas.

Como orientações gerais, o conselho sugere que, quando houver possibilidade de irrigar lavouras, recomenda-se fazê-la, especialmente no período crítico das culturas (florescimento e início de enchimento de grãos) e consultar os serviços de previsão de tempo e clima, para o planejamento, manejo e execução das operações agrícolas, inclusive a irrigação, visando racionalizar o uso da água e aumentar a sua eficiência.

Para a cultura do milho, considerando a situação calamitosa em que se encontram algumas áreas, onde houveram perdas acentuadas ou totais, o Conselho avaliou que a semeadura poderá ser estendida até o final do mês de janeiro. O boletim ressalta, no entanto, que esta indicação pode resultar em redução do potencial de rendimento em função das condições climáticas, tais como temperaturas mais baixas no período de floração e enchimento de grãos.

No caso da safrinha do feijão, é recomendado escalonar a época de semeadura e, se possível, utilizar mais de uma cultivar, respeitando o zoneamento agrícola. Também realizar a semeadura preferencialmente nas regiões eco-climáticas com menores riscos de temperaturas baixas no outono.

Os produtores de frutas devem mantêr à cobertura do solo, de forma a preservar a umidade do solo e, em citros, intensificar o raleio de frutos. Já os agricultores, devem antecipar a semeadura das pastagens de inverno, assim que a umidade do solo estiver adequada.

O conselho é formado por representantes da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Agronegócio, Fepagro, Irga, Sema, Cientec, Defesa Civil, Conab, Inmet, Embrapa, Inpe, UFRGS, UFSM, UFPel, FURG, Fepam, Farsul, Fetag, Sargs, SBA, SFA-RS, Emater/RS-Ascar e IBGE.

Confira a íntegra do Boletim Extraordinário Nº 31 - janeiro de 2012.



Notícia publicada em 20/01/12
Fonte: Assessoria de Comunicação Social Fepagro



- 23:26:35
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FEIJÃO - Preço aumenta mais de 30% em supermercados de Goiânia
Em, 18/01/12

Pesquisa da Associação das Donas de Casa constata aumento do produto.
Em uma semana, valor do quilo praticamente dobrou nas prateleiras.

Uma pesquisa realizada pela Associação das Donas de Caso do Estado de Goiás, em supermercados da capital, aponta que em apenas uma semana o feijão teve um aumento de 31,22%. No dia 10 de janeiro, o quilo do produto podia ser encontrado a R$ 3,98. Agora, o valor chega a quase R$ 5 (R$ 4,96).

A alta do item, que é ferro, tem sido provocada pelo excesso de chuvas nas regiões produtoras. Se o tempo permanecer chuvoso, a tendência é o preço continuar subindo.

O arroz acompanhado do feijão faz parte da refeição diária da maioria dos brasileiros. Quem não abre mão do produto, como a professora Ivanir Fernandes, está sentindo no bolso o aumento do preço. "eu me assustei, porque o preço quase dobrou", diz.

Em um restaurante no Setor Bueno, em uma hora as panelas de feijão ficam vazias. O dono do estabelecimento conta que o produto é um dos preferidos dos clientes. No ano passado, comprava o fardo por cerca de R$ 60.

"Hoje nós estamos pagando em torno de R$ 120 e disseram que vai chegar até a R$ 140 o fardo do feijão. Foi uma diferença muito grande em pouco tempo", reclama o empresário.

Dicas

Para tentar diminuir o impacto desse aumento, a presidente da Associação das Donas de Casa, Maria das Graças Santos, dá as dicas: "É bom mudar um pouco o cardápio, fazer um purê. Também é possível mudar o preparo do alimento, colocando mais água no feijão que assim ele rende mais".



Fonte: G1 - O Portal de notícia da Globo




- 22:13:57
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FEIJÃO - Chuvas afetam as lavouras e fazem preço dobrar
Em, 18/01/12

Excesso de chuvas compromete as lavouras no maior produtor do país, Unaí.

O preço do feijão carioquinha, uma das variedades mais consumidas em Minas, está mais salgado para o consumidor neste início de 2012. Devido ao excesso de chuvas nas últimas semanas, a atual safra de feijão de Unaí, maior produtor do país, deverá ter uma quebra entre 15% e 30%.

Com a redução na oferta do produto, o preço médio da saca de 60 quilos dobrou, passando da faixa entre R$ 80 e R$ 100, cotação esperada para esta época do ano, para o intervalo entre R$ 160 a R$ 170 no qual era balizada as operações de compra e venda feitas na última segunda-feira (16) em Unaí.

A redução na oferta do feijão no mercado interno também está associada às perdas decorrentes do período de forte seca no Sul do país, outra região de forte produção, principalmente no Paraná.

O quadro daqueles agricultores, porém, começa a dar sinais de alívio com as chuvas que começaram a cair na última quinta-feira.

O consumidor de feijão já sente no bolso a pressão dos preços. Conforme levantamento da cesta básica apurada pela Secretaria Municipal Adjunta de Segurança Alimentar e Nutricional (Smasan), da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), o quilo do feijão saltou de R$ 3,59 (dia 7 de dezembro), para R$ 4,76 (11 de janeiro). A variação é de 27%. De 23 de novembro, quando o quilo foi cotado por R$ 3,42, a 11 de janeiro, o aumento foi de 39%.

O comportamento dos preços do feijão carioquinha no varejo nos próximos dias vai depender do tempo. Na avaliação do diretor de agricultura do Sindicato dos Produtores Rurais de Unaí, José Américo Carniel, se a estiagem na região, iniciada na última segunda-feira (16), permanecer pelos próximos sete dias, a tendência do preços da saca é cair para cerca de R$ 100.

“Mas se a chuva reaparecer, o preço pode subir para o patamar de R$ 200”, adverte.

Conforme o diretor do sindicato, que reúne aproximadamente 4,5 mil produtores, que plantam feijão em uma área estimada em 30 mil hectares, a chuva em excesso atrapalha o cultivo de feijão na medida em que a planta, para se proteger, perde parte das vagens das primeiras florações, e isso influencia no resultado final da colheita.


Fonte: Jornal Hoje Em Dia
- 22:11:15
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FEIJÃO - Mais arroz e feijão no prato
Em, 17/01/12

Epamig apresenta cultivares dos dois GRÃOS com o objetivo de melhorar a produtividade

Arroz e feijão são presença confirmada na mesa da grande maioria dos brasileiros. E Minas Gerais é um dos principais estados produtores dos dois GRÃOS. Desde a década de 1970 a Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) desenvolve pesquisas de avaliação e seleção de cultivares de arroz e feijão, além do programa de melhoramento realizado em parceria com Embrapa e diversas outras instituições de pesquisa. O programa de melhoramento busca cultivares mais produtivas e com melhor aceitação no mercado.

Neste ano, por meio de Convênio Melhoramento do Feijoeiro para o Estado de Minas Gerais, que reúne a Epamig, a Universidade Federal de Viçosa (UFV), a Universidade Federal de Lavras (Ufla) e a Embrapa, será priorizada junto aos produtores mineiros a divulgação de oito novas cultivares de feijão melhoradas e recomendadas para plantio no estado, mas ainda pouco conhecidas dos agricultores. São elas: BRSMG Madrepérola, BRSMG Majestoso, BRSMG União, BRSMG Realce e BRSMG Tesouro. Além delas, serão montadas unidades de demonstração envolvendo as cultivares BRS Estilo, BRS Cometa e BRS Esplendor, lançadas em 2011 por outros parceiros, mas agora testadas pelo Convênio com recomendação estendida para Minas Gerais.



As cultivares melhoradas geralmente têm potencial de rendimento maior do que as mais antigas, especialmente por apresentarem maior resistência às principais doenças da cultura. Além desses fatores, o trabalho de melhoramento considera aspectos relacionados à qualidade dos GRÃOS, como cor, tempo de cocção e qualidade do produto cozido e ainda ao porte das plantas, resistência à seca e precocidade, de acordo com explicação do pesquisador da Epamig Trazilbo José de Paula Júnior, integrante do convênio. "O emprego de sementes de má qualidade tem sido a principal causa de problemas na cultura, com casos até de inviabilização do cultivo do feijão em determinadas áreas. Assim, recomenda-se o uso de sementes fiscalizadas oriundas de produtores idôneos com campos de produção registrados e inspecionados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento."



Neste primeiro semestre será realizado dia de campo para divulgação de mais duas novas cultivares de arroz para Minas Gerais: BRSMG Rubelita e BRSMG Caçula. A primeira é recomendada para condição de irrigação por inundação em várzea e a segunda é indicada para terras altas com ou sem irrigação por aspersão. Essas cultivares apresentaram adaptabilidade e estabilidade de produção em diversas regiões de Minas Gerais. Segundo o diretor de Operações Técnicas da Epamig, Plínio Soares (que também conduz pesquisas em arroz), antes do lançamento de novas cultivares são realizadas avaliações técnicas dos materiais genéticos, além de pesquisa de aceitação do produto por donas de casa, quanto à textura, sabor e aroma após o cozimento.

Bem antes da panela

A pesquisa tem sido fundamental no incremento da produtividade do arroz e, consequentemente, no aumento da renda dos produtores, além de tornar o país menos dependente de importação do cereal. Como resultado dessas pesquisas foram disponibilizadas 28 cultivares de arroz, sendo 16 recomendadas para condição de lavouras irrigadas em várzeas e 12 para as condições de terras altas. Atualmente, as cultivares para terras altas mais plantadas em Minas Gerais têm sido: BRSMG Relâmpago, BRSMG Curinga e BRSMG Caravera. Elas apresentam características como alto potencial genético para produção de GRÃOS, resistência à seca, ciclo precoce a médio adequado e qualidade culinária e industrial dos GRÃOS. Já as cultivares BRSMG Seleta, BRSMG Predileta e BRSMG Ouro Minas são recomendadas para cultivo em várzea e também têm alto potencial produtivo e qualidade culinária e industrial. São materiais de ciclo médio, ou seja, entre 130 e 135 dias.

Segundo Plínio Soares, a produção de arroz e feijão em Minas Gerais é realizada, principalmente, por pequenos produtores, mas essas cultivares de arroz atendem do pequeno ao grande orizicultor. Ele explica que para o pequeno produtor, que tem menos capacidade de assumir riscos, é fundamental avaliar a época de plantio, que deve ser concentrado em outubro e novembro. O pesquisador também alerta para outro importante aspecto: o ponto ideal da colheita. "Deve ocorrer quando os GRÃOS da panícola estão verde-amarelados", explica.



Fonte: CIFeijão


- 21:51:47
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